2007-06-05 05:40:00
Vilson Nascimento
Equipes da Polícia Civil de Amambai coordenadas pelo delegado Dr. Claudineis Galinari, de posse de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça para vistoriar estabelecimentos comerciais e residências dos proprietários, realizaram a apreensão de documentos e uma grande quantidade de cartões magnéticos de indígenas aposentados e cartões de programas sociais do Governo Federal que estavam sendo retidos, segundo a polícia, de forma indevida por donos de mercados e mercearias da cidade em Amambai.
Segundo o delegado encarregado pelas investigações do caso, Dr. Claudineis Galinari, denúncias ao Ministério Público Estadual apontavam que comerciantes da cidade, com o objetivo, supostamente de garantir a freguesia, estariam retendo os cartões magnéticos de indígenas segurados do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) menos esclarecidos e os próprios donos dos estabelecimentos, de posse dos dados do aposentado como, por exemplo, a senha bancária, realizavam os saques nas agências.
Ao tomar conhecimento da denúncia, o Promotor de Justiça da Comarca de Amambai Dr. Ricardo Rotunno encaminhou as informações à Polícia Civil que começou a trabalhar no caso. Após um período de investigação, onde a polícia detectou indícios do ato ilegal, Dr. Galinari requereu os mandos de busca e apreensão que foram deferidos pela Justiça e a operação foi montada.
Divididos em equipes os policiais agiram simultaneamente e em vários estabelecimentos comerciais suspeitos e realizaram a apreensões de documentos e uma grande quantidade de cartões magnéticos. Segundo o delegado durante as buscas os policiais constataram outras supostas irregularidades que serão apuradas, que foram à presença, além de cartões de indígenas aposentados, também de cartões de programas sociais mantidos pelo Governo Federal.
Todo o material apreendido foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai e será encaminhado para perícia técnica. Pelo menos quatro donos de estabelecimentos comerciais, flagrados com cartões, foram indiciados em inquérito por “apropriação indébita” e as investigações vão continuar.






