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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Vereador Nilsinho pede melhorias na Praça Central

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Foto: Assessoria

O vereador Clenilson Francisco da Silva o “Nilsinho” (PSDB) encaminhou indicação endereçada ao prefeito André Nezzi (PSDB) com cópia à Secretaria Municipal de Planejamento, Projetos, Habitação e Controle Urbano, solicitando a troca do fraldário do banheiro da Praça Central e manutenção do bebedouro.

O parlamentar afirmou que a solicitação atende a reivindicação de alguns usuários que clamam pelas melhorias. “Ao receber a reclamação de alguns frequentadores visitei o local e constatei que o fraldário se encontra em estado precário e inviabilizando o uso pelas pessoas que necessitam fazer trocas de fraldas em seus bebês”, relata o vereador.

Outra demanda apresentada pelo vereador é a manutenção do bebedouro. Nilsinho justifica muitas famílias e principalmente os praticantes de esportes e crianças que brincam no parquinho, sofrem com o calor intenso que tem feito em nossa região.

“Por isso torna-se necessária a manutenção desse bebedouro para que possamos atender a reivindicação dessas pessoas e garantir que tenham água gelada nesse calor intenso”, disse Nilsinho.

Paraná pode se tornar a terra do lúpulo

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Foto: Divulgação

Maior produtor de cevada do Brasil, o Paraná pode se tornar um bom produtor também de lúpulo, essência fundamental para o aroma e o amargor característicos da cerveja. Alguns experimentos já contam com a participação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e outros são fruto da iniciativa de produtores que se engajaram na causa, ampliando a oferta de produtos que saem do campo no Estado.

Em Palmital, zona rural de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, 400 plantas trepadeiras geometricamente bem ajustadas nas laterais apontam ao céu estendendo-se por cinco metros de altura, amparadas em uma estrutura de postes e arames reforçados. Essa é a forma mais adequada para que o lúpulo cresça e aproveite o máximo de sol, que contribuirá para melhor qualidade do produto. 

O final de fevereiro e início de março é período da colheita, e o produtor Josimar Cubis reúne familiares e vizinhos para a tarefa. Espera repetir a média de 40 a 50 quilos do produto já seco e desidratado, ainda que o potencial instalado possa render em torno de 80 a 100 quilos. Ele atende cervejarias artesanais da RMC, Londrina e Maringá, além de municípios de São Paulo e Minas Gerais.

Cubis nasceu na propriedade rural que os pais cultivam há 57 anos, principalmente com milho, feijão e batata. Mas desde os 18 anos não passa o dia todo nela. Buscou emprego fora e hoje ainda mantém expediente em uma indústria automobilística. “Mas eu sempre quis plantar alguma coisa na chácara, algo que não fosse comum, porque para o pequeno produtor é difícil trabalhar com as culturas tradicionais”, afirma.

Em 2015, enquanto navegava na internet em busca do algo diferente, bateu os olhos no lúpulo e conheceu a Mantiqueira, reconhecida em 2021 como variedade genuinamente brasileira, resultado de estudos desenvolvidos pelo agrônomo Rodrigo Veraldi em São Bento do Sapucaí (SP), na região da Serra da Mantiqueira, com sementes que se adaptaram ao clima e solo locais. “Passei a conversar com ele”, diz. Em 2020 trouxe as primeiras 260 mudas, que se multiplicaram para 400 em aproximadamente 1,3 mil metros quadrados de terreno.

Os desafios estão sendo vencidos na prática. O primeiro foi o distanciamento entre as linhas das plantas. Em alguns países produtores é de 1,20 metro devido à boa insolação. “Eu plantei com 4 metros para que uma fileira não faça sombra para a outra e numa linha que permita o maior tempo de sol possível diretamente nas plantas”, afirma. A irrigação por gotejamento não foi problema, pois um poço artesiano atende às necessidades da propriedade.  

Novos obstáculos foram enfrentados no ano passado, com ataque de fungos, em razão do excesso de chuvas, quando perdeu 70% da produção. E agora com um tatu, que cisma cavoucar minhocas onde caem as gotas de irrigação e acaba arrancando as plantas, além de formigas, que destroem um pé em uma noite. Cubis acentua que ainda está aprendendo o trato com a planta. “Não tem nada para o Brasil, tem de estudar, pesquisar, ligar para um e para outro, e ler matéria em inglês”, salienta.

Nos primeiros anos ele mantinha a área absolutamente limpa, até que aprendeu que o lúpulo precisa de umidade e que manter o capim e a palhada ajuda na tarefa. A intenção é ter duas mil plantas. “Mas não vou aumentar até que eu aprenda a trabalhar bem com o lúpulo, é melhor errar pequeno”, afirma. “Eu encontrei no lúpulo o que queria desde criança, toda tarde e em minhas horas de folga estou aqui”.

Entre os meses de abril e setembro o produtor mantém a planta em dormência. A partir daí ela rebrota com crescimento de até 30 centímetros por dia. Nesse momento há necessidade de conduzir o desenvolvimento para que a trepadeira não se desgarre dos fios condutores. Em janeiro floresce e a colheita começa em fins de fevereiro, quando os galhos são cortados baixo e levados para a retirada manual das flores. Debulhadas seguem para a estufa, onde são secadas durante oito horas, trituradas e embaladas a vácuo.

PESQUISA – Na Academia estão em andamento pesquisas sobre as variedades mais adequadas para o Paraná e o Brasil. Um dos trabalhos mais destacados é entre o professor Sérgio Ruffo, do Departamento de Agronomia da UEL, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do professor Alessandro Sato, em Palotina, no Oeste do Paraná. “Não tenho dúvidas em relação às boas perspectivas para o Paraná, tanto que estamos ampliando o espaço de pesquisa”, afirma Ruffo. “Não é mais sonho, já é realidade”.

Segundo o professor, as cultivares de lúpulo existentes no Brasil vêm dos Estados Unidos e da Alemanha. Nos experimentos que a UEL e a UFPR fazem há cinco anos em Palotina estudam-se cerca de 20 variedades disponibilizadas por três viveiros, um no Rio de Janeiro e dois em São Paulo. “São cultivares mais produtivas, mais conhecidas e estamos fazendo trabalho de adaptação, procuramos selecionar as mais produtivas para as condições do Paraná”, diz. 

O início foi em área pequena, agora ampliada e contando com apoio de agências financiadoras, como o CNPq, do governo federal. “Resolvemos apostar”, afirma Ruffo. Segundo ele, o trabalho envolve bastante tecnificação. O lúpulo precisa de 17 horas diárias de sol para aproveitamento e rentabilidade integrais, o que é oferecido pela natureza em várias localidades dos principais países produtores. 

No Brasil o máximo registrado é de 14 horas de luz diária. “Precisa de iluminação artificial para suplementar as três horas restantes e isso envolve muita tecnologia”, salienta. Nos experimentos são utilizadas lâmpadas especiais. “Se não houver, acaba florescendo antes de atingir o topo da treliça, de forma que não produz a quantidade de flores que caracteriza a ótima produção. E é isso que queremos”.

O professor reforça que um lúpulo nacional deve garantir também maior qualidade que o produzido, embalado e armazenado fora do País. “O que fazemos é oferecer lúpulo fresco, com característica de frescor”, diz. “Outro diferencial é que, com as técnicas que desenvolvemos, conseguimos produzir duas safras ao ano”. Além de possibilitar melhor aproveitamento por parte dos cervejeiros. “Apostamos em ter mais de uma cultivar para permitir que os cervejeiros exerçam a criatividade nas receitas.”

Outros usos, segundo ele, podem acontecer em óleos essenciais nas indústrias de fármacos, cosméticos e alimentos.

NÚMEROS – Inicialmente o lúpulo era adicionado à cerveja para atuar como conservante natural, mas pelo sabor e aroma verificados após as viagens de transporte, acabou incorporado às receitas de fabricação. As primeiras menções oficiais de lúpulo no Brasil datam de 1885, com importação feita por D. Pedro II. No Paraná, uma mensagem do governador Affonso Alves de Camargo em 1920 faz alusão a plantações em Guarapuava, de mudas trazidas dos Estados Unidos com a ajuda da Cervejaria Atlântida.

O Anuário da Cerveja 2022, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, apontou 1.729 cervejarias no Brasil. Naquele ano houve aumento de 11,6% em relação às 1.549 registradas em 2021. Elas têm 42.831 produtos registrados no Mapa. O Paraná é o quinto colocado, com 161 cervejarias que oferecem 4.391 produtos diferentes, muitos deles premiados. O Brasil produz anualmente cerca de 15,3 bilhões de litros de cerveja.

Os dados do Mapa do Lúpulo Brasileiro 2023, levantados pela Associação Brasileira de Lúpulo (Aprolúpulo), mostram que no ano passado o Brasil possuía 114 produtores de lúpulo, um salto iniciado em 2015, quando se tinha apenas um. A área total cultivada era de 111,8 hectares, crescimento de 133% em relação ao ano anterior, quando se tinha 48,5 hectares. São 44 variedades cultivadas no País.

As 231.817 plantas em produção espalhadas pelo território brasileiro renderam 88 toneladas do produto, um aumento de 203% em relação às 29 toneladas de 2022. No Paraná, 16 produtores (4º lugar) estendiam 17.440 plantas (6º lugar) em 8,4 hectares (5º lugar), com produção inferior a 8 toneladas. Segundo a Aprolúpulo, o valor médio conseguido no ano passado foi de R$ 223 pelo quilo, com valor máximo a R$ 400. 

O Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária que acompanha o comércio exterior do agro brasileiro, apresentou em 2023 a importação de 3,1 mil toneladas de lúpulo ao valor de US$ 62 milhões. Os importadores paranaenses investiram US$ 4,7 milhões para trazer 114,9 toneladas, das quais 74,3 toneladas dos Estados Unidos, 37 toneladas dos países asiáticos e 3,6 toneladas da Alemanha.

Investimentos: Governo de MS anuncia R$ 17 milhões em obras para Cassilândia

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Um pacote de obras envolvendo recapeamento, drenagem, pavimentação e uma ponte, foi anunciado nesta terça-feira (5) para o município de Cassilândia, cidade com 22 mil habitantes na região Leste de Mato Grosso do Sul.

Serão R$ 10 milhões em investimentos do Governo Estadual para recapeamento de ruas. “A cidade é mais antiga, o asfalto não é novo como de municípios ao redor. Já temos a pavimentação feita, só temos que recuperar com o recapeamento e isso será de grande importância para nossos bairros. A gente vem para agradecer pelo que o governador já fez e hoje estamos levando um pacote de obras muito importante para o município”, disse o prefeito Valdecy Nogueira.

“Mato Grosso do Sul cresceu 6%, isso representa mais que o dobro do Brasil. Ainda bem que houve uma construção nos últimos anos, um planejamento de investimentos para acompanhar todo este ambiente de crescimento e empregos”, disse o governador Eduardo Riedel.  

Investimentos: Governo de MS anuncia R$ 17 milhões em obras para Cassilândia
Investimentos: Governo de MS anuncia R$ 17 milhões em obras para Cassilândia
Investimentos: Governo de MS anuncia R$ 17 milhões em obras para Cassilândia
Investimentos: Governo de MS anuncia R$ 17 milhões em obras para Cassilândia
Investimentos: Governo de MS anuncia R$ 17 milhões em obras para Cassilândia
Investimentos: Governo de MS anuncia R$ 17 milhões em obras para Cassilândia

O pacote ainda inclui pavimentação e drenagem do Núcleo Industrial no valor de R$ 3 milhões, onde segundo a prefeitura já foram distribuídos 48 lotes. Também foram anunciadas obras de R$ 4 milhões em uma ponte de 70 metros na região conhecida como Indaiazão. O governador destacou a importância de investimentos na ponte usada como acesso de produtores e ressaltou os avanços da agricultura na região: “É um compromisso que tenho com Cassilândia”.

O prefeito da cidade reforçou que a obra é um dos principais pedidos do setor produtivo: “A soja graças a Deus hoje está entrando no nosso município, tem o vizinho Chapadão do Sul que já é um plantador de soja bem antigo e hoje ela está no nosso município. Essas pontes de madeira não aguentam uma carreta bitrem passando com calcário, depois na safra retirando o produto. Essa ponte vai ser de grande importância para a região, é uma das maiores do município”.

Atualmente existem obras de infraestrutura com investimentos do Governo de MS sendo executadas em Cassilândia. Entre elas o recapeamento de ruas no valor de R$ 5 milhões. Em 2023 foram concluídas reformas e melhorias em escolas estaduais do munícipio no valor de R$ 9 milhões.

Investimentos: Governo de MS anuncia R$ 17 milhões em obras para Cassilândia

Também participaram do anúncio do novo pacote, o vice-governador José Carlos Barbosa, mais conhecido como Barbosinha, os secretários Hélio Peluffo (Seilog), Eduardo Rocha (Casa Civil), João César Mattogrosso (adjunto da Casa Civil), além dos deputados estaduais Márcio Fernandes, Gerson Claro e Mara Caseiro.

Danielly Escher, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

Em Caarapó, frentes de asfalto beneficiam moradores de diversas localidades

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Pavimentação asfáltica em via urbana da sede do município de Caarapó: mais do que simples pavimentação, o asfalto é o alicerce que garante a segurança viária e a qualidade de vida da comunidade. Foto: Fernando Rodrigues

A cidade de Caarapó está passando por um momento de intensa atividade no que diz respeito à pavimentação asfáltica. Diversas frentes de trabalho estão em execução, tanto com recursos próprios da prefeitura quanto em parcerias com a União e o governo do Estado, em vários bairros da sede do município.

No coração da agitação urbana, um elemento muitas vezes subestimado, porém vital, sustenta o cotidiano dos cidadãos: o asfalto. Mais do que simples pavimentação, o asfalto é o alicerce que garante a segurança viária e a qualidade de vida da comunidade.

A segurança dos deslocamentos urbanos é um dos principais benefícios proporcionados pelo asfalto. Com sua superfície lisa e resistente, o asfalto reduz o risco de acidentes e promove a circulação segura de veículos, ciclistas e pedestres. Ruas asfaltadas não são apenas caminhos; são garantias de proteção e tranquilidade para todos que nelas transitam.

Além da segurança, a facilidade de deslocamento é outra vantagem inegável do asfalto. Ao proporcionar vias bem conservadas e acessíveis, o asfalto encurta distâncias e facilita o acesso a serviços, comércios e áreas de lazer. A mobilidade urbana se torna mais fluida e eficiente, conectando os diversos pontos da cidade e promovendo a interação entre os moradores.

A valorização imobiliária é um reflexo direto da presença do asfalto nas ruas. Bairros com infraestrutura viária asfaltada tendem a atrair mais investimentos e valorizar os imóveis locais. O asfalto não apenas conecta, mas também agrega valor e desenvolvimento às comunidades onde está presente.

Além disso, o asfalto contribui significativamente para o conforto e a qualidade de vida dos cidadãos. Com uma superfície adequada para caminhar, pedalar e dirigir, as ruas asfaltadas proporcionam um ambiente mais agradável e seguro para a convivência diária.

Em síntese, o asfalto é mais do que uma simples camada de pavimentação. É o pilar que sustenta a mobilidade urbana, a segurança viária e a qualidade de vida dos cidadãos. Investir na manutenção e expansão da infraestrutura viária asfaltada é essencial para garantir uma comunidade mais segura, conectada e próspera. O asfalto não é apenas uma estrada, é o caminho para o desenvolvimento e bem-estar de todos.

A comunidade local aguarda com expectativa a conclusão dessas obras, que representam um importante avanço para a cidade. A pavimentação asfáltica é um investimento essencial para o progresso de Caarapó, e a colaboração entre diferentes esferas governamentais é fundamental para viabilizar projetos de grande impacto para a sociedade.

Pesquisa fomentada pela Fundect usa resíduos da indústria do pescado para criar embalagens

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O interesse em manter a qualidade dos alimentos sem aditivos sintéticos, com elementos naturais e menos agressivos à saúde do consumidor e ao meio ambiente, tem encorajado a exploração de novos materiais biodegradáveis, formulados a partir de fontes renováveis. É o caso de uma pesquisa do Laboratório de Bioengenharia (BIOENG) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) que desenvolve biofilmes, a partir de escamas e pele de tilápia, para envolver salsichas, linguiças, salames e outros embutidos.

Com fomento do Governo do Estado, por meio da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), o estudo coordenado pelo professor doutor Marcelo Fossa da Paz consiste no uso da quitosana, um polissacarídeo extraído da escama do peixe, em conjunto com microorganismos, para elaboração de uma membrana com propriedades antimicrobiana, antioxidante e nutricional.

O projeto intitulado “Desenvolvimento de produtos alimentares inovadores, ricos em proteínas, a partir de pescado e microalgas, utilizando estratégias de biorrefinaria e de bioeconomia circular”  foi aprovado na Chamada Fundect 31/2021 – Universal 2021 – ODS.

Diferentes formulações e tipos de interações moleculares entre biopolímeros, aqueles sintetizados por organismos vivos, foram avaliadas para criar filmes elásticos, resistentes e funcionais.

“A quitosana tem poder antibacteriano e pode ajudar na melhoria do tempo de prateleira da carne e os polímeros de origem microbiana, como alginato e goma curdlana, por exemplo, são espessantes, estabilizantes e gelificantes”, explica o coordenador da pesquisa que conta ainda com a participação outros três doutores, um doutorando, duas mestrandas e sete acadêmicos do curso de biotecnologia da UFGD.

Além de testar microrganismos já conhecidos pela ciência, a equipe buscou novas fontes no Cerrado sul-mato-grossense. Três espécies de microalgas, ainda não identificadas, foram coletadas em córregos afluentes do Rio Dourados e apresentaram potencial biotecnológico promissor, tanto na formação do biofilme quanto como suplemento nutricional.

Pesquisa fomentada pela Fundect usa resíduos da indústria do pescado para criar embalagens
Pesquisa fomentada pela Fundect usa resíduos da indústria do pescado para criar embalagens
Pesquisa fomentada pela Fundect usa resíduos da indústria do pescado para criar embalagens

Uma delas chamou atenção pela coloração salmão, originária da astaxantina, um carotenoide com propriedades antioxidantes, rico em betacaroteno, responsável pelo pigmento vermelho de algumas espécies aquáticas e pela coloração rosa dos flamingos. 

O desenvolvimento dos biofilmes está em fase final e os pesquisadores fazem agora avaliações microbiológicas, químicas e físicas, como resistência, elongação e retenção de umidade, propriedades necessárias para sejam alternativas viáveis às embalagens de colágeno bovino e celulose, utilizadas hoje pela indústria de embutidos. 

O estudo avança também na extração do colágeno da pele da tilápia para incorporar às membranas. Marcelo Fossa da Paz destaca que o colágeno de pescado tem vantagens em relação ao bovino por ser mais digerível e solúvel, permitindo a preservação da estrutura nativa das macromoléculas na formação dos filmes.

Segundo o pesquisador, o projeto fomentado pela Fundect será concluído com a elaboração de linguiças embaladas com membranas feitas a partir da combinação do colágeno do pescado com a quitosana, mas a equipe seguirá pesquisando a incorporação de nutrientes, microrganismos probióticos e suplementos alimentares.

“As possibilidades são muitas porque, a partir dessa formulação, podem ser incorporados vários elementos que vão melhorar a qualidade nutricional.  A gente pode somar a proteína da ora-pro-nobis, por exemplo, e alguns óleos essenciais que podem trazer proteção para o alimento e aumentar o tempo de vida por impedir a oxidação das gorduras da carne”.

Bioeconomia circular

Pesquisa fomentada pela Fundect usa resíduos da indústria do pescado para criar embalagens
Dr. Marcelo Fossa da Paz

Além de inovadora, a biotecnologia pesquisada na UFGD pode trazer impactos ambientais e econômicos importantes a Mato Grosso do Sul ao utilizar os resíduos da indústria de pescado, permitindo o surgimento de novas empresas fundamentadas no reaproveitamento, gerando possibilidade de emprego e renda.

“Pesquisas com materiais biodegradáveis, formulados a partir de fontes renováveis, reforçam o protagonismo científico de Mato Grosso do Sul. Com pesquisadores altamente qualificados e aumento do fomento científico pela Fundect nos últimos anos, a tendência é de avanços ainda maiores”, destaca Márcio de Araújo Pereira, diretor-presidente da Fundect. 

O Estado é o quinto maior produtor de tilápia do Brasil, com 32,2 mil toneladas, e o segundo maior exportador da espécie do Brasil, com receita de US$ 4,2 milhões, segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR). 

“Conforme a produção de tilápia cresce em Mato Grosso do Sul maior é o volume de resíduos, então é importante buscar formas de aproveitamento em novos produtos e fazer isso de uma forma mais saudável para o consumidor. Estamos em busca de um invólucro semelhante ao que tem no mercado, porém com possibilidade de incorporação de várias outras propriedades para que seja melhor aproveitado pelo nosso corpo”, ressalta Marcelo Fossa da Paz.

Recursos Humanos

O projeto conta com a participação dos professores doutores Rodrigo Simões Ribeiro Leite, da UFGD, Gustavo Graciano Fonseca, atuando da Universidade de Akueyri, Islândia Viðskipta- og raunvísindasvið / School of Health, Business and Science, e William Renzo Cortez-Vega, atuando da Universidade Federal do Amazonas.

Também fazem parte da equipe Cleber Aparecido de Sousa Silva, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental da UFGD, além de Isabelle Moreira Souza Ferreira e Letícia Bueno De Moura, mestrandas do mesmo programa.

A pesquisa ainda tem reforço dos graduandos do curso de Biotecnologia da UFGD,  Érick Henrique Duarte Acosta, Isadora Pereira Catenaci,  Lauzézio Souza Barcelos Neto, Nayara Pereira Espindola, Sabrina dos Santos Nascimento, Ester Zeidler Deechen e Gabriel De Souza Bagnara.

Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
Fotos: Acervo pesquisador

Procura-se gato desaparecido em Amambai

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A família do gato Theo está procurando por ele. Fotos: Divulgação

Redação

Um gato chamado Théo, com dois anos e castrado, está desaparecido desde o dia 23 de fevereiro. Théo nunca havia saído de casa antes e foi visto pela última vez no Centro de Amambai, próximo ao mercado Planalto e ao colégio Maria Bataglin.

No momento do desaparecimento, Théo utilizava uma coleira com uma placa de identificação contendo um número de telefone para contato. Preocupados com o sumiço dele, os tutores oferecem uma recompensa para quem auxiliar na sua localização.

Para fornecer informações sobre o paradeiro de Théo ou ajudar na sua busca, basta falar com Stephanie Veloso por meio do contato (67) 99204-4374.

Exportações de carne bovina brasileira atingem recordes

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De acordo com os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de proteína bovina in natura do Brasil registraram aumento durante a parcial de fevereiro de 2024, até o dia 23. Nesse período, foram embarcadas 143,47 mil toneladas do produto para o mercado internacional.

As informações divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que esse volume representa um aumento expressivo de 13,52% em comparação com o total exportado em fevereiro de 2023. Além disso, as negociações geraram US$ 651,34 milhões, o que representa um acréscimo de 6,16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A média diária de envios de carne para o mercado externo em fevereiro de 2024 atingiu 9,56 mil toneladas por dia, um aumento considerável de 36,22% em comparação com o mesmo período do ano passado, que registrou uma média de 7,02 mil toneladas por dia.

Esses números evidenciam que a demanda externa pela carne bovina brasileira continua em níveis elevados. Apesar do recuo no preço médio da tonelada exportada, o volume de proteína embarcada em fevereiro de 2024 tem o potencial de superar o recorde registrado em fevereiro de 2022, estabelecendo-se como o maior volume já registrado para o mês de fevereiro.

Todos os crentes serão arrebatados? – Por Eloir Vieira

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Foto: Divulgação

“Depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1ªTs 4.17).

A Bíblia diz que a igreja será arrebatada. A igreja de Cristo é composta de pessoas convertidas a Cristo; quem é convertido espera a vinda do Senhor para ser levado salvo: “Assim também Cristo, oferecendo- se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação” (Hb 9.28).

Esteja preparado: “Então, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas e adormeceram. Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E, depois, chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos a porta! E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o Dia nem a hora em que o Filho do Homem há de vir” (Mt 25.1-13).

“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados, virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera e à hora em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 24.45-51).

O crente prudente, espera vigiando, preparado, e será arrebatado: “Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-se, os servirá. E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos. Sabei, porém, isto: se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do Homem à hora que não imaginais” (Lc 12.37-40).

Para entrar no Reino de Deus é preciso fazer a vontade do Pai: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23). Jesus te Ama!

Cresol renova com Camila Morgado e lança nova campanha: “Tudo começa por você”

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Foto: Assessoria

A Cresol apresenta, a partir do mês de março, o seu novo mote, que reforça o posicionamento de ter o cooperado no centro das decisões. O lema “Tudo começa por você” busca evidenciar o protagonismo do cooperado na história da cooperativa, participando ativamente, obtendo resultados e promovendo o crescimento mútuo. Para comunicar essa mensagem, estreia nesta semana a nova campanha nacional da Cresol com a embaixadora da marca, a atriz Camila Morgado.

O filme de 30 segundos retrata momentos do cotidiano de Camila como cooperada da instituição, desde uma gravação de trabalho até um jantar com amigos, inserindo a Cresol de forma sutil em situações de interação entre pessoas. A proposta é mostrar como as soluções financeiras da Cresol podem fazer parte da rotina das pessoas, criando uma parceria para todos os momentos. A campanha será veiculada em peças publicitárias em diferentes tipos de mídia.

Adriano Michelon, vice-presidente da Cresol Confederação, destaca a relevância e a representatividade da nova campanha: “Esta comunicação reforça o compromisso da Cresol em colocar o cooperado no centro das decisões. Queremos que cada um se sinta parte essencial da nossa história e reconheça o papel fundamental que desempenha no crescimento e desenvolvimento da cooperativa. Todos são protagonistas e o cooperativismo, em sua essência, precisa de cada um de nós para acontecer”.

Assista ao vídeo AQUI

Expansão da marca e do negócio

A renovação da atriz Camila Morgado como embaixadora integra a estratégia de construção e consolidação da marca da Cresol. Com um importante plano de expansão do negócio, a campanha institucional da Cresol visa fortalecer a marca junto aos cooperados e não cooperados em todo o país. Hoje, a cooperativa de crédito tem 855 agências em 19 estados e atende mais de 900 mil cooperados.

Durante quase um ano de campanha com a atriz, a Cresol conduziu pesquisas para avaliar a aceitação de Camila como embaixadora, com resultados extremamente positivos tanto entre os colaboradores quanto entre os associados.

Os cooperados enalteceram que as experiências vivenciadas nas agências da Cresol, como o atendimento, o acolhimento e o famoso cafezinho, estão presentes na comunicação da campanha. As cores da Cresol e seus elementos evidenciam uma identidade visual consistente. Estes insights reforçaram a eficácia da campanha e contribuíram para a definição dos próximos passos da estratégia de marketing.

“A decisão de renovar a participação da Camila reflete a constância e consistência de nosso posicionamento de marca. Em um cenário saturado de informações, esta construção demanda uma abordagem de longo prazo, exigindo tempo e frequência para efetivamente se destacar no mercado. Ao trazer uma figura de destaque como Camila, reforçamos a solidez e a qualidade da nossa instituição financeira cooperativa. Essa abordagem pretende estabelecer uma conexão sólida e positiva, associando a notoriedade da embaixadora à credibilidade da nossa instituição”, explica Adriano Michelon.

Estrutura robusta

Atualmente, mais de 120 profissionais estão dedicados à Comunicação e Marketing da Cresol em todo o país. Este número, no entanto, tende a crescer acompanhando o forte ritmo de crescimento do sistema nos últimos anos.

Para manter uma comunicação única e coesa, estes profissionais realizam um trabalho constante entre as instâncias, visando tanto a presença nacional da marca, quanto a atuação local, adaptando e complementando a comunicação, sempre prezando pela essência da Cresol.

O vice-presidente da Cresol Confederação ressalta que um fator primordial para o sucesso deste trabalho é o entendimento da cultura do cooperativismo e do que a Cresol se propõe a fazer enquanto instituição financeira cooperativa, que é gerar desenvolvimento dos cooperados, de seus empreendimentos e da comunidade.

Com esse alinhamento, a mensagem da marca é transmitida com o mesmo sentido, mas de formas adaptadas para diferentes canais e para a realidade local, não apenas com relação ao posicionamento, mas também com as necessidades daquele município ou região onde a Cresol atua. 

“Quando se fala em proximidade, é conhecer e entender o que o cooperado precisa estando disponível para ouvi-lo, por meio dos cerca de nove mil colaboradores, e traduzir na Comunicação o que vai gerar a identificação dele com a Cresol. Atualmente, a principal fonte de captação de cooperados é a indicação, destacando a importância do marketing boca a boca. Essa abordagem não só fortalece a presença da Cresol em novas localidades como reforça a confiança por meio de recomendações diretas, contribuindo para o sucesso contínuo da expansão da cooperativa”, enfatiza Michelon.

Sobre a Cresol

Com 28 anos de história, mais de 900 mil cooperados e 855 agências de relacionamento em 19 Estados, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do País. Com foco no atendimento personalizado, a Cresol fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.

Libertadores: Botafogo e Bragantino iniciam disputa por vaga na fase de grupos

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O Brasil terá mais um representante na fase de grupos da próxima edição da Copa Libertadores. Esta equipe começa a ser definida a partir das 21h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (6), quando Botafogo e Bragantino se enfrentam no estádio Nilton Santos pela 3ª etapa prévia da competição.

A equipe que avançar nesta disputa se juntará a Fluminense, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Atlético-MG e Flamengo para jogar a fase de grupos do torneio de clubes mais importante da América do Sul.

O Botafogo chega ao confronto em um ótimo momento da temporada. Primeiro porque garantiu a vaga na 3ª etapa prévia da competição ao golear o Aurora (Bolívia) por 6 a 0. Depois porque, pela última rodada da Taça Guanabara do Campeonato Carioca, superou o Fluminense por 4 a 2 em uma partida na qual atuou com uma equipe alternativa. Apesar de a goleada não ter sido suficiente para garantir a classificação para a semifinal do Estadual, os bons resultados servem de motivação para o Alvinegro de General Severiano.

Agora, diante do Bragantino, a expectativa é de que o técnico interino Fábio Matias mande a campo o que tem de melhor, contando com o retorno de peças importantes como os meio-campistas Tchê Tchê e Eduardo e o trio de ataque formado por Júnior Santos, Tiquinho Soares e Savarino.

O Massa Bruta também chega à partida decisiva em um bom momento, após derrotar o Santos por 1 a 0 em um jogo no qual disputou todo o segundo tempo com um homem a menos. O resultado garantiu à equipe de Bragança Paulista a primeira posição do Grupo C do Campeonato Paulista, competição na qual já tem vaga garantida na fase das quartas de final, na qual medirá forças com a Inter de Limeira.

📍 𝑪𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐 𝒅𝒆 𝑷𝒆𝒓𝒇𝒐𝒓𝒎𝒂𝒏𝒄𝒆 & 𝑫𝒆𝒔𝒆𝒏𝒗𝒐𝒍𝒗𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐!

Último trabalho antes de embarcar para o Rio! 🏃‍♂️

📸: Ari Ferreira#RedBullBragantino pic.twitter.com/jAjzEUU63N — Red Bull Bragantino (@RedBullBraga) March 5, 2024

O técnico Pedro Caixinha tem alguns problemas para montar sua equipe para o jogo com o Botafogo. O primeiro é lidar com a ausência de Henry Mosquera, Lucas Evangelista, Matheus Fernandes, Nathan Camargo e Eduardo Santos, todos com problemas físicos. Além disso ele não conta mais com o zagueiro Léo Ortiz, que acaba de acertar com o Flamengo. Assim, o Bragantino deve entrar em campo com a seguinte formação: Cleiton; Nathan Mendes, Lucas Cunha, Luan Cândido e Juninho Capixaba; Jadsom, Eric Ramires e Lincoln; Helinho, Vitinho e Eduardo Sasha.

Com 988 empresas abertas, Jucems tem melhor desempenho da série histórica para fevereiro

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Mato Grosso do Sul voltou a registrar recorde no número de abertura de empresas no mês de fevereiro. Foram 988 novas firmas constituídas no mês passado, contra 834 no mesmo período do ano passado. Os dados são da Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O apurado de fevereiro também ficou acima do verificado em janeiro (862), fazendo com que o saldo do ano some 1.850 novas empresas. A grande maioria das empresas abertas em fevereiro são do setor de Serviços (703), enquanto Comércio ficou em segundo (244) e a Indústria na terceira colocação, com 41 novos registros. No acumulado do ano as proporções são idênticas: 1.282 empresas de Serviços, 493 de Comércio e 75 da Indústria.

Na distribuição regional dos negócios, percebe-se uma forte concentração nas maiores cidades. Campo Grande respondeu por 42,51% dos novos registros (420), seguido de Dourados (119), Três Lagoas (54), Naviraí e Paranaíba (24), Ponta Porã (22) e Nova Andradina (20).

A Jucems também divulgou o número de MEIs (Microempreendedores Individuais) constituídos no mês de fevereiro. O setor de Serviços lidera também nessa modalidade de negócios com 2.464 empresas abertas em fevereiro, 841 do Comércio e 253 da Indústria. Campo Grande foi o município com mais MEIs abertos no mês passado (1665), seguido de Dourados (346), Três Lagoas (182) e Ponta Porã (110).

O MEI (Microempreendedor Individual) é a pessoa que trabalha por conta própria, exercendo uma ocupação daquelas listadas pelo Governo Federal para essa modalidade de negócio. O faturamento anual do MEI não pode ser superior a R$ 81 mil, deve possuir um único estabelecimento, não pode participar de outra empresa como titular, sócio ou administrador e não pode contratar mais de um empregado.

Comunicação Semadesc

Em repúdio, Lia Nogueira propõe recolhimento de livro distribuído pelo MEC

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A deputada estadual Lia Nogueira expressou sua indignação diante da distribuição de um polêmico livro pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas públicas, incluindo as de Mato Grosso do Sul. A parlamentar destacou sua preocupação com o conteúdo do material, inicialmente associado ao combate ao racismo, mas que, ao ser analisado mais detalhadamente, revelou-se como algo “abominável” e “nojento”.

“A princípio parece que estamos falando de algo abominável no ser humano que é racismo”, afirmou a deputada, destacando casos de violência contra pessoas negras devido à cor da pele. “No entanto, ao folhear as páginas do livro em questão, me senti violada e desrespeitada, especialmente como mulher, devido ao conteúdo considerado ofensivo e obsceno”, completou.

A deputada ressaltou que o livro não trata de orientação sexual ou questões raciais, mas sim de um tema de conteúdo sexual e de maneira banal. Expressando sua preocupação com o impacto desse material nas mentes jovens, a deputada solicitou ao Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (SEE), o recolhimento do livro. “É considerado um material didático, mas de didático não tem nada”, declarou.

Diante dessa preocupação, a deputada propôs uma moção de repúdio e a apresentação de um requerimento, junto a SEE, buscando o recolhimento imediato do material das escolas que já o receberam. A parlamentar argumentou que a sociedade não precisa desse tipo de conteúdo para cidadãos decentes em uma sociedade mais justa.

Na Bélgica, Governo e setor produtivo defendem gestão ambiental e sustentável do agronegócio brasileiro

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Integrando a comitiva do governo brasileiro e setor produtivo em Bruxelas, na Bélgica, o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e o secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Artur Falcette, iniciou interlocução com os titulares das áreas ambiental e de comércio exterior da Comissão Europeia e diálogo com membros do Parlamento europeu para tratar dos impactos do EUDR (European Union Deforestation-Free Regulation), ou Regulamento para Produtos Livres de Desmatamento, normativa da União Europeia que tem por objetivo proibir a importação e o comércio, no bloco europeu, de produtos derivados de commodities provenientes de áreas de floresta desmatadas após 31 de dezembro de 2020.

“Nós fizemos uma nota técnica sobre a importância do setor de florestas plantadas para a economia brasileira e para a economia de Mato Grosso do Sul. Toda a discussão que nós estamos fazendo é exatamente sobre essa nova norma, que é a EUDR. Na verdade, essa já é uma posição posta que começa a vigorar em janeiro desse próximo ano. Nossa preocupação é exatamente como fazer essa verificação, como serão os trâmites, dado que é o importador europeu que é o responsável por essa identificação e toda a rastreabilidade da celulose para se verificar se ela é oriunda de algum tipo de desmatamento, de qualquer tipo, legal ou ilegal. O ponto crucial que estamos discutindo aqui, é como essa norma pode ser implementada”, comentou o secretário Jaime Verruck após agenda oficial terça-feira (5) em Bruxelas.

Na Bélgica, Governo e setor produtivo defendem gestão ambiental e sustentável do agronegócio brasileiro

Em reunião com o deputado Bernd Lange, presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, realizada na Embaixada do Brasil na União Europeia, o secretário Jaime Verruck, que representa o Governo de Mato Grosso do Sul, destacou as preocupações com relação à implementação do EUDR. “Primeiro, a questão do prazo. Nós achamos que o prazo está muito curto para que a gente consiga estabelecer uma cadeia de custódia e toda a rastreabilidade necessária para a celulose e outras commodities não tenham grandes problemas com a nova legislação do bloco europeu”, comentou.

O titular da Semadesc informou que levantamento feito pelo IBÁ aponta que apenas uma pequena parcela das florestas plantadas brasileiras teve desmatamento depois de 2020. “Quer dizer, menos de 1% da área total de florestas plantadas no Brasil tiveram desmatamento depois de 2020. Então o setor está bastante tranquilo em relação ao tamanho do impacto no setor. A grande questão que discutimos foi a implementação da norma”, reforçou.

Outro ponto apresentado foi a necessidade de reconhecimento dos dados gerados a partir do Brasil, principalmente na questão da rastreabilidade. “O próprio Ministério da Agricultura está implementando uma plataforma que seja reconhecida pela comunidade da União Europeia, englobando os trabalhos de certificação e de rastreabilidade já existentes no Brasil. Nós temos um conjunto de certificações internacionais, que são até certificações europeias, que também tem o reconhecimento dessas certificações no âmbito da rastreabilidade”, acrescentou o secretário.

Na Bélgica, Governo e setor produtivo defendem gestão ambiental e sustentável do agronegócio brasileiro

Há, no entanto, uma preocupação, tanto do governo brasileiro, como do setor produtivo, em relação à segurança dos dados a serem compartilhados com as autoridades do bloco europeu. “Existe uma série de dados comerciais que vão, obviamente, subir nessa plataforma, daí a preocupação com a proteção desses dados. Essa foi uma questão abordada nas reuniões até o momento: como nós vamos nos aliar à União Europeia, no sentido de ter um sistema de implementação dessa lei que não gere impactos e nem custos adicionais para o setor de floresta, para a indústria de base florestal brasileira. Essa discussão é fundamental para o estado de Mato Grosso do Sul, pois além da área florestal, a EUDR vai impactar, obviamente, tanto na área de carnes como na área de soja, principalmente”, finalizou Jaime Verruck.

A missão sul-mato-grossense em Bruxelas, na Bélgica, segue até 8 de março.

Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc

Saiba como cada ministro do STF votou sobre porte de drogas até agora

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O Supremo Tribunal Federal (STF) tem na pauta desta quarta-feira (6) a retomada do julgamento que pode resultar na descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal. Com votação iniciada em 2015 e placar de 5 a 1 favorável a algum tipo de flexibilização, o tema aguarda há 9 anos por um desfecho.Saiba como cada ministro do STF votou sobre porte de drogas até agoraSaiba como cada ministro do STF votou sobre porte de drogas até agora

No caso concreto, os ministros julgam um recurso contra uma decisão da Justiça de São Paulo, que manteve a condenação de um homem flagrado com 3 gramas de maconha. Ele foi enquadrado no Artigo 28 da Lei das Drogas (Lei 13.343/06), segundo o qual incorre em crime quem “adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo” droga ilícita para consumo pessoal.

Maconha
Maconha – Arquivo/Agência Brasil

As penas são brandas e incluem advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços comunitários e outras medidas educativas. No Supremo, contudo, a controvérsia envolve saber se o usuário causa, de fato, algum tipo de dano à sociedade ao consumir substância ilícita, para que tal ato possa ser enquadrado como crime.

Outro ponto em debate é saber em que medida o Estado pode interferir na opção feita por alguém de consumir uma substância, seja lícita ou ilícita, sem ferir os princípios da intimidade e do direito a ter uma vida privada. De modo preliminar, os ministros respondem também a questão se cabe ao Supremo deliberar sobre o assunto, ou se isso seria tarefa apenas do Congresso.

O julgamento é o primeiro item da pauta do plenário desta quarta-feira, na sessão marcada para as 14h. O caso será retomado com o voto do ministro André Mendonça, que pediu vista (mais tempo de análise) na retomada do julgamento anterior, em agosto do ano passado. 

O recurso em julgamento tem repercussão geral. Isso significa que, ao final, o plenário do Supremo deverá estabelecer uma tese que servirá de parâmetro para todos os casos semelhantes na Justiça. 

Descriminalização X legalização

Brasília (DF), 19/12/2023 - O ministro do STF, Gilmar Mendes, durante sessão de encerramento do Ano Judiciário. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro do STF Gilmar Mendes, relator da ação sobre a descriminalização da maconha – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, a conduta do usuário de drogas não é crime. Por seu voto, proferido há cerca de 8 anos, o consumo de qualquer substância é uma decisão privada, e eventual dano causado recai sobretudo sobre a saúde do próprio usuário. “Está-se a desrespeitar a decisão da pessoa de colocar em risco a própria saúde”, argumenta.

Gilmar Mendes sustenta que criminalizar a conduta do consumidor de drogas resulta em estigmatização, o que prejudica os esforços de redução de danos e prevenção de riscos preconizados pelo próprio Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas.

Ao fundamentar sua decisão, o relator se valeu da tradição doutrinária alemã, e concluiu ser dever do Supremo ajustar a proporcionalidade de normas penais que tratem de danos abstratos, como é o dano contra a saúde pública supostamente praticado pelo usuário de drogas. Nesse caso, ao criminalizar a conduta, o legislador teria sido desproporcional, extrapolando suas atribuições, disse o ministro, o que justificaria a intervenção da Corte.

O relator se empenhou ainda em argumentar a diferença entre descriminalizar o consumo e legalizar drogas ilícitas. Legalizar, frisou Mendes, é um processo legislativo autorizador e regulador do consumo, nos moldes do que foi feito em países como o Uruguai e em alguns estados dos Estados Unidos.  

“Quando se cogita, portanto, do deslocamento da política de drogas do campo penal para o da saúde pública, está se tratando, em última análise, da conjugação de processos de descriminalização com políticas de redução e de prevenção de danos, e não de legalização pura e simples de determinadas drogas”, afirma.

Na retomada mais recente do caso, o relator decidiu recuar um pouco em seu voto, de modo a descriminalizar o porte somente em relação à maconha. 

Autocontenção

O ministro Edson Fachin também votou na linha de Gilmar Mendes, concordando que o consumo de drogas faz parte da autodeterminação individual, que “corresponde a uma esfera de privacidade, intimidade e liberdade imune à interferência do Estado”. 

Dizer que usar drogas é crime seria uma atitude estatal moralista e paternalista, argumentou Fachin.  

Brasília (DF), 05/10/2023 - O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, participa do seminário 35 anos da Constituição Federal, no STF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro Edson Fachin votou com o relator pela descriminalização da maconha – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro, contudo, ressalvou que o tema é “hipercomplexo”, havendo “ausência de resposta perfeita”. Fachin frisou ainda que o caso concreto em julgamento trata do porte de maconha, e que, por dever de autocontenção, a decisão do Supremo de descriminalizar o porte de drogas para consumo pessoal deve se ater apenas a essa droga.

Fachin destacou que, a seu ver, o porte de drogas para consumo próprio não causa, em si, dano a bem alheio. “São somente condutas derivadas desse consumo que resultam em tais danos – como o furto para sustentar o vício. Tais condutas derivadas, porém, já são previstas como crime por outros dispositivos penais, não sendo necessário criminalizar o porte de drogas para consumo próprio”, concluiu o ministro em seu voto.

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, seguiu a mesma linha de raciocínio, votando pela descriminalização do consumo exclusivamente de maconha, em virtude dos direitos à intimidade e à vida privada garantidos pela Constituição.

Assim como Gilmar Mendes, Barroso frisou que a medida significa dizer que o Estado não tem poder de interferência, ou muito menos de punir, sobre o porte de drogas para consumo pessoal. “Tal afirmativa, porém, não resulta na legalização do consumo de drogas ilícitas, nem mesmo da maconha”, sustentou o ministro.

O ministro Barroso admitiu ser inconsistente descriminalizar o consumo ao mesmo tempo em que a produção e a distribuição de drogas seguem sendo crimes. Ele defendeu, contudo, que caberá ao Legislativo, um dia, equacionar tal inconsistência por meio de eventual legalização. O ministro também citou exemplos, que para ele são bem-sucedidos, como os de Portugal e Uruguai.

“Estamos lidando com um problema para o qual não há solução juridicamente simples nem moralmente barata”, disse.

Quantidade

Brasília, (DF) – 01/02/2024 - O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2024, participa da cerimônia o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Presidente do STF,Luís Roberto Barroso, sugeriu a quantidade de até 25 gramas como adequada para diferenciar o porte para consumo do tráfico – Foto Valter Campanato/Agência Brasil

Indo um pouco além, Barroso focou seu voto também nas consequências da criminalização do porte de pequenas quantidades de maconha para os altos índices de encarceramento no Brasil, sobretudo de jovens negros.

Nessa linha, Barroso insistiu ser necessário estabelecer uma quantidade específica para distinguir o usuário do traficante, “pois deixar essa distinção a critério das autoridades, seja policial ou judicial, apenas escancara o racismo presente nas instituições”, argumentou.

Em seu voto, Barroso disse considerar prioridade “impedir que as cadeias fiquem entupidas de jovens pobres e primários, pequenos traficantes, que entram com baixa periculosidade e na prisão começam a cursar a escola do crime, unindo-se a quadrilhas e facções. “Há um genocídio brasileiro de jovens pobres e negros, imersos na violência desse sistema”, alertou.

Valendo-se do exemplo de Portugal, país pioneiro ao ter legalizado o consumo de todas as drogas, em 2011, Barroso sugeriu a quantidade de até 25 gramas como adequada para diferenciar o porte de maconha para consumo ou para o tráfico. Em nome da coerência, já que comprar a droga seguiria sendo crime, o ministro sugeriu a liberação do cultivo de seis plantas fêmeas de maconha.

Esse entendimento foi reforçado no voto do ministro Alexandre de Moraes, que trouxe dados da Associação Brasileira de Jurimetria, segundo os quais 25% dos presos no país respondem pelo crime de tráfico de drogas. Ele sustentou que a maior parte desses presos poderiam ser enquadrados como usuários, se houvesse um critério objetivo. Como não há, vão para cadeia em geral jovens e negros, disse. 

Brasília (DF), 24/10/2023 - O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, durante reunião com parlamentares para receber o relatório oficial da CPMI do 8 de Janeiro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes votou favorável à descriminalização da maconha – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O STF tem o dever de exigir que a lei seja aplicada identicamente a todos, independentemente de etnia, classe social, renda ou idade”, defendeu Moraes. Para diferenciar consumo próprio de tráfico de maconha, o ministro sugere o porte de uma quantidade de 25g a 60g.

Em agosto do ano passado, poucos dias antes de se aposentar, a ministra Rosa Weber votou com o relator, no sentido de descriminalizar o porte de maconha. 

“Penso que o STF pode ajudar nessa solução, sem prejuízo na atuação do Congresso. Quem despenalizou para o usuário foi o Congresso, em 2006. Se mantém apenas a criminalização, o Supremo daria um passo no sentido de descriminalizar quando se trata de uso próprio”, disse Weber.

Divergência 

O único a divergir, até o momento, foi o ministro Cristiano Zanin. O ministro argumenta que a descriminalização apresenta “problemas jurídicos” e pode agravar o combate às drogas.

“Não tenho dúvida que os usuários de drogas são vítimas do tráfico e das organizações criminosas para exploração ilícita dessas substâncias. A descriminalização, ainda que parcial das drogas, poderá contribuir ainda mais para esse problema de saúde pública”, afirmou.

Apesar de se manifestar contra a descriminalização, Zanin votou para fixar a quantidade de 25 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas de cannabis para configurar a situação de uso pessoal em apreensões policiais. 

Brasília, DF 15/09/2023 O ministro Cristiano Zanin fala no seminário Combate à Desinformação e Defesa da Democracia termina nesta sexta-feira (15), no STF. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Ministro Cristiano Zanin é contrário à descriminalização da maconha – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Situação no mundo

Ao menos 38 países do mundo promoveram algum tipo de permissão para o porte e o consumo de drogas. Além de Portugal, Uruguai e alguns estados norte-americanos, também adotaram certo grau de liberação países tão diversos como Quirguistão, Espanha e África do Sul.

Um dos movimentos mais recentes para a descriminalização das drogas ocorreu na Alemanha, onde o parlamento aprovou em fevereiro a descriminalização do uso recreativo de maconha, embora a compra da droga esteja submetida a regras rigorosas. 

Em parte desses países – como na Argentina, Colômbia e Polônia – a flexibilização para o porte e o consumo de drogas ocorreu por decisão judicial. Em outros – como em estados dos EUA, em Portugal e no Uruguai – foi o Legislativo que atuou para legalizar e estabelecer regras para o porte e o uso de drogas ilícitas.

Países como República Tcheca e Suíça têm regras específicas para maconha, enquanto outros, como a Estônia, flexibilizam o porte de qualquer substância.

Em países como a Holanda, a solução foi processual, sendo uma política oficial das autoridades policiais e de acusação não atuar contra o consumo de pequenas quantidades de drogas. 

Há lugares – como em alguns estados da Austrália e na Itália – em que ser flagrado andando com a droga, apesar de não ser crime, resulta em sanções administrativas, como multas e confisco do material. Já na Bolívia e Paraguai, não há sanções previstas.

As origens da liberação, bem como as minúcias legais, variam bastante ao redor do mundo. O estado atual da descriminalização é compilado periodicamente pelo projeto Talking Drugs, mantido pela organização não governamental britânica Release em parceria com a International Drug Policy Consortium, consórcio internacional formado por 194 entidades, em 75 países, dedicado ao tema das drogas.

Naviraí receberá novos investimentos do Governo do Estado com obras de pavimentação e drenagem

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A agenda municipalista avança por todo o Mato Grosso do Sul. Uma comitiva integrada por vereadores e liderada pela prefeita de Naviraí, Rhaiza de Mattos, se reuniu no final da tarde de terça-feira (5) com o governador Eduardo Riedel. Na pauta de trabalho, novos investimentos em benefício da população, com obras de pavimentação asfáltica em bairros, recapeamento e drenagem.

Riedel abriu a reunião lembrando que o Estado tem avançado na infraestrutura dos 79 municípios e que o momento agora é de ouvir as demandas e planejar o cronograma de investimentos para o ano de 2024. “O Governo do Estado está discutindo com todos os municípios os anseios da população porque as pessoas moram nas cidades. O Mato Grosso do Sul é o segundo estado com a menor taxa de desemprego do País e isso é fruto dos investimentos aplicados”, afirmou o governador.

Já o vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), que também participou da audiência, declarou que Mato Grosso do Sul é “a bola da vez do investimento nacional” e o Estado vive um novo momento de prosperidade.

Naviraí receberá novos investimentos do Governo do Estado com obras de pavimentação e drenagem
Naviraí receberá novos investimentos do Governo do Estado com obras de pavimentação e drenagem
Naviraí receberá novos investimentos do Governo do Estado com obras de pavimentação e drenagem

Durante a reunião ficou acordado que o município de Naviraí receberá obras de recapeamento e drenagem na rua Pérsio Antunes, além de pavimentação de outras vias e no acesso ao novo cemitério.

“Acabamos de ter o acordo do governador Riedel para a obra de acesso, drenagem e asfaltamento ao novo cemitério que estamos construindo, e também sobre uma obra de drenagem e pavimentação de um bairro antigo que não tinha este tipo de serviço de infraestrutura e que ocasiona muitos alagamentos na rua Pérsio Antunes, além da pavimentação de algumas poucas ruas que não possuem asfalto”, completou a prefeita Rhaiza de Mattos.

A reunião também contou com a presença dos secretários Hélio Peluffo (Seilog) e Eduardo Rocha (Casa Civil), dos deputados estaduais Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Pedro Caravina, além de secretários municipais de Naviraí.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

Receita detalha novas regras do Imposto de Renda nesta quarta

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Medida provisória deve ser analisada pelo Congresso Joédson Alves/Agência Brasil

A Receita Federal vai apresentar mais detalhes das novas regras do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) de 2024 na manhã desta quarta-feira (5). Uma das principais mudanças é a ampliação da isenção para quem recebe até dois salários mínimos (R$ 2.824), anunciada pelo governo por meio de uma medida provisória em fevereiro. O texto precisa ser analisado pelo Congresso Nacional para não perder a validade.

No encontro para o anúncio sobre outros detalhes, vão participar os seguintes auditores-fiscais:
• o subsecretário de Arrecadação, Cadastros e Atendimento, Mário Dehon;
• o subsecretário de Gestão Corporativa, Juliano Neves; e
• o responsável pelo programa do Imposto de Renda 2024, José Carlos da Fonseca.

Taxa de isenção

Para o advogado tributarista Renato Gomes, quando o piso da isenção é elevado, todos os contribuintes são beneficiados, independente da alíquota incidente.

O imposto de renda é progressivo. Isso significa que cada alíquota incide em cada uma das faixas de renda. Para as pessoas que estavam na faixa de rendimento, com alíquota de 7,5%, elas não estão sendo empurradas para a faixa de 15%, porque, na verdade, essas pessoas estão sendo englobadas por uma faixa maior de isenção. Então, elas não têm prejuízo com essa mudança.

Renato Gomes, advogado tributarista

A mudança implicaria na redução de 1,1 milhão de pessoas que deixariam de pagar o imposto de renda, segundo informou o Sindifisco (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal).

De acordo com o Ministério da Fazenda, a ampliação está de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei de Responsabilidade Fiscal. É estimada redução de receitas de R$ 3,03 bilhões, em 2024; de R$ 3,53 bilhões, em 2025; e de R$ 3,77 bilhões, em 2026.

Vale ressaltar que o desconto simplificado, de R$ R$ 564,80, é opcional, ou seja, quem tem direito a descontos maiores pela legislação atual (previdência, dependentes, alimentos) não será prejudicado, de acordo com o governo.

Novo salário mínimo

O novo salário mínimo, de R$ 1.412, corresponde a um aumento de quase 7% (R$ 92 a mais) em comparação aos R$ 1.320 válidos até dezembro de 2023.

A quantia condiz à inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado nos 12 meses terminados em novembro, que totalizou 3,85%, mais o crescimento de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022.

Aposta de Goiânia acerta Mega-Sena e vai receber R$ 206,4 milhões

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Uma aposta de Goiânia acertou as seis dezenas do concurso 2.696 da Mega-Sena. Apósquaseduashoras de atraso por problemas operacionais, o sorteio foi realizado na noite desta terça-feira (05), no Espaço da Sorte, em São Paulo.Aposta de Goiânia acerta Mega-Sena e vai receber R$ 206,4 milhõesAposta de Goiânia acerta Mega-Sena e vai receber R$ 206,4 milhões

O prêmio a ser pago é de R$ 206,4 milhões.

As dezenas sorteadas foram04 -13 – 18 – 39 -55 – 59 

A quina teve 287 ganhadores e cada um vai receber R$ 39.392,16. Os 16.669 acertadores da quadra terão um prêmio de R$ 968,91.

As apostas para o próximo concurso, a ser realizado na quinta-feira (7), podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. O prêmio estimado é de R$ 3,5 milhões.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

Quarta-feira tem previsão de sol e temperaturas devem permanecer amenas em MS

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Nesta quarta-feira (6), a previsão do tempo indica sol e variação de nebulosidade devido ao avanço de uma frente fria. Além disso, ainda existe a possibilidade de chuvas e, pontualmente, tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento principalmente nas regiões Central, Nordeste e Leste.

De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), essas instabilidades são causadas pela disponibilidade de calor e umidade. Aliada a probabilidade de chuvas, as nuvens também favorecem as temperaturas amenas em grande parte do estado.

Em Campo Grande, a mínima prevista é de 23°C e a máxima atinge 30°C. O município de Dourados amanhece com 22°C e marca 32°C à tarde. Na região Sul, Ponta Porã e Iguatemi têm mínimas de 22°C, com máximas de 28°C e 32°C, respectivamente.

Na região do Bolsão, Paranaíba registra 24°C inicialmente e atinge 33°C nos horários mais quentes, já Três Lagoas apresenta variação entre 25°C e 36°C. Coxim e Camapuã, no Norte do estado, registram temperaturas semelhantes, com mínimas de 23°C e máximas de 32°C.

Corumbá, no Pantanal, tem mínima de 26°C e máxima de 31°C; Aquidauana, na mesma região, os valores variam entre 24°C e 32°C. Na região Sudoeste, Porto Murtinho registra 25°C pela manhã e chega aos 31°C ao longo do dia.

Quarta-feira tem previsão de sol e temperaturas devem permanecer amenas em MS

Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado