2008-04-17 10:06:00
Vilson Nascimento
Detentos serram as grades de duas celas e figuram da Delegacia após saltarem o solário na madrugada dessa quinta-feira (17)
Segundo a única agente policial de plantão na Delegacia, ela chegou a ouvir o momento que os presos começaram a fugir e pediu apoio para a Polícia Militar, mas quando a guarnição PM chegou ao local os presos já haviam escapado.
De acordo com a agente policial a fuga ocorreu no início da madrugada, entre 1h20 e 1h40. A agente informou que os primeiros ruídos representavam ser o rompimento das grades das duas únicas celas da Delegacia e em seguida houve um “estrondo”, que teria sido o momento que os detentos arrombavam a porta de latão que dá acesso ao solário.
Segundo a Polícia Civil seis dos 16 presos que estavam na cadeia local, que tem capacidade para apenas 12 detentos, escaparam durante a fuga.
Um dos fugitivos iria a júri nessa quinta- Um dos seis presos que fugiram das celas da Delegacia de Polícia Civil, que serve como “cadeia pública”, apesar de não ter a menor estrutura para esse fim, seria submetido a júri popular nessa quinta-feira, perante o Tribunal do Júri da Comarca de Sete Quedas.
Vanderlei dos Reis Gomes, juntamente com outro acusado pelo mesmo crime, Luiz Carlos Alegre Gimenes, aguardava preso ao julgamento pelo assassinato de Leonardo Brito. Luiz Carlos Alegre Gimenes, que optou por não fugir, está sendo julgado nesse momento.
Além de Vanderlei também fugiram, Adilson Teixeira de Oliveira, preso por tráfico de drogas, Sérgio Cândido, Arpirio Ramires e Gerson de Almeida, acusados de homicídio e Jacinto Viana, acusado de estupro. Todos ainda continuam foragidos.
Cadeia não tem guarda externa- A cadeira de Sete Quedas não conta com guarda externa da Polícia Militar e os detentos permanecem aos cuidados apenas do agente policial de plantão que tem que zelar, além dos presos, inclusive pelo bem estar de um adolescente infrator que está detido em uma sala sem banheiro da Delegacia.
Segundo os agentes que tiram plantão na Delegacia a questão de segurança piorou ainda mais com a determinação do Poder Judiciário da Comarca que presos condenados a cumprirem penas no regime semi-aberto, a partir de agora tem que passar a noite em uma sala na Delegacia, também sob responsabilidade do único agente de plantão.
Para o delegado de Polícia Civil, Dr. Humberto Peres Lima, titular em Tacuru, que está respondendo pela Delegacia de Sete Quedas, a inserção de presos do regime semi-aberto nas instalações, além de aumentar o desvio de função dos policiais civis, que ao invés de investigar crime e atender a população, que é sua atribuição quando de plantão na Delegacia, também tem que cuidar de presos, representa perigo iminente, tanto para o policial, que por falta de efetivo, permanece sozinho durante os plantões noturnos, como também para o patrimônio público por falta de segurança.
Atualuzada às 11h53




