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sexta-feira, 3 de julho de 2026
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Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo

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Uma pequena comunidade em número, mas gigante no talento de contar a história de um povo através da pintura e do bordado das folhagens e animais presentes no território Ofayé.

Na aldeia localizada a pouco menos de 10 quilômetros de Brasilândia, câmeras e microfones disputavam espaço para registrar o feito inédito que acontecia ali. Em 2.475 hectares, as 126 pessoas das últimas 32 famílias Ofayé do mundo, ganharam a atenção do País pelo que move a comunidade.

Ramona Coimbra Pereira tem 40 anos, é uma das lideranças da aldeia, vice-cacique, está à frente do grupo de artesãs, e quem em ofayé se chama “Fokoi Fwara”. “Significa pé de tamanduá, que é igualzinho ao pé de um bebê. Meu avô, assim que me viu, viu meu pé e que era igual, ficou Fokoi Fwara”, conta. 

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
“Fokoi Fwara”, que em ofayé quer dizer “Pé de tamanduá”, Ramonaé vice-cacique da comunidade Ofayé. (Foto: Bruno Rezende)

Embora seja da etnia Ofayé, Ramona nasceu longe do território, no período em que seu povo foi expulso da terra e viveu entre os Kadiwéu, próximo a Bodoquena. “Lá tem uma extensão muito grande, e acharam que o Ofayé ia se adaptar lá, mas não se adaptou porque a realidade de lá é totalmente diferente daqui. Os Ofayé sempre viveu aqui, a vida toda, desde sempre, à beira do rio, desde Taquarussu, Ivinhema, essa região todinha subindo e descendo sempre foi a região dos Ofayé”, contextualiza. 

O artesanato ressurgiu na comunidade em meados da década de 2010, através de cursos que ensinaram as mulheres a transpor o desenho da memória para o tecido. Até então, a história da etnia vinha sendo passada para a arte apenas através do arco e flecha. “As outras coisas não tínhamos mais, se perderam. Quando veio esse projeto para a aldeia, foi de alguma forma para revitalizar a história do povo”, lembra a vice-cacique.

O trabalho feito junto às mulheres “tirou” o desenho delas, para que se tornassem pinturas e bordados. “Não é que ensinaram a copiar, mas ensinou a tirar o desenho dela. Tipo: imagina um tatu, eu vou desenhar um tatu. Não vai ser igual. Você vê que os desenhos são todos diferenciados, é quase parecido, mas não é. É a imaginação delas”, explica Ramona.

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Entre máquinas de costura, tecidos, bordados e pinturas, a história do povo vem sendo passada adiante. (Foto: Bruno Rezende)
Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Na parede do ateliê, uma “colinha” com o nome e os pontos a serem bordados, de forma a “padronizar” o trabalho artesanal das mulheres ofayés. (Foto: Bruno Rezende)

Por trás do artesanato, o tema escolhido reflete a história, o pertencimento e também o medo de um povo que já disse adeus ao território. “Quando foram embora para outra terra, os animais ficaram tudo para trás, e isso daqui veio para trazer. Um dia, uma delas me falou que era importante desenhar os animais, ‘porque vai que um dia a gente perde de novo’?” reproduz a vice-cacique. 

Ao falar elas e delas, a vice-cacique se refere a 16 mulheres artesãs da região que passaram pelo 1º Empretec Indígena, realizado no início do mês de abril, no município de Brasilândia, em Mato Grosso do Sul, entre elas, a anciã Neuza da Silva, de 64 anos. 

“Nasci aqui na aldeia, nesse município mesmo, de pai e mãe Ofayé”, se apresenta. É dela a famosa toalha que despertou ainda mais o orgulho da cultura do povo ao aparecer em uma novela das 9, no ano passado. 

“Eu que fiz aquela toalha, quando eu vi, falei ‘ué, pra onde minha toalha foi parar?’ Eu nem acreditei né, Foi alguém que levou lá, que comprou, aí todo mundo ficou, veio em casa falar. Nem acreditei”, recorda.

A toalha tinha folhagens e animais, e desde então, dona Neuza segue recebendo pedidos para costurar mais. O bordado, a costura e a pintura foram aprendidos ali, na comunidade, e hoje são as atividades que ela mais gosta de fazer. “Gosto de tudo, costurar, bordar, pintar, tudo”. 

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Anciã, dona Neuza viu toalha feita na comunidade sair em novela das 9. (Foto: Bruno Rezende)

Uma das particularidades do trabalho do povo Ofayé é imprimir nas estampas também sua escrita, já que falantes, mesmo, da língua materna dá para se contar nos dedos. “Eu gosto de falar, mas eu não tenho mais ninguém para conversar comigo. Tem só minha prima, mas ela mora longe, e quando a gente se encontra, conversa em ofayé”.

Dona Neuza até tenta nos ensinar como cumprimentar alguém ao chegar no ambiente, mas passar a sonoridade para a escrita é tão desafiador quanto tecer a memória de um povo. 

“Pra quem não sabe é difícil, as letras mesmo eu não sei escrever nada”, diz a anciã que sonha em ver a continuidade da língua, da cultura e do artesanato nas próximas gerações da família. “Meu sonho é ver meus filhos, meus netos, aprender também, né? É uma oportunidade. A gente não tinha nada, ninguém conhecia nós, nada. Agora vem bastante gente aqui passear, comprar, que a gente faz”, narra orgulhosa.

Artesanato que conta uma história

Cacique da comunidade Ofayé Anodhi, única aldeia da etnia no País, Marcelo da Silva Lins, escreve e explica que ‘Anodhi’, significa “nossa terra”, território hoje ocupado por 32 famílias e que contabiliza os 126 últimos Ofayés do mundo.

Aos 40 anos, ele vem de uma família de Ofayés, filho da anciã Neuza, e que sabe de cor a história de seu povo. Para chegar ao bordado e às pinturas de hoje, o cacique avisa que é preciso costurar presente e passado. “Tem que começar a contar um pouco da história da nossa população indígena Ofayé. Na década de 40 a 60, o nosso povo era estimado em 2.200 e poucos em número de população. Durante todas essas décadas, nós fomos massacrados, e perdemos muitas vidas”, ensina.

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Hoje cacique, Marcelo relembra infância ao falar da luta dos ofayés pelo território de origem. (Foto: Bruno Rezende)

Retirados do território tradicional em meados dos anos de 1960, e levados até a região de Bodoquena, a população não se adaptou, e tentou voltar sozinha para a “nossa terra”.

“Muitos morreram e muitos seguiram para outros lugares perdidos, sem saber a direção de voltar. Aqueles que voltaram e chegaram aqui nessa época da década de 60, 70, e não tinha mais nada. Foi assim que começou uma andança nas beiras de rodovia, fazendo acampamento até que se resolvesse a nossa questão fundiária. Nessa época, os nossos líderes, que hoje não estão mais aqui entre nós, travaram uma batalha por anos e anos. Me lembro que eu era criança nessa época, e aí eu ficava olhando as lideranças falando, falando, batendo naquela tecla”, narra Marcelo.

Até que a responsabilidade chegou em Marcelo, que conta ter estudado para aprender sobre o movimento indígena, de diferentes etnias, dentro e fora do Estado de Mato Grosso do Sul, e se tornar cacique. Mais adiante, ele também seria testemunha da resistência dos Ofaié através da linha. 

“Em 2011, nós juntávamos um grupo de 20 mulheres, encabeçado por minha mãe, dona Neuza, que é anciã, e aí começava a fazer e a pensar que hoje, no mundo que nós vivemos, o massacre que nós vivemos, perdemos a vida e perdemos a natureza, nós não temos mais os apreparos de fazer o arco e flecha, de fazer os nossos colares. E aí nós viemos adaptando aquilo que nós temos hoje, conseguimos realizar os nossos artesanatos, a passo lento de início, mas que ao longo do tempo, foi ganhando espaço. Começou a sair para a cidade do município, depois foi para outra cidade, depois foi para o estado, depois cruzou a fronteira do nosso Brasil, chegou a ir para a Espanha, Canadá, o nosso artesanato”, relata.

Empretec Indígena

Assim como as mulheres ofayé costuram bichos e folhas, a história entre o artesanato e o Empretec Indígena foi sendo tecida, a partir de conversas entre lideranças indígenas da etnia e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Na busca por ter o trabalho da comunidade mais valorizado e reconhecido, Marcelo Silva relembra que a primeira porta que se abriu para a ideia do Empretec Indígena foi através da Cidadania. “Conversando com a Secretária de Cidadania, ela pediu para mim contar um pouco da história do povo e eu falava. Ali nasceu a ideia de trazer o Empretec para a população indígena, e ela fez esse compromisso de fazer o primeiro dentro de um território indígena. Eu falava: ‘mas como, se nós somos tão pequenininhos em vista de outras grandes populações que temos em nosso Estado?”, recorda.

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Empretec Indígena floresceu em solo ofayé para valorizar ainda mais o trabalho das mulheres da comunidade. (Foto: Bruno Rezende)

Em números, Mato Grosso do Sul, segundo o IBGE é o terceiro estado com maior população indígena do País. São 116 mil habitantes indígenas, que estão presentes em todos os 79 municípios, e pertencem a oito etnias, a menor delas é a dos Ofayé.

“Pra mim, como liderança, como cacique, eu me sinto muito honrado, porque hoje a nossa população é uma das mais pequenas, mas a gente vê que também existe. E se está acontecendo aqui esse seminário é pela visão que tivemos dentro desse território, da vontade das mulheres em progredir, em crescer. Nós temos potencial de crescimento, isso foi provado nesses dias de aula, queremos e vamos conquistar os nossos espaços. Queremos buscar a nossa autonomia, a sustentabilidade do nosso povo sem deixar de ser indígena”.

Na prática

Facilitador do Empretec há 31 anos, o consultor do Sebrae/MS Francisco Júnior já levou formação para empreendedores, grandes produtores rurais, e agricultores de pequenas comunidades, mas faltava no currículo chegar até as comunidades indígenas. 

“Comecei a pensar num modelo de trabalho que poderia ser oferecido para eles, e aí esse modelo de trabalho que veio ao encontro exatamente com aquilo que a Secretaria da Cidadania quer, que é o empreendedorismo e sustentabilidade”, contextualiza Francisco. 

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Facilitador do Empretec, o analista do Sebrae/MS Francisco Júnior explica que metodologia foi adaptada para a realidade indígena da região. (Foto: Bruno Rezende)

O Empretec não é uma novidade em Brasilândia. O Sebrae MS encontrou junto à Prefeitura um grande parceiro para o desenvolvimento dos trabalhos, que deu o suporte para que as pesquisas começassem na comunidade, cerca de quatro meses atrás.

“A partir desse momento eu vim para cá, para a comunidade, entender, conversar, fazer entrevistas com as mulheres, com os homens, aquela coisa toda, e onde o Sebrae definiu que seríamos a primeira turma, e que seria feita com as mulheres”, completa o facilitador.

Francisco Júnior explica que a metodologia do Empretec se manteve íntegra, e apenas a “musculatura” se adequou à realidade indígena, também à medida em que a convivência entre eles se estreitava. “O que eu espero que vá mudar aqui? Já está mudado, as mulheres já estão querendo produzir o tempo inteiro, estão com a cabeça cheia de ideias. No seminário do Empretec, a gente substitui todos os conceitos técnicos de empreendedorismo por experiências reais. Eu mostro pra eles como é que se faz hoje para definir um objetivo, mostro como é que podemos melhorar a eficiência dentro de qualquer processo, como fazem e agora é com elas”, resume.

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Ao fundo, de branco, secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, junto com vice-governador José Carlos Barbosa e do ministr em exercício, Eloy Terena, em dança ofayé. (Foto: Bruno Rezende)

Para a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, o Governo do Estadod e Mato Grosso do Sul é instrumento para empoderar grupos indígenas, em especial, mulheres. 

“Autonomia, desenvolvimento sustentável, e para além disto, é pensar no empoderamento e para que também mude uma chave não para as populações indígenas, mas para a sociedade não indígena, de ver toda a potencialidade que as comunidades indígenas têm e que a diversidade cultural sul-mato-grossense passa pelas comunidades indígenas”, enfatiza.

Antropóloga, Viviane Luiza também pontua que o Empretec Indígena adaptou a metodologia para que realmente seja respeitada a cultura, as tradições e os saberes ancestrais. 

“O resultado é este, é uma prática que o Sebrae quer levar para todos os estados, os municípios que têm comunidades indígenas. Não tenho dúvidas de que, a partir de agora, a cultura indígena criou a capilaridade e vai para o Brasil afora, para o mundo com o primeiro Empretec Indígena”.

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania

Anvisa discute nesta sexta regulamentação de cigarro eletrônico

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute nesta sexta-feira (19) a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil. A reunião estava prevista para a última quarta-feira (17), mas foi adiada por causa de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de transmissão da agência no YouTube.

Desde 2009, uma resolução da agência proíbe a fabricação, comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. No ano passado, a diretoria colegiada aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular, como ações de fiscalização e campanhas educativas.

Entenda

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, eles podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, entre outros.

Consulta pública

Em dezembro, a Anvisa abriu consulta pública para que interessados pudessem participar do debate sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil, “com argumentos científicos e relatos relevantes relacionados ao tema”. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. A consulta foi encerrada em fevereiro. Pouco antes do prazo ser encerrado, a Anvisa havia recebido 7.677 contribuições sobre o tema. 

Perigo à saúde

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

Ainda segundo a AMB, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, além de aumentar a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.

Surto de doença pulmonar

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas. 

Congresso Nacional

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.

Jovens

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.

Controle do tabaco

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Ministra diz que indígenas preservam 80% da biodiversidade do planeta

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Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, veiculado nesta quinta-feira (18), a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, destacou a riqueza cultural das populações tradicionais e seu papel na preservação do meio ambiente.  

“Os territórios indígenas preservam 80% de toda a biodiversidade do planeta. E são as áreas onde ocorre a menor taxa de desmatamento. Sem o nosso cuidado com o meio ambiente, a crise climática se agravaria, provocando secas, inundações, ciclones e outros eventos ainda mais severos em todo o país”, afirmou a ministra.

O pronunciamento teve duração de quase cinco minutos e foi veiculado um dia antes do Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril.

“É o momento de celebrarmos a riqueza cultural dos 305 povos indígenas que vivem neste nosso Brasil, que fazem parte do grande mosaico de tradições e histórias de resistência do nosso país. Vivemos em florestas, alguns de nós em áreas isoladas, mas estamos também nas cidades”, observou Guajajara, também mencionando como os indígenas estão inseridos no contexto da sociedade brasileira.

“Somos médicos, educadores, advogados, cientistas sociais, prefeitos, vereadores, deputados. Habitamos todos os biomas: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Pampa e Caatinga”, pontuou.

No pronunciamento, a ministra dos Povos Indígenas falou das ações do governo federal para enfrentar, por exemplo, a crise do povo yanomami, em Roraima, e o combate a atividades criminosas na maior terra indígena do país.

“Atuamos de forma enérgica contra os criminosos que destruíram suas florestas, contaminaram os rios com mercúrio, mataram os peixes e levaram doenças e fome aos nossos parentes”. Sônia Guajajara ainda destacou o fato de o país ter, pela primeira vez, uma pasta exclusiva e dedicada aos povos originários, além de indígenas na chefia de postos-chave, como da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde.

A ministra ressaltou também a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de Belém, em 2025, que terá, segundo ela, “a maior e melhor participação indígena na história dos acordos ambientais”.

Sônia Guajajara ainda apontou a retomada da política de demarcação de terras indígenas, que havia sido abandonada pelo governo anterior.

Na véspera do Dia dos Povos Indígenas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião de reabertura do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) e assinou decreto de demarcação de mais duas terras indígenas. Em evento na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta quinta-feira (18), foram homologadas as terras indígenas Aldeia Velha, na Bahia, e Cacique Fontoura, em Mato Grosso.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3

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Brasília (DF) -- Novo cartão Bolsa Família 2023. Foto: MDAS/Divulgação

A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (19) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 680,90. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 20,89 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,19 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

A partir deste ano, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Cadastro

Desde julho do ano passado, passa a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, cerca de 130 mil famílias foram canceladas do programa neste mês por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 120 mil de famílias foram incluídas no programa neste mês. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício.

Regra de proteção

Cerca de 2,68 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Em vigor desde junho do ano passado, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 370,87.

Brasília (DF) 19/11/2024 - Arte calendário Bolsa Família Abril 2024Arte Agência Brasil

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta quarta-feira às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 3. O valor foi mantido em R$ 102, por causa das reduções recentes no preço do botijão.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia cerca de 5,8 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 quilos (kg).

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como aquelas vítimas de violência doméstica.

Competitividade: Mato Grosso do Sul é o 2º estado brasileiro com melhor taxa de investimentos

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No ranking de competitividade dos estados brasileiros, Mato Grosso do Sul apresenta a segunda melhor taxa de investimentos (18,16%), ficando atrás apenas de Alagoas (18,50%). O levantamento feito pela organização não governamental CLP (Centro de Liderança Pública) considera a relação entre investimento liquidado e receita corrente líquida. Em seguida estão Bahia (17,19%), Piauí (17%), Pará (15,92%), Espírito Santo (14,96%), Mato Grosso (13,35%), Santa Catarina (12,75%), Ceará (11,53%) e Maranhão (11,16%).  

O indicador de investimentos públicos está relacionado à Solidez Fiscal. Mostra quais estados têm uma gestão fiscal responsável, mantendo gastos com pessoas sob controle, por exemplo. Assim é possível seguir com investimentos em áreas estratégicas para aumentar a produtividade e promover o crescimento econômico.

Fazem parte do levantamento os eixos: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

Competitividade: Mato Grosso do Sul é o 2º estado brasileiro com melhor taxa de investimentos
Obra com recursos do Governo de MS em Dourados (Foto: Álvaro Rezende)

Avanço – Mato Grosso do Sul teve um aumento de 227% dos investimentos públicos estaduais nos últimos três anos, passando de R$ 996 milhões em 2020 para a marca de R$ 3,2 bilhões no ano passado. Isso coloca o Estado bem acima da média nacional, quando avaliado o investimento per capita (por habitante).

As informações constam nos Dados do Tesouro Transparente e nos RREOs (Relatório Resumido da Execução Orçamentária) dos estados publicados em 2024.

Cenário positivo foi construído pelo Governo do Estado com uma série de ações na gestão pública, entre elas reformas estruturantes (previdência e administrativa), mudanças tributárias, contenção de gastos e fomento ao bom ambiente de negócios, que permitiu a diversificação das cadeias produtivas e atração de R$ 76 bilhões de investimentos privados nos últimos 10 anos, sendo R$ 17 bilhões apenas no ano passado.

Competitividade: Mato Grosso do Sul é o 2º estado brasileiro com melhor taxa de investimentos
Governador visita obra em Ponta Porã (Foto: Bruno Rezende)

“O Estado fez o dever de casa, promoveu reformas, construiu bom ambiente de negócios, atraiu investimentos privados bilionários e assim gerou a capacidade de fazer investimento público”, frisa o governador, que completa.

“Isto significa que o orçamento não está sendo consumido só para custeio, mas para melhorar a vida das pessoas. Permite gerar competitividade para os negócios, garantir infraestrutura de qualidade, em obras em rodovias, casas, escolas, hospitais, delegacias, habitação, dando o suporte necessário para o crescimento do Estado”, afirma o governador Eduardo Riedel.

Com condições de realizar investimentos públicos, o Governo do Estado está promovendo grandes obras em diferentes setores. Na infraestrutura e logística os destaques são pavimentações que vão ligar regiões, impulsionar a economia regional e encurtar caminhos para escoamento da produção, turismo e desenvolvimento.

Competitividade: Mato Grosso do Sul é o 2º estado brasileiro com melhor taxa de investimentos
Obras na estrada MS-357 (Foto: Álvaro Rezende)

Entre elas está a nova ligação entre Ribas do Rio Pardo e Camapuã, com asfalto das rodovias MS-357 e MS-338, que juntas somam mais de R$ 300 milhões. Esta região é o novo polo mundial de celulose, com a construção da fábrica da Suzano em Mato Grosso do Sul. Outro foco é o investimento bilionário em obras de infraestrutura urbana nas 79 cidades do Estado, tendo como objetivo asfaltar as vias públicas dos municípios.

Programas importantes seguem na área da habitação, entre eles o “Bônus Moradia”, que ajuda o cidadão a financiar a casa própria, pagando a entrada do imóvel, em subsídios de até R$ 25 mil. A iniciativa vai atender até 2,2 mil famílias. Também continuam os projetos do “Lote Urbanizado”, onde o Estado cede o terreno e entrega a base da casa para o futuro morador construir.

Na área social dois programas são protagonistas, entre eles o “Mais Social”, onde o Estado repassa R$ 450,00 por mês a famílias em vulnerabilidade, por meio de um cartão social. E o “Energia Social – Conta de Luz Zero”, que o Governo paga a conta de energia das famílias de consumo mensal até 220 kWh.

Danielly Escher e Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Bruno Rezende

Acumulada novamente, Mega-Sena terá prêmio de R$ 100 milhões

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Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do Concurso 2.714 da Mega-Sena, sorteadas nesta quinta-feira (18), no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP). Esta é a nona vez seguida que o prêmio fica acumulado.

Os números sorteados foram: 16 – 17 – 42 – 45 – 52 – 57

Com isso, o prêmio da faixa principal para o próximo sorteio, no próximo sábado (20), está estimado em R$ 100 milhões.

A quina teve 78 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 49.552,51. Já a quadra registrou 4.882 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá um prêmio de R$ 1.131.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

Sexta-feira de tempo ensolarado e temperaturas amenas em Mato Grosso do Sul

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Foto: Vilson Nascimento

Os sul-mato-grossenses podem esperar um dia de céu limpo e ensolarado nesta sexta-feira (19), conforme indica a previsão do tempo do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e de Clima), orgão do Governo de Mato Grosso do Sul vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

A atuação de um sistema de alta pressão atmosférica favorecerá o tempo seco e a pouca nebulosidade em grande parte das regiões do Estado. Para o sul e sudeste, as temperaturas mínimas devem oscilar entre 13°C e 17°C, e em pontos isolados da região sul, é possível que as mínimas fiquem ainda mais baixo do que 13°C. Já as máximas podem atingir valores entre 28°C e 30°C.

Já nas regiões sudoeste e pantaneira, as mínimas esperadas ficam entre 19°C e 24°C, com máximas podendo alcançar até 35°C. Na região sudoeste, é importante destacar que as mínimas podem ser um pouco mais amenas, variando entre 15°C e 20°C.

Para as regiões norte e Bolsão, as temperaturas mínimas esperadas estão entre 18°C e 21°C, enquanto as máximas podem chegar até 34°C. Na capital Campo Grande os termômetros devem marcar mínima de 17°C e máxima de 31°C durante este sexta-feira – ou seja, uma amplitude térmica de 14°C no mesmo dia.

Os ventos predominantes serão do quadrante leste, com velocidades entre 40 km/h e 60 km/h, podendo ocorrer rajadas mais intensas em alguns momentos.

Comunicação Governo de MS

Clube Tereré celebra o Dia das Mães com jantar especial

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No dia 11 de maio, o Clube Tereré realizará um evento especial em homenagem ao Dia das Mães. O jantar, que acontecerá às 19 horas no próprio clube, promete uma noite animada com música ao vivo e sorteio de brindes às mães presentes.

A animação do baile ficará por conta do músico Márcio Morinigo, garantindo momentos de descontração e alegria para todos os presentes.

O presidente do clube, Azor de Assis, enfatizou que a renda do evento será direcionada para custear as despesas da construção da casa do clube.

Os ingressos para o jantar estão disponíveis e podem ser adquiridos através dos números 67 99945-6868 (Azor) ou 67 99922-5807 (Galdino).
O Clube Tereré completou 16 anos de história em março deste ano. Desde sua fundação, o clube tem proporcionado diversão e união às pessoas através do esporte. É um lugar onde as famílias se encontram, participam de eventos e fortalecem seus laços.

Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Drogaria Ultra Popular     Fone: 3481-1823

Próximo ao Mercado Manso

Em ação rápida, Polícia Civil elucida homicídio e prende autora em Amambai

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A Polícia Civil, por intermédio da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Amambai/MS, prendeu na terça-feira (16) uma mulher pelo envolvimento em um homicídio ocorrido em via pública na Avenida Nicolau Otano, no município.

Após tomar conhecimento de que a vítima havia sido socorrida pelo corpo de bombeiro já sem vida para o hospital Regional de Amambai no fim da tarde de terça, a equipe de investigação prontamente se deslocou até o local e começou a levantar indícios de autoria. Foi possível levantar a informação de que se tratava de um grupo de indígenas que estavam consumindo bebida alcoólica e durante um desentendimento entre eles, uma das mulheres desferiu quatro golpes de instrumento perfurocortante contra a vítima que foi a óbito no hospital.

A autora R.B., de 31 anos foi localizada e presa em flagrante e permanece à disposição da justiça.

Governo lança Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, lançou nesta quinta-feira (18), em Brasília, a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho 2024 (Canpat) com o tema Segurança em Máquinas e Equipamentos. A mobilização tem o objetivo conscientizar empresas e trabalhadores sobre a importância da segurança e da saúde no ambiente de trabalho.

Durante a solenidade, Marinho defendeu a modernização dos parques produtivos, onde existem maquinários envelhecidos e sucateados, com apoio de financiamentos de bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil (BB) e debate com as confederações das empresas. 

“Se é verdade que máquinas e equipamentos estão provocando, na escala de acidentes, a maioria deles, alguma coisa está errada lá nas plantas [industriais]. Se a gente não atacar esse processo, não há campanha nem sensibilização que resolva se o equipamento está inadequado”, disse,

O ministro do Trabalho e Emprego apresentou outro desafio, a conscientização do trabalhador para o uso de equipamentos de segurança e de proteção individual (EPI). “Vemos situações onde o próprio operador tira a proteção porque acha que está atrapalhando a produtividade e quer produzir mais. Isso é uma aberração, essa ausência de consciência da sua própria proteção”, alertou.

O coordenador da bancada dos trabalhadores na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) e representante da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Washington Santos, lembrou de trabalhadores com sequelas e daqueles que perderam a vida devido a acidentes ocupacionais. “Nós não temos vida de videogame. Quando se está na fábrica, na construção, na indústria, se acontecer alguma coisa, não há volta. Vacilou? Morre!”, resumiu.

A Canpat ocorre até dezembro em todo país, com a realização de eventos públicos nos estados para sensibilização de trabalhadores e empregadores sobre os cuidados com a segurança, fortalecendo a cultura de prevenção de acidentes e doenças do trabalho no Brasil.

Acidentes

Dados divulgados pelo MTE em 2023 revelam que, em 2022, o número total de acidentes de trabalho no Brasil foi de 612,9 mil, o que resulta na média de 69 acidentes por hora ou 1,15 acidente por minuto. No ano passado, do total de acidentes, 2.538 resultaram em mortes de trabalhadores e quase 19 mil incapacitações permanentes. No caso dos trabalhadores formais incapacitados, esses recebem o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em 2013, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou que o mundo perde 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em decorrência de acidentes e doenças do trabalho. No Brasil, com base no PIB do ano de 2022, a estimativa apresentada pelo MTE é de que os prejuízos gerados pelos acidentes de trabalho podem ter alcançado a cifra de R$ 396 bilhões, com custos e perdas para empregados, empresas, poder público e a sociedade em geral. 

Prefeito Rogério Torquetti destaca avanços a serem comemorados pelos povos indígenas em Tacuru

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Foto: Divulgação

Nesta Semana dos Povos Indígenas, o prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, destacou a importância de refletir sobre os desafios enfrentados no município, ao mesmo tempo em que celebra os avanços alcançados em prol de suas comunidades.

Segundo Rogério, é fato que os povos indígenas enfrentam desafios, entre eles a falta de acesso a serviços básicos, como água tratada, saneamento básico, qualificação profissional e novas tecnologias.

Apesar dos desafios, o Prefeito destaca os avanços significativos alcançados. Ele menciona iniciativas que visam melhorar não só a qualidade de vida, mas também a geração de emprego e renda, como a parceria com a fábrica da Belo.

Entre outras conquistas durante a gestão estão a doação de dois ônibus 0km, dois tratores agrícolas, duas plantadeiras, dois guinchos, dois afofadores de mandioca e duas carretas de trator, todos os itens divididos em um para cada comunidade.

Além disso, foram reformadas as quadras esportivas de ambas as comunidades, foi construída uma ponte na Aldeia Sassoró, foram construídas três salas de aula na Aldeia Jaguapiré, foram reformadas as Escolas Ubaldo e Ramada e foi realizado o levantamento de estradas em ambas as regiões.

“Estamos trabalhando para com inclusão social proporcionar programas específicos para as comunidades indígenas do nosso município promovendo desenvolvimento que respeite sempre o meio ambiente e os modos de vida tradicionais, celebremos juntos essa data especial”, afirmou.

Equipe de Amambai vence e avança as quartas de final da Copa Fronteira em Capitan Bado

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O Desportivo Benito Ovando, de Amambai. Time se classificou com 100% de aproveitamento para a segunda fase da 1ª Copa Fronteira de Suíço, em Capitan Bado. (Fotos: Divulgação)

Vilson Nascimento

Com dois gols do jogador Heber, o Desportivo Benito Ovando, de Amambai, venceu a equipe da Colônia Mariscal Lopez/Capitam Bado, pelo placar de 2×0 na noite dessa quarta-feira, 17 de abril e avançou as quartas de final da 1ª Copa Fronteira de Futebol Suíço, disputada na cidade de Capitan Bado, no Paraguai.

A equipe amambaiense, que tem como técnico o Benito Ovando, volta a campo pela competição regional na cidade da fronteira às 20h deste sábado, dia 20 de abril, para enfrentar o Corralito, em partida “mata-mata”.

O Desportivo Benito Ovando chegou as quartas de final de forma invicta e sem tomar nenhum gol nos dois jogos que disputou pela fase de classificação da competição.

Na primeira partida, realizada na semana passada, a equipe amambaiense goleou o Desportivo Primavera pelo placar de 4×0 e agora nova vitória, desta vez por 2×0 sobre a Mariscal Lopez.

Equipe de Amambai vence e avança as quartas de final da Copa Fronteira em Capitan Bado
A equipe da Colônia Mariscal Lopez, de Capitan Bado.

Polícia Civil anuncia a criação da Delegacia Regional de Amambai

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Foto: Divulgação/PCMS

O Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Eduardo Corrêa Riedel, em exercício da competência que lhe confere a Constituição Estadual, assinou o Decreto nº 16.415, datado de 15 de abril de 2024, que altera o Decreto nº 12.218, de dezembro de 2006, com o objetivo de reforçar a estrutura organizacional da Polícia Civil do estado. O decreto, publicado no último dia 16/04, estabelece a criação da Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Amambai, juntamente com suas delegacias de atendimento subordinadas.

Entre as subunidades, destacam-se a Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e ao Idoso (DAIJ) e a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). O Departamento de Polícia do Interior (DPI) agora inclui a Delegacia Regional de Polícia de Amambai, com diversas seções especializadas, como Informática, Estatística, Análise Criminal, Operações, entre outras. Já a 1ª Delegacia de Amambai terá cartório central e seção de investigações gerais, assim como a DAM e DAIJ. Também ficarão subordinadas à Regional de Amambai as delegacias de Sete Quedas, Coronel Sapucaia, Tacuru e Paranhos.

A instalação das unidades policiais criadas pelo decreto ficará a cargo da Delegacia-Geral da Polícia Civil, com suporte da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp), que deverá prover os meios necessários para tal. As despesas relacionadas à instalação e operação das novas unidades, bem como a designação de servidores para funções de direção e chefia, estão condicionadas à observância de critérios orçamentários e legais, conforme disposto em normativas estaduais e federais.

Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente

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Para intensificar o trabalho de desenvolvimento sustentável do Pantanal e atuar de forma integrada na preservação, controle e mitigação dos danos causados pelos incêndios florestais, o Governo de Mato Grosso do Sul vai reforçar as ações que estão em prática no bioma, agora em conjunto com o Mato Grosso e com apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O governador Eduardo Riedel formalizou hoje (18) a atuação conjunta entre os dois estados, durante o 1º Seminário Técnico-Científico das Causas e Consequências do Desmatamento e Queimadas do Pantanal, realizado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.

Além de Riedel, o evento reuniu a ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, para a assinatura de um termo de cooperação técnica.

“Na prática é uma capacidade operacional maior, mais inteligência, mais coordenação de ações, a medida em que nós temos bases instaladas em 13 pontos do Pantanal. O Mato Grosso também detém uma força preparada e podemos atuar em conjunto. Nós temos vídeo monitoramento, acompanhamento de satélite e o Mato Grosso também. Então isso coordenado dá muito mais capacidade operacional para atuar de maneira mais efetiva no combate a eventuais incêndios, que a gente sabe o potencial de dano, de prejuízo que causam no Pantanal”, frisa Riedel.

O Governo de Mato Grosso do Sul atua em diferentes áreas para garantir proteção ao bioma Pantanal. No fim do ano passado, foi aprovada pela Assembleia Legislativa e posteriormente sancionada pelo governador a Lei do Pantanal, sobre conservação e uso sustentável da planície.

A construção da lei foi um trabalho em conjunto entre o Governo do Estado e MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), além de entidades, ONGs (Organizações não governamentais) e representantes do setor produtivo. A legislação também criou o Fundo Clima Pantanal, com aporte de recurso inicial pelo Governo do Estado, uma inovação na área ambiental.

Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente

Outra frente de atuação em Mato Grosso do Sul foi a publicação – no dia 10 de abril – do decreto de emergência ambiental, com foco no bioma Pantanal, o qual estabelece critérios do trabalho de prevenção a incêndios florestais, inclusive sobre os aceiros nas divisas e a utilização da figura da queima prescrita.

“A gente está vendo os níveis dos rios muito mais baixos, alta massa propícia a combustão, umidade relativa baixa. É um ano de altíssimo risco por tudo que a gente vivenciou nesse verão. Nós vamos entrar em um inverno agora com alto risco. Por isso a situação de emergência, as ações preventivas e o que nós estamos colocando de recurso, a queima prescrita e controlada de maneira antecipada, para gente buscar evitar e se antecipar ao problema, mas continua sendo um ano de alto risco”, afirma Riedel.  

O acordo de cooperação técnica entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso vai contribuir para promover ações conjuntas entre os estados para o desenvolvimento sustentável do bioma Pantanal.

Entre as principais ações estão a uniformização e compatibilização da legislação sobre o uso dos recursos naturais no Pantanal nos dois estados, elaboração do Plano Integrado de prevenção, preparação, resposta e responsabilização a incêndios florestais para o bioma Pantanal e monitoramento da fauna silvestre.

“O termo de cooperação é importante porque acontece no contexto da elaboração do plano de prevenção e controle do desmatamento e queimada do Pantanal. É uma ação que deve ser feita de forma compartilhada entre o Governo Federal e os governos estaduais. Nesse caso nós já temos até uma parceria entre os dois governos que compartilham o mesmo bioma”, explica a ministra Marina Silva, que completa.

“É importante ressaltar que o plano de prevenção e controle do desmatamento dos biomas, está distribuído em algumas ações estratégicas. Uma delas é o combate às atividades ilegais, a outra é o apoio as atividades produtivas sustentáveis e a criação de instrumentos econômicos para financiar essas atividades produtivas sustentáveis”.

Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente
Para desenvolvimento sustentável do Pantanal, MS e MT formalizam cooperação com apoio do Ministério do Meio Ambiente

As ações com enfoque no desenvolvimento do bioma, por meio da parceria entre os estados, também são aprovadas pelo governador do Mato Grosso.

“Nós precisamos unir os nossos esforços para continuar o trabalho já feito há algum tempo pelos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para preservar esse grande patrimônio ambiental que é o Pantanal. A partir de agora vamos melhorar todas as ações que nós já estávamos fazendo e com isso produzir um melhor resultado na proteção e preservação do bioma”, disse Mauro Mendes, prosseguindo.

“Nós vamos cooperar na segurança, através das nossas equipes técnicas do Corpo de Bombeiros, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, e juntos nós vamos estabelecer ações que possam dar mais efetividade no combate a todos os tipos de ilegalidade que possa ser praticado, desde crimes ambientais, queimadas ilegais ou mesmo queimadas acidentais”.

Os secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Antonio Carlos Videira (Sejusp) também participaram da solenidade, juntamente com o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o secretário executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Artur Falcette, e os secretários do Mato Grosso, coronel César Augusto Roveri (Segurança Pública) e Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente), além de autoridades estaduais e federais.

Proteção ambiental

O governo brasileiro se comprometeu com a meta de zerar o desmatamento no Brasil até 2030 e, para tanto, instituiu a Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas, órgão colegiado presidido pela Casa Civil da Presidência da República, responsável por implementar o Programa de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas no Brasil (PPCD).

A coalizão do Governo Federal para reduzir os índices de desmatamento em todos os biomas brasileiros envolve 19 ministérios, além de outros órgãos convidados, que atuam de forma conjunta para estabelecer ações relacionadas aos eixos estruturantes dos Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento nos Biomas.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm

Na semana dos povos indígenas, Prefeito Dr. Bandeira anuncia postos de saúde e primeira creche na Aldeia Amambai

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Nesta semana, em que o município celebra uma programação especial em honra ao Dia Dos Povos Indígenas, o prefeito Dr. Edinaldo Luiz de Melo Bandeira ressalta o carinho e o compromisso dedicados às comunidades indígenas em suas gestões e anuncia três novos investimentos, reafirmando seu empenho contínuo até o término de seu mandato em garantir o desenvolvimento e bem-estar das aldeias de Amambai.

Entre as conquistas anunciadas estão a construção de um posto de saúde na Aldeia Limão Verde, outro na Aldeia Amambai, e ainda a construção de uma creche na Aldeia Amambai. Essas iniciativas visam melhorar o acesso aos serviços de saúde e educação, promovendo assim um impacto positivo e duradouro nas comunidades indígenas do município.

Ao longo de sua gestão, o prefeito Dr. Bandeira tem demonstrado um olhar diferenciado para as necessidades das comunidades indígenas, priorizando ações e investimentos que impactam positivamente a vida da população local. As gestões lideradas pelo prefeito Dr. Bandeira possibilitaram a pavimentação asfáltica na estrada Invernada I, que dá acesso à Aldeia Amambai, proporcionando melhores condições de infraestrutura e mobilidade para os moradores locais.

Outros investimentos significativos já realizados incluem a construção de uma quadra coberta na Escola Mbo’erenda Ypyendy Panduí, a reforma, adequação e ampliação da Escola Municipal Tupã Ñandeva e a construção da Arena da Aldeia Amambai, equipada com grama sintética, arquibancadas e iluminação de LED, incentivando a prática de esportes, especialmente o futebol society, e promovendo o lazer e a integração comunitária.

“Durante minha gestão, tive a coragem de realizar a pavimentação asfáltica na estrada que dá acesso à Aldeia Amambai. Este foi um investimento significativo, não apenas em termos de infraestrutura, mas também em respeito à comunidade. Espero sinceramente que todas as nossas ações sirvam de exemplo para outros políticos, para que não apenas busquem votos dentro das aldeias, mas também se comprometam verdadeiramente com o bem-estar e o progresso dessas comunidades após as eleições.”, declarou o prefeito de Amambai, Dr. Bandeira.”

Chileno cria projeto para facilitar acessibilidade no campo

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Em um país onde cerca de uma a cada seis pessoas têm algum tipo de deficiência, o chileno Alfredo Carrasco busca formas de tornar a área rural mais acessível. São pisos adaptados, cultivos realizados em locais mais elevados em relação ao solo e um veículo capaz de circular nas plantações. As medidas são voltadas principalmente para pessoas com deficiência física, idosas ou com mobilidade reduzida, mas ele não descarta formas de adaptação também para quem mais necessitar.  

Alfredo é fundador da empresa FarmHability, que além ser um espaço de produção agrícola, propõe formas de acessibilidade no campo, realiza oficinas e capacitações e busca conectar trabalhadores com deficiência com empresas do campo, para que assumam postos de trabalho. Alfredo é uma das 41 lideranças rurais, de quase todos os países americanos, que participam do primeiro Encontro de Líderes Rurais que ocorre esta semana na Costa Rica, promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). 

Alfredo é apaixonado pela agricultura e pela vida no campo. As criações vieram para que ele mesmo pudesse seguir com os próprios cultivos. Tudo que criou, ele assegura, pode ser replicado em qualquer lugar.  “Percebemos que essa problemática que temos aqui é, na verdade, transversal, de todos os países e regiões. A FarmHability é completamente replicável. Isso seria o ideal, que tivesse um campo inclusivo em todas as regiões agrícolas”, diz. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de uma em cada dez pessoas tem algum tipo de deficiência. 

O agricultor cresceu no campo, no povoado rural Quinta de Tilcoco, localizado a 130 quilômetros de Santiago, a capital chilena. O pai, agricultor, tentou afastá-lo da profissão, mas aos 18 anos, já tinha o próprio cultivo de cebola. Em 2017, ele sofreu um acidente enquanto participava do campeonato nacional de ciclismo de montanha, esporte que praticava. Teve três fraturas na coluna. “Aí começa a história desse momento traumático, quando vi a vida paralisada, assim como tudo que estava fazendo até aquele momento”, conta.

Após dois anos de reabilitação, ele queria voltar a trabalhar. “Não era fácil, porque não havia nada pensado para que uma pessoa em cadeira de rodas pudesse ser produtiva no campo, não havia nada”, diz. Começou, então, um percurso de muita pesquisa, de conversar com outras pessoas com deficiência e de mapear as necessidades que precisavam ser atendidas no cultivo. Tudo isso culminou na FarmHability.

“Queria abrir portas e mostrar ao mundo que é possível ser agricultor mesmo em uma cadeira de rodas”. Ele afirma que hoje comercializa hortaliças hidropônicas e produtos de cultivo ao ar livre como brócolis, couve-flor, alface e repolho.

Brasília (DF) 18/04/2024 - Chileno cria projeto para tornar a atividade agrícola acessível a pessoas com deficiência.Foto: Jose C. Garcia Torres/Divulgação

Chileno cria projeto para tornar a atividade agrícola acessível a pessoas com deficiência – Foto Jose C. Garcia Torres/Divulgação

As adaptações feitas nos campos de cultivo são voltadas não apenas a cadeirantes, mas a pessoas com mobilidade reduzida e idosas. “Muitos deles, em algum momento se dedicaram à agricultura, trabalharam como agricultores. Por causa da idade, as empresas os demitiram. Nos demos conta disso e desenvolvemos um veículo adaptado”, explica. Veículos adaptados são vistos também nas cidades, mas são caros e, segundo Alfredo, nenhum deles voltado especificamente para a agricultura. O que desenvolveram permite, por exemplo, que se maneje uma linha de irrigação, comum nos plantios.

Para Alfredo, trabalhar no campo é a possibilidade de estar em um ambiente natural, cercado pelas próprias culturas, raízes e onde existe a diversidade”.

O agricultor compartilhou a experiência em reunião plenária e, ao longo desta semana, busca, junto com os demais líderes, a construção de diretrizes comuns para promover melhorias nas atividades rurais desenvolvidas nas Américas.  

Prefeitura de Naviraí promove reunião com representantes das estações gastronômicas do 2º Festival do Churrasco

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Fotos: Júnior Lopes/ Assessoria

A GEDEC – Gerência de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Naviraí promoveu uma reunião com os representantes das estações participantes do 2⁰ Festival do Churrasco de Naviraí. O evento está marcado para o dia 28 de abril, das 11h às 23h, no Parque Municipal de Exposições Tatsuo Suekane. O evento é uma promoção da Prefeitura de Naviraí, por meio da GEDEC e Fundação Cultural, com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Câmara Municipal.

O objetivo principal é destacar a culinária e gastronomia local, além de impulsionar o turismo ao atrair visitantes de cidades vizinhas, aquecendo assim a economia do município. As estações participantes oferecerão uma variedade de pratos preparados na brasa, incluindo churrasco tradicional, parrilla Argentina, fogo de chão, pit smokers americanos, defumadores artesanais, entre outros.

Além das estações gastronômicas, o 2⁰ Festival do Churrasco de Naviraí contará com atrações artísticas para entreter o público durante as 12 horas de evento. Estão confirmados o Grupo de Pagode “A Boa do Dieguinho”, vindo diretamente de Campo Grande, e também dos artistas locais: Essência do Samba, Jheniffer Pelegati, Maycon e Thiago e Banda Cali.

É importante destacar que a entrada para o 2⁰ Festival do Churrasco de Naviraí será gratuita, sendo que os visitantes pagarão somente pelo que consumirem entre os pratos de churrasco e bebidas disponíveis durante o evento. Com uma programação diversificada e saborosa, o evento promete ser um dia repleto de bons momentos para os amantes da boa gastronomia e da música de qualidade. A comunidade local e os visitantes da região têm a oportunidade de desfrutar de uma experiência única, celebrando a cultura culinária naviraiense e aproveitando as atrações musicais oferecidas pela organização.

Prefeitura de Naviraí promove reunião com representantes das estações gastronômicas do 2º Festival do Churrasco

Educação de Naviraí realiza ciclo de palestras e formações sobre a diversidade cultural dos povos indígenas

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Fotos: Júnior Lopes/ Assessoria

A Prefeitura de Naviraí [através da GEMEC – Gerência de Educação por meio da Coordenação de Área de Ciências Humanas e em parceria com o Projeto Educação Indígena Apoio Intersetorial Mitã Ava] elaboraram o 1° Ciclo de Palestras e Formações que tem como tema central “Raízes da Terra – Palestras e Diálogos Indígenas”. A formação foi iniciada na noite desta quarta-feira (17/04), sendo oferecida aos professores da Educação Básica da REME – Rede Municipal de Ensino.

O evento está sendo realizado no Espaço Pedagógico e transcorrerá até o mês de novembro, tendo como objetivo de desconstruir estereótipos e preconceitos comuns sobre os povos indígenas. Durante a formação, os professores receberão informações precisas e atualizadas sobre a diversidade cultural dos povos indígenas, incluindo línguas, tradições, costumes, valores e suas contribuições para a sociedade.

Além disso, a formação contribuirá na exploração da história o contexto contemporâneo dos povos indígenas de Naviraí. Isso inclui abordar questões relacionadas à colonização, soberania territorial, direitos humanos e os desafios enfrentados atualmente pelas comunidades. Valorizar a diversidade étnica e cultural é outro objetivo, reconhecendo a importância dos povos indígenas na construção da identidade nacional e global.

Dessa forma a Coordenação de Área de Ciências Humanas oportuniza estratégias pedagógicas eficazes para integrar conteúdos sobre povos indígenas em diferentes disciplinas e níveis de ensino, promovendo uma educação mais inclusiva e representativa.

A abertura do evento foi realizada pela coordenadora de Educação Indígena Apoio Intersetorial Mitã Ava Guarani Kaiowá, Luciane Gallo; Vanoíria Martins Fernandes, Professora graduada em Licenciatura Intercultural Indígena e pós-graduada em Psicopedagogia Clínica Institucional; professor de Ciências da Natureza e Química e especialista em Gestão, Coordenação Pedagógica e Física, Adilson Benites e o Nhanderu (rezador) Sinfoniano Garcete.