2008-04-09 21:30:00
O sul-mato-grossense, que precisou construir ou reformar no mês de março, desembolsou a média de R$ 588,75 para custear cada metro quadrado. O valor, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), consta do INCC (Índice Nacional da Construção Civil) e representa aumento de 0,43% sobre o custo verificado em fevereiro. Esta é a maior variação, percebida no mês de março, em quatro anos.
De acordo com o IBGE, em fevereiro, cada metro quadrado custava a média de R$ 586,24. Com o custo elevado para R$ 588,75, no mês seguinte, o sul-mato-grossense sentiu, no bolso, o acréscimo de 0,43%. O avanço é o maior desde 2005. Somente a variação de fevereiro para março de 2004 supera a verificada no mesmo intervalo deste ano.
O aumento relativo em março também ficou muito acima do avanço de janeiro para fevereiro, que foi de 0,10% – ou seja, o incremento relativo de um mês para outro foi quatro vezes superior em março frente ao resultado de fevereiro. Em janeiro, o custo médio do metro quadrado da construção civil era de R$ 585,65.
Em outro comparativo, a variação do mês passado continua significativa. O aumento anual (entre março de 2007 e de 2008) foi de 1,14%. Este é o maior índice desde 2005. A variação de março daquele ano para o mesmo mês do ano anterior foi de 0,10%. A alta de março de 2008 só é quebrada pelo avanço percentual de março 2004 sobre igual mês de 2003. O índice, verificado entre esses dois anos, foi de 1,34%.
Em 12 meses, a variação percentual do custo do metro quadrado da construção civil em Mato Grosso do Sul foi de 7,57%.
Mão-de-obra – O avanço do valor da construção civil, sondada pelo IBGE, deve-se apenas aos preços do material de construção. Isso porque os salários médios dos profissionais do setor permanecem inalterados, excetuando o do servente, que recebia R$ 1,82 em fevereiro e passou a ganhar para R$ 1,89 em março por hora de trabalho.
O mestre-de- obra, com salário superior ao dos demais trabalhadores do setor, continua com ganho médio de R$ 5,58 por hora. Também não tiveram variação salarial os outros profissionais (armador, encanador, carpinteiro, eletrecista, ladrilheiro, pedreiro e pintor). A média salarial por hora desses operários é de R$ 2,50.
País – Na média nacional, a variação em março foi de 0,84%, quase o dobro da taxa de fevereiro (0,43%). No ano, o acumulado alcançou 1,72%; e 6,52% nos últimos 12 meses. O índice de março deste ano ficou 0,22 ponto percentual acima do registrado em março de 2007 (0,62%).