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quinta-feira, 23 de abril de 2026
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Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população

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Foto: Agência Brasil

O SUS (Sistema Único de Saúde) é público, gratuito e atende qualquer pessoa em território nacional. Da vacina aplicada na unidade do bairro a uma cirurgia de alta complexidade, tudo passa por uma estrutura que organiza serviços, define responsabilidades e distribui recursos. Essa estrutura é a gestão do SUS — o conjunto de decisões e ações que faz o sistema sair do papel e funcionar na prática.

Gerir o SUS significa comandar e organizar a política pública de saúde nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Isso envolve planejar ações, estabelecer prioridades, acompanhar indicadores, fiscalizar contratos, avaliar resultados, auditar serviços e garantir que os princípios do sistema — como universalidade, integralidade e equidade — sejam cumpridos. Em outras palavras, é a gestão que transforma o direito constitucional à saúde em atendimento concreto para a população.

Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população
Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população
Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população
Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população

Quem administra o SUS

A administração é compartilhada entre União, Estados e Municípios, cada um com funções específicas e complementares. À União, por meio do Ministério da Saúde, cabe formular políticas nacionais, definir normas e diretrizes, coordenar programas estratégicos e repassar recursos financeiros para estados e municípios. A atuação direta do governo federal na execução de serviços é mais restrita, concentrando-se principalmente na vigilância sanitária em portos, aeroportos e fronteiras.

Os Estados exercem papel de coordenação regional. São responsáveis por acompanhar e avaliar as redes hierarquizadas de saúde, prestar apoio técnico e financeiro aos municípios e organizar serviços que atendem a mais de uma cidade, especialmente na média e alta complexidade.

Já os Municípios são a porta de entrada do sistema e os principais executores das ações de saúde. As Secretarias Municipais administram as UBSs (Unidades Básicas de Saúde), coordenam equipes de Saúde da Família, organizam consultas, exames, vacinação, atendimentos de urgência e ações de vigilância em saúde. Também participam do planejamento regional em articulação com o estado, respeitando a lógica de rede do SUS.

As decisões que estruturam essa engrenagem são pactuadas em fóruns permanentes de negociação chamados Comissões Intergestores. No plano nacional, a CIT (Comissão Intergestores Tripartite) reúne representantes do Ministério da Saúde, do CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde). Nos estados, a CIB (Comissão Intergestores Bipartite) articula a SES (Secretaria de Estado de Saúde) com os municípios. São nesses espaços que são definidos critérios de financiamento, metas, responsabilidades e regras de organização da rede.

Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população
Na CIB, Estado e municípios pactuam ações, alinham estratégias e constroem juntos soluções para garantir um SUS mais eficiente e acessível. (Foto: Arquivo)
Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população

Regionalização: como o atendimento é organizado

Para garantir que todos tenham acesso a serviços especializados, o SUS é organizado por regiões de saúde. Municípios vizinhos formam uma região com uma cidade de referência, preparada para ofertar atendimentos de média e alta complexidade. Assim, o cidadão procura a unidade mais próxima de sua casa e, se necessário, é encaminhado para outro serviço dentro da própria região, mantendo a continuidade do cuidado.

Dentro do município, o território também é dividido para facilitar o acompanhamento da população. As UBS atendem áreas específicas, compostas por microáreas onde atuam equipes de Saúde da Família e agentes comunitários de saúde. Essa organização territorial permite conhecer o perfil da comunidade, identificar riscos e planejar ações de prevenção e promoção da saúde.

O que é gestão plena do município?

Um dos modelos mais avançados de descentralização do SUS é a Gestão Plena do Sistema Municipal. Quando habilitado nessa modalidade, o município assume responsabilidade integral pela organização do sistema de saúde em seu território. Isso inclui a atenção primária, os serviços de média e alta complexidade, a vigilância em saúde e a gestão administrativa e financeira dos recursos.

Em Mato Grosso do Sul, são habilitados em gestão plena os municípios de Amambai, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Campo Grande, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Eldorado, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Três Lagoas. Nesses locais, as prefeituras assumem papel ampliado na organização da rede e na aplicação direta dos recursos, sempre em articulação com a SES.

Na prática, o município passa a ter maior autonomia para planejar, contratar serviços, organizar a rede e aplicar os recursos federais, que podem ser repassados diretamente ao Fundo Municipal de Saúde. Essa autonomia, no entanto, vem acompanhada de responsabilidades ampliadas.

Para obter a habilitação em gestão plena, o município precisa comprovar capacidade técnica, administrativa e financeira. É necessário ter comando único sobre os prestadores de serviço no território, manter o Fundo Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde em funcionamento regular e cumprir o Plano Municipal de Saúde. Também deve garantir a oferta de um conjunto mínimo de serviços essenciais, como pré-natal, partos, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas, pequenas urgências e assistência farmacêutica básica.

Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população
Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população
Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população

Além disso, o município precisa organizar fluxos de referência e contrarreferência com outras cidades, assegurando que o paciente seja atendido em todos os níveis de complexidade quando necessário. É obrigatório alimentar corretamente os sistemas nacionais de informação, como SIH (Sistema de Informações Hospitalares), SIA (Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde) e CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), e não apresentar irregularidades graves apontadas pelo SNA (Sistema Nacional de Auditoria). A habilitação é pactuada na CIB e segue as diretrizes estabelecidas pela NOAS (Norma Operacional de Assistência à Saúde).

Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a organização do SUS nesse formato fortalece a rede e torna a gestão mais eficiente. “Quando a gestão é organizada de forma regionalizada e com responsabilidades bem definidas, garantimos mais agilidade nas decisões, melhor aplicação dos recursos e maior resolutividade para a população. A gestão plena permite que o município tenha autonomia para organizar sua rede de acordo com a realidade local, mas sempre integrado ao planejamento estadual e nacional do SUS”, afirma.

Participação da população

A gestão do SUS não se limita aos governos. A participação da comunidade é garantida por lei, por meio do chamado controle social. Os Conselhos de Saúde, compostos por representantes do governo, trabalhadores, prestadores de serviço e usuários, têm caráter permanente e deliberativo e acompanham a execução das políticas públicas. Já as Conferências de Saúde, realizadas a cada quatro anos, avaliam a situação da saúde e apontam diretrizes para os próximos períodos.

Gestão do SUS: a engrenagem que transforma o direito à saúde em atendimento à população
Gestores, trabalhadores e usuários do SUS juntos na Conferência Estadual de Saúde, debatendo propostas e construindo caminhos para o fortalecimento da saúde pública. (Foto: Álvaro Rezende/Secom)

É essa estrutura de responsabilidades compartilhadas e participação social que sustenta o SUS e permite que o direito à saúde, previsto na Constituição, se concretize na vida das pessoas.

Fonte: Kamilla Ratier, Comunicação SES

Forte chuva mobiliza equipes e provoca danos na zona rural e urbana de Amambai

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Fotos: Divulgação/Secom

A forte chuva registrada no início da tarde da última sexta-feira, 13 de fevereiro, mobilizou equipes da Prefeitura de Amambai e provocou danos tanto na zona rural quanto na área urbana do município. Segundo dados da Coopersa, foram aproximadamente 120 milímetros de precipitação, sendo 62,2 milímetros em apenas uma hora, conforme a Defesa Civil estadual.

Levantamento na zona rural

Na zona rural, o volume concentrado provocou alagamentos em áreas produtivas, erosões com rompimento de curvas de nível, danos em lavouras recém-implantadas, especialmente de milho, além de prejuízos em estradas vicinais.

Entre os pontos atingidos está a MS-485, na saída para Aral Moreira, onde foram registrados danos na via e dificuldades de tráfego. Como exemplo das áreas rurais afetadas, produtores relataram prejuízos na Fazenda Boqueirão – Parte 2 e na Fazenda J.S. Boqueirão, onde houve impacto em lavouras e acessos internos.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Amambai, Manoel Douglas A. D. Junior, os impactos podem comprometer parte da safra em curso.

A Defesa Civil Municipal e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) iniciaram levantamentos nas regiões afetadas para identificar os pontos mais críticos e buscar soluções para recuperação das estradas e apoio aos produtores.

Atuação na área urbana

Na cidade, ruas, estabelecimentos comerciais e residências foram alagados. O Corpo de Bombeiros realizou o resgate de uma mulher que ficou presa em um veículo na Avenida Nicolau Otano e retirou um idoso de uma residência invadida pela água na região da Vila Copacabana.

Foram registrados alagamentos na Avenida Pedro Manvailler, Rua da República, Rua Benjamin Constant, nas proximidades da Lagoa do Tênis Clube, na ponte do Córrego Areião (acesso ao Residencial Pôr-do-Sol II) e no Parque da Cidade Muriama Mascarenhas.

Na Rua Antônio Pereira dos Santos, na Vila Pimentel, a força da enxurrada abriu erosões na pavimentação. A Prefeitura acionou a empresa responsável pela obra e realizou a sinalização dos locais afetados para garantir a segurança da população.

Durante o temporal, o prefeito Sérgio Barbosa acompanhou equipes da Defesa Civil e secretarias municipais na vistoria dos pontos considerados críticos, determinando providências emergenciais.

Segundo a Defesa Civil, o grande volume de chuva concentrado em curto espaço de tempo foi determinante para os alagamentos registrados.

Forte chuva mobiliza equipes e provoca danos na zona rural e urbana de Amambai
Forte chuva mobiliza equipes e provoca danos na zona rural e urbana de Amambai
Forte chuva mobiliza equipes e provoca danos na zona rural e urbana de Amambai
Forte chuva mobiliza equipes e provoca danos na zona rural e urbana de Amambai
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Forte chuva mobiliza equipes e provoca danos na zona rural e urbana de Amambai
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Forte chuva mobiliza equipes e provoca danos na zona rural e urbana de Amambai

Fonte: Secom/Prefeitura de Amambai

Maior Copa do Brasil da história inicia com recorde de clubes e jogos

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Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A noite dessa terça-feira (17) foi marcada pelo primeiro dos 155 jogos previstos na Copa do Brasil deste ano. No Estádio Lourival Gomes, em Saquarema (RJ), a Desportiva venceu o Sampaio Corrêa-RJ nos pênaltis, por 3 a 1, após empate por 1 a 1 no tempo normal.Maior Copa do Brasil da história inicia com recorde de clubes e jogosMaior Copa do Brasil da história inicia com recorde de clubes e jogos

A Locomotiva Grená, como o time capixaba é conhecido, abriu o placar aos 24 minutos do segundo tempo, em chute forte de Tiago Moura. O empate dos anfitriões saiu aos 42, em penalidade cobrada pelo também atacante Octávio.

Na disputa por pênaltis, o Sampaio pecou na pontaria. O lateral Guilherme e os atacantes Matheus Goiano e Lecarlos desperdiçaram as cobranças, para alegria da torcida da Desportiva, que viajou mais de 470 quilômetros para empurrar o time em Saquarema. Foi a primeira vez que o clube avançou de fase na Copa do Brasil.

A vitória valeu R$ 830 mil ao time capixaba pela classificação. Somados aos R$ 400 mil da cota de participação, a Locomotiva já acumula R$ 1,23 milhão em premiações no campeonato.

A primeira fase reúne os 28 times classificados à competição que são os piores colocados no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Onze partidas movimentam o torneio nesta quarta (18) e mais duas na quinta-feira (19). Confira os confrontos, no horário de Brasília:

Jogos de quarta-feira (18)

16h – Porto-BA x Serra Branca – Agnaldo Bento, em Porto Seguro (BA)

16h30 – Maguary x Laguna – Arthur Tavares, em Bonito (PE)

17h – Baré x Madureira – Canarinho, em Boa Vista

19h30 – Araguaína x Primavera-SP – Mirandão, em Araguaína (TO)

20h – Betim x Piauí – Arena Urbsan, em Betim (MG)

20h – Santa Catarina x Iape – Alfredo Krieck, em Rio do Sul (SC)

20h – Gama x Monte Roraima – Bezerrão, em Gama (DF)

20h – América-SE x Tirol – Batistão, em Aracaju

20h30 – Ji-Paraná x Pantanal – Biancão, em Ji-Paraná (RO)

20h30 – Ivinhema x Independente-AP – Saraivão, em Ivinhema (MS)

21h – Vasco-AC x Velo Clube – Arena da Floresta, em Rio Branco

Jogos de quinta-feira (19)

20h – Primavera-MT x Bragantino-PA – Cerradão, em Primavera do Leste (MT)

21h – Galvez x Guaporé – Arena da Floresta, em Rio Branco

Novo formato

A edição 2026 da Copa do Brasil reúne o número recorde de 126 clubes. O regulamento sofreu mudanças. Se até o ano passado as equipes com vaga na Libertadores e os campeões nacionais (Séries B, C e D) e das copas regionais entravam na terceira fase, desta vez a inclusão de novos participantes ocorre da segunda até a quinta fase, a última antes das oitavas de final, que é quando os 20 times da Série A do Campeonato Brasileiro chegam para a disputa.

A definição de confrontos em jogo único, restrita anteriormente às duas primeiras etapas, foi estendida até a quarta fase. A partir dai, os duelos terão partidas de ida e volta, exceto a final, que será realizada, de maneira inédita, em apenas uma partida e campo neutro.

Aos 14 times classificados da primeira fase, serão incluídos outros 74, totalizando 88 clubes. A Desportiva, pela classificação na terça, terá pela frente o Sport. A partida está marcada para o dia 5 de março, uma quinta-feira, às 19h, no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica (ES).

Hoje é Quarta-feira de Cinzas; conheça a história da data

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A Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data celebrada por alguns elementos da comunidade cristã.

A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias (Quaresma) entre essa terça-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.

A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Na Quarta-feira de Cinzas (e na Sexta-feira Santa) a Igreja Católica aconselha os fiéis a fazerem jejum e a não comerem carne. Esta tradição já existe há muitos anos e tem como propósito fazer com que os fiéis tomem parte do sacrifício de Jesus. Assim como Jesus se sacrificou na cruz, aquele que crê também pode fazer um sacrifício, abstendo-se de uma coisa que gosta, neste caso, a carne.

Descubra mais sobre o significado da Páscoa cristã.

Quarta-feira de cinzas não é feriado

De acordo com a lei federal, a Quarta-feira de Cinzas não é um feriado oficial. No entanto, muitos estabelecimentos comerciais não funcionam, mesmo tendo autorização para funcionar. Algumas repartições públicas e agências bancárias só funcionam a partir das 12 horas.

Cuidado com máquinas impacta resultados

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Os impactos vão desde a necessidade de retificar a bomba hidráulica - Foto: Canva

A eficiência das operações no campo depende diretamente das condições das máquinas agrícolas e da manutenção adequada de seus sistemas. Em artigo assinado por Bruno Ract, executivo de estratégia e novos negócios da Ultra Clean Brasil, o alerta é para a importância do cuidado com o sistema hidráulico como fator decisivo para evitar prejuízos e garantir produtividade.

Responsável pela movimentação dos braços operacionais, o sistema hidráulico é apontado como essencial para o funcionamento dos equipamentos. Segundo estudo da Caterpillar mencionado no texto, 80% das falhas nesse sistema têm origem na sujeira que entra pelas mangueiras durante o processo de montagem. Essa contaminação, chamada de praga hidráulica, é formada por resíduos como aço, borracha e plástico, que acabam circulando internamente quando a máquina é acionada.

Os impactos vão desde a necessidade de retificar a bomba hidráulica até atrasos no plantio e na colheita, comprometendo o calendário agrícola. O texto destaca que tempo é fator determinante para o produtor rural e que falhas não programadas representam perdas financeiras relevantes.

Como solução, é apresentada uma tecnologia de limpeza de mangueiras capaz de eliminar totalmente a contaminação e elevar em até 20% o resultado final das operações. A comparação com produtores americanos reforça a necessidade de adoção de práticas mais eficientes para ampliar a competitividade e reduzir riscos no campo.

“Imagine um grão de areia dentro do seu sistema sanguíneo. O que isso poderia acarretar em seu organismo? Essa analogia destaca a verdadeira importância de cuidar melhor dos maquinários agrícolas. Um esforço muito pequeno para um grande resultado final. Quanto representa para o agricultor 20% a mais de produtividade? O impacto desse resultado é enorme e muito positivo, mas tem que ter atitude e implantar a tecnologia para obter melhores resultados”, conclui.

Faturamento destaca força do agro cooperativo

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Na liderança aparece a National Agricultural Cooperative Federation - Foto: Pixabay

O cooperativismo agroindustrial global mantém posição estratégica na organização da produção e na oferta de alimentos, refletindo sua escala e capacidade de integração nas cadeias produtivas. Segundo levantamento da AMR Business Intelligence, com base no relatório World Cooperative Monitor 2025, elaborado pela International Cooperative Alliance, as maiores cooperativas do mundo em faturamento no segmento Agriculture and Food Industries reforçam esse protagonismo.

Na liderança aparece a National Agricultural Cooperative Federation, a Nonghyup, da Coreia do Sul, com receita de US$ 51,23 bilhões em 2023. O conglomerado atua de forma verticalizada, integrando crédito rural, seguros, comercialização agrícola, processamento de alimentos, logística, distribuição e serviços financeiros. A estrutura consolidada e a forte presença doméstica colocam a cooperativa como eixo central do sistema agropecuário sul-coreano.

Na segunda posição está a norte-americana CHS Inc., com faturamento de US$ 45,59 bilhões, seguida pela japonesa Zen-Noh, que registrou US$ 35,13 bilhões. O ranking inclui ainda a alemã BayWa, com US$ 25,89 bilhões, e a Dairy Farmers of America, dos Estados Unidos, com US$ 21,72 bilhões.

Completam a lista das dez maiores a Land O’Lakes, Growmark, Fonterra, Arla Foods e FrieslandCampina, todas com receitas entre US$ 14 bilhões e US$ 17 bilhões. No recorte brasileiro, Copersucar S.A. aparece na 14ª colocação e a Coamo Agroindustrial Cooperativa na 33ª posição, evidenciando a relevância do cooperativismo agroindustrial do país no cenário internacional.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

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Foto: Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (18) a parcela de fevereiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com os adicionais o valor médio do benefício sobe para R$ 690,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,84 milhões de famílias, com gasto de R$ 13 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento dos seguinte adicionais:

  • Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança
  • Acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam)
  • Adicional de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
  • Adicional de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Por causa do carnaval, os beneficiários de NIS de fim 1 e 2 receberam na segunda semana de fevereiro, com os depósitos sendo retomados nesta quarta.

O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 171 cidades de oito estados receberam o pagamento na última quinta-feira (12), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 122 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (14), Paraná (12), Sergipe (11), Roraima (6), Amazonas (3), Piauí (2) e Santa Catarina (1).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,51 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Calendário de pagamento do Bolsa Família 2026
Calendário de pagamento do Bolsa Família 2026 – Arte EBC

Telessaúde de Mato Grosso do Sul lidera cobertura no Centro-Oeste e cresce mais de 500%

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Com a implantação das bases da saúde digital no território estadual, a estratégia tem ampliado o acesso à atenção especializada e contribuído diretamente para a redução das filas de regulação no SUS (Sistema Único de Saúde). Houve expansão consistente da telemedicina e do telediagnóstico, com incorporação estruturada, em 2025, de modalidades como tele-ECG, teledermatologia, teleoftalmologia, teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias na Rede de Atenção à Saúde, elevando a resolutividade do atendimento.

O principal destaque é o tele-ECG (tele-eletrocardiograma), com 84.880 exames realizados em 2025, consolidado como uma das ferramentas clínicas mais utilizadas na rede pública. No mesmo período, as teleinterconsultas somaram 18.630 atendimentos, fortalecendo o suporte especializado às equipes da Atenção Primária e qualificando a condução clínica dos pacientes nos próprios municípios.

De acordo com monitoramento do Ministério da Saúde, todos os municípios do estado contam com ofertas de telessaúde e avançam na organização do uso dos serviços, alinhados aos eixos do Programa SUS Digital: cultura e educação permanente em saúde digital; soluções e serviços tecnológicos; e interoperabilidade e uso estratégico da informação.

Cobertura e impacto na regulação

A ampliação do telediagnóstico impactou a regulação estadual. Atualmente, 60 municípios utilizam tele-ECG e 28 contam com teledermatologia. Outros 8 participaram da campanha itinerante de teleoftalmologia, com 954 exames realizados, ampliando o acesso a diagnóstico especializado.

Quatorze municípios apresentam alto índice de resolutividade via teleatendimento, com redução expressiva e em alguns casos, eliminação da demanda reprimida por especialidades, entre eles: Caracol, Aquidauana, Pedro Gomes, Brasilândia, Coxim, Fátima do Sul, Angélica, Anastácio, Deodápolis, Rio Negro, Sidrolândia, Selvíria, Vicentina e Bandeirantes.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, o próximo passo é consolidar o uso contínuo das ferramentas.
“Os avanços demonstram o potencial da telessaúde para ampliar o acesso e reduzir desigualdades. Agora, é fundamental integrar as soluções digitais à rotina dos serviços, com fluxos organizados e equipes engajadas para gerar impacto permanente no cuidado”, destaca.

Estrutura e política de saúde digital

A política estadual é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital da SES (Secretaria de Estado de Saúde) em articulação com os municípios. Segundo a superintendente Marcia Tomasi, a prioridade é qualificar o uso da estrutura já implantada.
“A base tecnológica está disponível em todo o estado. O foco é apoiar as equipes na incorporação da telessaúde ao processo de trabalho, fortalecendo a rede assistencial”, afirma.

O avanço é sustentado por portarias federais publicadas em 2025 que reforçam a política de saúde digital no SUS e por investimentos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com envio de kits multimídia e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, ampliando a capacidade de teleatendimento e telediagnóstico.

Modalidades e especialidades

O Núcleo de Telessaúde oferta atendimento remoto em diversas especialidades e formatos. As teleconsultorias, síncronas ou assíncronas, contemplam áreas como clínica médica, infectologia, dermatologia, pediatria, nefrologia, obstetrícia, hematologia, psiquiatria, endocrinologia, pneumologia, neurologia, geriatria, reumatologia, ortopedia, medicina de família, psicologia, nutrição e enfermagem.

As teleinterconsultas promovem troca técnica entre profissionais para apoio à decisão clínica em especialidades como cardiologia, endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psiquiatria, nefrologia, infectologia e gastroenterologia, incluindo gestação de alto risco.

Já as teleconsultas conectam especialista e paciente diretamente, ampliando o acesso a áreas como endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psicologia, nutrição, reumatologia e ortopedia.

Segundo a coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro, a diversidade de modalidades sustenta os resultados alcançados.
“A telessaúde aproxima o especialista do cidadão e apoia as equipes locais. Isso se reflete em mais acesso, cuidado qualificado e maior resolutividade da rede”, ressalta.

André Lima, Comunicação SES
Foto: Agência Brasil

Nota de falecimento de José Henrique Campos de Souza

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Comunicamos com pesar o falecimento nessa terça-feira, dia 17 de fevereiro, no Hospital Regional, em Amambai, de José Henrique Campos de Souza, de 32 anos.

Seu corpo está sendo velado no Memorial da Pax Vida Amambai e o sepultamento acontece nesta quarta-feira (18), às 10h da manhã no Cemitério Municipal Crepúsculo.

Informou Pax Vida Amambai- Fone: 3481-1922

Espetáculo da arte pantaneira: Carnaval de Corumbá reforça identidade cultural e vitrine do Estado

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Considerado o maior carnaval de Mato Grosso do Sul e uma das maiores manifestações culturais do Centro-Oeste, a folia de Corumbá ocupa o centro da agenda cultural e turística do Estado, reunindo milhares de pessoas em uma programação marcada pelo fortalecimento das tradições locais e pela valorização dos artistas da cidade. Um espetáculo digno do cenário deslumbrante das terras pantaneiras. A programação oficial, organizada pela Prefeitura Municipal, por meio da Fundação da Cultura de Corumbá, com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, é voltada ao fortalecimento da produção cultural local, reunindo escolas de samba, blocos carnavalescos e artistas da terra na valorização das tradições e da identidade cultural do município.

O governador Eduardo Riedel participou na noite da segunda-feira (16) das atividades acompanhado da primeira-dama Mônica Riedel, do prefeito Gabriel Alves de Oliveira, do ex-governador Reinaldo Azambuja, e de sua esposa Fátima Azambuja.

Espetáculo da arte pantaneira: Carnaval de Corumbá reforça identidade cultural e vitrine do Estado
Espetáculo da arte pantaneira: Carnaval de Corumbá reforça identidade cultural e vitrine do Estado
Espetáculo da arte pantaneira: Carnaval de Corumbá reforça identidade cultural e vitrine do Estado
Espetáculo da arte pantaneira: Carnaval de Corumbá reforça identidade cultural e vitrine do Estado
Espetáculo da arte pantaneira: Carnaval de Corumbá reforça identidade cultural e vitrine do Estado
Espetáculo da arte pantaneira: Carnaval de Corumbá reforça identidade cultural e vitrine do Estado

Durante a agenda, o governador Riedel destacou o papel do carnaval como instrumento de valorização cultural e de fortalecimento do turismo regional.

O governador Eduardo Riedel ressaltou o valor cultural do Carnaval de Corumbá, defendeu a preservação da essência popular da festa e destacou a união entre Estado, município e Assembleia Legislativa para fortalecer e qualificar o evento ao longo dos anos.

“Sempre digo, quem faz o carnaval de Corumbá é o corumbaense. Esse é o diferencial que existe aqui, a gente tem que apoiar, estar junto dessa manifestação tão importante para a cultura do Brasil. Você tem compromisso com aquilo que realmente faz a demanda da sociedade, na população em todas as áreas, inclusive na cultura, as coisas acontecem com seriedade, com responsabilidade, com muito direcionamento para aquilo que deve ser feito. E é o caso aqui, a união de esforços do prefeito Gabriel,  da Assembleia Legislativa, que sempre também apoia as iniciativas. Essa união de esforços é que faz a diferença e por isso o Carnaval recebe cada vez mais apoio fazendo uma belíssima festa para a população”, pontuou.

O desfile começou com a Imperatriz Corumbaense, seguida pela Estação Primeira do Pantanal, Império do Morro, Marquês de Sapucaí e Mocidade Independente da Nova Corumbá.

Na noite de domingo (15), desfilaram as escolas Vila Mamona, A Pesada, Major Gama, Acadêmicos do Pantanal e Caprichosos de Corumbá, mantendo a diversidade de enredos e estilos que caracteriza o carnaval corumbaense.

Segundo a Prefeitura, a folia, com intensa participação popular, reuniu cerca de 25 mil foliões a cada dia da programação, entre bloquinhos, cordões e os desfiles das escolas. Somente a estrutura da festa envolveu diretamente 10 escolas de samba e 11 blocos carnavalescos.  Ainda de acordo com informação, a festa gerou 1.205 empregos diretos ao longo dos oito dias da programação oficial.

O Governo do Estado apoia a realização do evento por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. O apoio viabiliza à LIESCO (Liga das Entidades Carnavalescas de Corumbá) produzir a confecção de alegorias, adereços e dar suporte.

Do ponto de vista econômico, a expectativa é de que o carnaval movimente cerca de R$ 14,7 milhões na cidade. Apenas o setor diretamente ligado à folia, como produção das escolas de samba e dos blocos, o giro financeiro deve alcançar aproximadamente R$ 2,8 milhões.

O prefeito de Corumbá destacou a participação popular no Carnaval, o fortalecimento da cultura local e o impacto direto da festa na geração de renda para trabalhadores e ambulantes, ressaltando a decisão da prefeitura de isentar taxas como forma de apoiar a economia durante o período.

“Todos já realizam o Carnaval, o estado, o município, principalmente, as ligas, e o corumbaense. Então, como o governador disse, quem faz a festa são os corumbaenses, e está comprovado aqui na Avenida General Rondon”, destacou.

A ocupação hoteleira durante o período se aproximou de 70% dos leitos disponíveis, reforçando o papel do evento como indutor do turismo regional.

Para o governo estadual e a administração municipal, o Carnaval de Corumbá se consolida como motor da economia local, vitrine cultural do Estado e instrumento estratégico de fomento ao turismo em Mato Grosso do Sul.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom MS

Receita admite acesso indevido a dados de ministros do STF e parentes

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal do Brasil admitiu nesta terça-feira (17) que houve desvios no acesso a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A manifestação ocorreu após operação da Polícia Federal (PF) que investiga o vazamento de informações sigilosas de integrantes da Corte e seus parentes.Receita admite acesso indevido a dados de ministros do STF e parentesReceita admite acesso indevido a dados de ministros do STF e parentes

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Não houve prisões, mas a Justiça determinou medidas cautelares como afastamento de função pública, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país e cancelamento de passaportes.

Auditoria

Em nota, a Receita afirmou que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”. O órgão informou que, em 12 de janeiro, o STF pediu auditoria em seus sistemas para identificar acessos indevidos a dados de ministros, parentes e outras autoridades nos últimos três anos.

Segundo o Fisco, a Corregedoria já havia instaurado procedimento investigatório próprio no dia anterior, com base em notícias divulgadas pela imprensa. A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, segue em andamento, e desvios já identificados foram comunicados ao relator do caso no Supremo.

“A Receita Federal dispõe de sistemas totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”, informou o órgão.

As investigações apontam que o sigilo fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, teria sido quebrado indevidamente. Também foi identificado acesso não autorizado à declaração de Imposto de Renda do filho de outro ministro da Corte.

O caso tramita no Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, sob relatoria de Moraes.

Controles reforçados

A Receita destacou ainda que, desde 2023, ampliou os mecanismos de controle de acesso a dados fiscais, com restrição de perfis e reforço em sistemas de alerta. No período, foram concluídos sete processos disciplinares, que resultaram em três demissões e sanções administrativas aos demais envolvidos.

O órgão afirmou que manterá o mesmo rigor na apuração do episódio e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

Presidente Lula visita a Índia a partir desta quarta-feira (18)

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou na manhã desta terça-feira (17) para visitar a Índia entre os dias 18 e 21 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. A comitiva presidencial fará uma escala em Túnis, capital da Tunísia, prevista para 23h20, no horário de Brasília.Presidente Lula visita a Índia a partir desta quarta-feira (18)Presidente Lula visita a Índia a partir desta quarta-feira (18)

Nos dias 19 e 20, o presidente Lula participará, em Nova Delhi, da cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) e de eventos relacionados à temática.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a cúpula dará sequência ao chamado ‘processo de Bletchley’, série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de IA.

Multilateralismo

No dia 21, o Itamaraty confirma que o mandatário brasileiro será recebido em visita de Estado pelo primeiro-ministro indiano.

Na reunião, Lula e Narendra Modi devem tratar dos atuais desafios ao multilateralismo e da necessidade de reforma abrangente da governança global, como a já debatida reforma do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões.

Os dois líderes ainda terão a oportunidade de aprofundar a cooperação bilateral nas áreas de comércio, investimentos, defesa, aviação, tecnologias digitais, inteligência artificial, economia e finanças, transição energética, minerais críticos, saúde, acesso a medicamentos e indústria farmacêutica e cooperação espacial, entre outras.

Comitiva

O presidente brasileiro viaja à Índia acompanhado de uma comitiva de ministros de Estado, representes de instituições públicos e por uma missão de empresários brasileiros.

Antes de embarcar, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em sua rede social, que serão priorizados acordos no setor farmacêutico para atrair investimentos, acesso a novos medicamentos e pesquisa pelo Brasil para garantir o acesso à população brasileira a medicamentos e à tecnologia da Saúde.

“Nossa missão na Índia, essa potência farmacêutica, terá três grandes focos: trazer cada vez mais produtos e tecnologias para o Brasil, vamos assinar várias parcerias [na área], conhecer a medicina tradicional indiana e visitar os hospitais inteligentes”, adiantou ministro da Saúde.

Sedesc abre nesta sexta o Intervilas de Suíço 2026 em Amambai

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A rodada de abertura do certame nesta sexta-feira (20) acontecerá no campo do Clube Tereré. (Foto: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

Dois jogos abrem na noite desta sexta-feira, dia 20 de fevereiro, o Campeonato Intervilas de Futebol Suíço 2026, em Amambai.

A rodada de abertura no campo do Clube Tereré trará na primeira partida, às 19h, o confronto entre Vila Cristina e Vila Pimentel e na sequencia, às 20h será a vez do desafio entre Vila Vilarinho e Vila Cassiano Marcelo.

Vilarinho e Vila Cassiano Marcelo, que na época compôs o elenco com a Vila Doriane, fizeram a final do Intervilas de Suíço 2025 e na ocasião a Vila Cassiano Marcelo/Doriane foi a campeã.

A edição 2026 do Campeonato Intervilas de Futebol Suíço, que é promovido pela Prefeitura de Amambai através da Sedesc (Secretaria de Desporto e Cultura), conta com a participação de 16 equipes formadas por moradores de bairros de diferente pontos da cidade, além da região central e aldeias indígenas.

As equipes foram divididas em quatro chaves de 4 times cada, onde os dois melhores classificados ao final da primeira fase avançam para a fase quartas de final.

Veja abaixo a tabela com os jogos das primeiras rodadas e o chaveamento

Sedesc abre nesta sexta o Intervilas de Suíço 2026 em Amambai
Sedesc abre nesta sexta o Intervilas de Suíço 2026 em Amambai

Hoje é Carnaval: Conheça a história da data

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carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. AHistória do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.

A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.

Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. AsSaceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.

O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.

O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão depapéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.

As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.

Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.

Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhosas festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.

A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.

Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.

Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell’arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.

A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

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Plantas e insetos mantêm diálogo químico

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A polinização é um dos exemplos mais conhecidos desse diálogo - Foto: Pixabay

A interação entre plantas e insetos é resultado de um processo evolutivo antigo e complexo, marcado por cooperação, defesa e estratégias de sobrevivência. Muito antes da presença humana, esses organismos já mantinham um diálogo baseado principalmente em sinais químicos, fundamentais para a polinização, o equilíbrio dos ecossistemas e a manutenção da biodiversidade.

Segundo o membro do Conselho Científico Agro Sustentável, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Soja, Décio Luiz Gazzoni, a convivência ao longo de centenas de milhões de anos não ocorre de forma passiva. Trata-se de um sistema sofisticado de comunicação, no qual as plantas produzem sinais específicos e os insetos interpretam esses estímulos, desencadeando comportamentos que podem favorecer tanto a reprodução vegetal quanto a alimentação.

A polinização é um dos exemplos mais conhecidos desse diálogo. As plantas desenvolveram cores, formatos, aromas e até estruturas invisíveis ao olho humano para atrair polinizadores. Entre esses recursos estão as guias de néctar, que funcionam como pistas de pouso e indicam onde estão o alimento e os órgãos reprodutivos da flor. Compostos voláteis orgânicos também são liberados no ambiente e transportados pelo vento, permitindo que insetos localizem flores a longas distâncias e favorecendo a polinização cruzada.

Quando atacadas por insetos herbívoros, as plantas ativam defesas complexas. Elas emitem substâncias voláteis que atraem predadores e parasitoides das pragas, contribuindo para o controle biológico. Em alguns casos, esses sinais ainda alertam plantas vizinhas, que passam a preparar seus próprios sistemas de defesa.

A evolução também favoreceu insetos capazes de interceptar ou imitar esses códigos químicos. Certas orquídeas reproduzem feromônios sexuais para atrair insetos e garantir a polinização. Para Gazzoni, compreender esse diálogo é essencial para a ciência e para a agricultura, razão pela qual a Embrapa Soja mantém um Laboratório de Ecologia Química dedicado ao tema.

Brasil preserva mais área que EUA e UE, mostram dados

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O Brasil possui 851,03 milhões de hectares e mantém 66,3% de sua área - Foto: Pixabay

A comparação sobre o uso da terra entre Brasil, Estados Unidos e União Europeia tem sido frequentemente utilizada para embasar críticas e narrativas sobre preservação ambiental. Dados apresentados por Joselito Henriques, vice-presidente de P&D e Inovação, com base em informações da Embrapa, USDA e Agência Ambiental Europeia, mostram um cenário que exige análise contextualizada.

O Brasil possui 851,03 milhões de hectares e mantém 66,3% de sua área com vegetação protegida e preservada. As propriedades rurais são obrigadas a conservar de 20% a 80% de reserva legal, conforme o bioma. As lavouras ocupam apenas 7,8% de todo o território nacional, enquanto o uso agropecuário totaliza 30,2%. Além disso, a produção ocorre no mesmo solo de duas a três vezes por ano, ampliando a oferta sem necessidade proporcional de expansão territorial.

Nos Estados Unidos, o uso agropecuário representa 74,3% do território. As pastagens ocupam 29%, as florestas plantadas ou exploradas somam 27,9% e as lavouras correspondem a 17,4%. A vegetação nativa cobre 19,9% da área. Já na União Europeia, 64,7% do território é destinado ao uso agropecuário, sendo 25% lavouras e 23% florestas plantadas ou exploradas. A vegetação nativa atinge 19,8%, enquanto apenas 1,2% é classificado como florestas intocadas.

Os números indicam diferenças estruturais na ocupação do solo e ajudam a dimensionar o debate sobre preservação e produção. A análise comparativa evidencia que avaliações isoladas podem distorcer a compreensão sobre o papel de cada região na conservação ambiental e na expansão agrícola ao longo do tempo.

Nova espécie de perereca é descoberta no Cerrado mineiro

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Foto: ZOOTAXA/Divulgação

Pesquisadores descobriram uma nova espécie de perereca que habita exclusivamente o Cerrado do noroeste de Minas Gerais. Batizado de Ololygon paracatu, o anfíbio tem distribuição extremamente restrita e foi registrado apenas em duas localidades próximas no município de Paracatu.Nova espécie de perereca é descoberta no Cerrado mineiroNova espécie de perereca é descoberta no Cerrado mineiro

A pesquisa envolve instituições como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales. O resultado do estudo foi publicado na revista científica Zootaxa.

O estudo combinou análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações. Parte essencial desse processo envolveu o uso de coleções biológicas.

De pequeno porte, a espécie apresenta diferenças morfológicas, acústicas e moleculares em relação a outras pererecas do mesmo gênero. Os machos medem entre 20,4 e 28,2 milímetros, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros.

Assim como outras espécies do gênero Ololygon, o animal vive nas chamadas matas de galeria, vegetação florestal associadas a rios de pequeno porte, córregos de águas rápidas e leito rochoso. A nova espécie é a oitava do gênero Ololygon descrita no Cerrado, ampliando a lista de anfíbios endêmicos do bioma.

Homenagem

O nome da nova espécie faz referência ao Rio Paracatu, um dos principais afluentes do Rio São Francisco. A escolha carrega também um alerta ambiental. Durante o trabalho de campo, os pesquisadores observaram sinais de degradação em parte dos riachos analisados, como assoreamento.

“A conservação dos córregos e riachos onde essa nova espécie vive é essencial não apenas para sua sobrevivência, mas para a manutenção do próprio Rio Paracatu e seus afluentes”, alerta Daniele Carvalho, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN-ICMBio) e primeira autora do estudo.

“Descrever uma espécie é dar um nome a ela; é torná-la visível para a ciência e para a sociedade. Esperamos que esse nome ajude a chamar a atenção para a crise hídrica e ambiental que assola essa importante bacia hidrográfica e que ameaça não apenas aos anfíbios, mas toda sociedade”, afirma Daniele.

“A pesquisa é fruto de anos de esmero e dedicação ao estudo dos anfíbios do Cerrado, um bioma incrivelmente rico, porém severamente subestimado e ameaçado”, complementa Reuber Brandão, professor da UnB e membro da RECN, iniciativa da Fundação Grupo Boticário.

Coronel David critica privilégio ideológico e reage a desfile pró-Lula: “A regra não é igual para todos”

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Foto: Reprodução/Internet

O deputado estadual Coronel David (PL) publicou vídeo em suas redes sociais com críticas ao desfile de escola de samba que homenageou o presidente Lula durante Carnaval no Rio de Janeiro, financiado com dinheiro público. O parlamentar afirmou que há favorecimento político e cultural da esquerda diante de decisões rígidas aplicadas contra nomes da direita.

Em sua manifestação, Coronel David sustenta que parte do sistema institucional atua com dois pesos e duas medidas ao enquadrar o que é (e o que não é) propaganda política.

Ao comparar o desfile com decisões eleitorais que atingiram o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado cita determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que restringiram uso de imagens, transmissões e conteúdos oficiais durante o período eleitoral. Para David, quando manifestações favorecem a esquerda e o atual governo, o enquadramento muda e passa a ser tratado como expressão cultural legítima.

Coronel David afirma que a exaltação pública de Lula, em eventos de grande porte, contrasta com punições e sanções aplicadas a adversários políticos da esquerda, o que, segundo sua avaliação, distorce o equilíbrio democrático e compromete a credibilidade das decisões.

“Devemos enfrentar essa hegemonia exercida pela esquerda em espaços culturais e institucionais. Os critérios devem ser uniformes e estamos levando o tema ao debate. O povo clama por justiça e igualdade de tratamento para todos. Isso é democracia”, afirma o deputado.

Fonte: Assessoria Coronel David