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sexta-feira, 3 de julho de 2026
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Confira a farmácia de plantão hoje em Amambai

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Plantão: Drogaria Amambai     Fone: 99626-7766

Próximo a Pantanal Móveis

Em Tacuru, Polícia Civil participa de cerimônia de constituição do Conselho de Segurança Comunitário na Aldeia Indígena Sassoró

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Foto: Assessoria/PCMS

Na quinta-feira, 18/04, em Tacuru–MS, dando início à comemoração do dia dos povos originários, os Órgãos de Segurança Pública realizaram a cerimônia de criação do Conselho Comunitário de Segurança da aldeia Sassoró. A iniciativa, publicada em diário oficial pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foi concebida pela Autoridade Policial do município de Tacuru, Delegado Mateus Crovador, juntamente com o Coronel Santana, e pelo senhor prefeito do município, Rogério Torquetti.

Seu escopo é fomentar a integração entre as forças de segurança e a liderança indígena local, presidente do Conselho. Também o integram representantes da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

A Sejusp, em parceria com o município, fez a doação de um automóvel à comunidade para facilitar o acesso a serviços básicos. 

Alunos do projeto Bombeiros do Amanhã participam de treinamento de primeiros socorros em Juti

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Foto: Assessoria da Prefeitura de Juti

Redação

Na quinta-feira, dia 18 de abril, os alunos do projeto Bombeiros do Amanhã, em Juti, participaram de um treinamento de primeiros socorros, uma iniciativa voltada para aprender a salvar vidas.

A atividade foi conduzida pela instrutora da empresa Valeseg, Rubia Elise de Almeida, que abordou diversos temas essenciais, como avaliação da cena e da vítima, sinais vitais, tratamento de fraturas e procedimentos em casos de parada cardiorrespiratória, entre outros.

O projeto tem como objetivo principal formar uma cultura de prevenção e proteção à vida, capacitando os alunos para agirem de forma consciente e eficaz em emergências.

Com essa formação, busca-se não apenas transmitir conhecimentos técnicos, mas também desenvolver cidadãos que estejam cientes de suas responsabilidades e preparados para agir em prol do bem-estar coletivo.

(Com informações da Assessoria da Prefeitura de Juti)

Juti sedia Capacitação Regionalizada do Sistema de Informação para Infância e Adolescência

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Fotos: Assessoria da Prefeitura de Juti

Redação

Juti sediou a Capacitação Regionalizada do Sistema de Informação para Infância e Adolescência (SIPIA) entre os dias 17 e 19 de abril. O evento foi realizado pela Prefeitura Municipal em conjunto com a Coordenadoria de Apoio aos Órgãos Colegiados e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A capacitação teve como foco os novos conselheiros tutelares eleitos para o pleito de 2024 a 2027, com o objetivo de prepará-los para desempenhar suas funções com as crianças e adolescentes do município. Além dos representantes de Juti, estiveram presentes conselheiros tutelares das cidades de Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Mundo Novo e Naviraí.

Essa iniciativa regionalizada visa fortalecer o trabalho dos conselhos tutelares e garantir o pleno atendimento dos direitos da criança e do adolescente em toda a região.

(Com informações da Assessoria da Prefeitura de Juti)

Em Iguatemi, beneficiários do Bolsa Família passam por avaliação no Posto de Saúde da Vila Operária

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Fotos: Divulgação

Nesta sexta-feira (19), a equipe da Unidade de Saúde da Vila Operária está realizando a Pesagem dos beneficiários do Programa Bolsa Família. Este acompanhamento obrigatório, é realizado por meio de uma ação conjunta da Secretária Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Assistência Social, Coordenadora do Programa. É uma exigência e deve ser cumprida.

De acordo com as determinações do programa, as famílias que não passarem pelos exames que contam com pesagem, medição, entre outros, podem ter o benefício suspenso. Todos os membros da família devem se submeter aos testes.

Brasil regula abate e processamento de animais para mercado religioso

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A diversidade religiosa no Brasil é refletida diretamente na alimentação e no consumo da população, que, somadas à expansão das exportações de produtos de origem animal para países asiáticos, criaram um mercado específico e cheio de potencial: o do abate religioso de animais para açougue.

Em países como Egito, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, grande parte da população é muçulmana, religião que traz, na sua essência, regras do que é permitido na forma de se relacionar com outros seres vivos.

Em árabe, a palavra halal, que significa lícito, define aquilo que é permitido, inclusive na hora de se alimentar. Para o consumo de animais, por exemplo, há espécies consideradas impuras, como o porco, e outras que precisam passar por um procedimento de purificação desde o abate até o corte, para que possam ser consumidas, como o frango e bovinos.

Nos países judaicos, como Israel, também há regras sobre o que é considerado apropriado, ou kosher, e há procedimentos específicos para cada etapa de beneficiamento dos produtos de origem animal.

Preceitos religiosos

Para atender esses mercados dentro e fora do Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) definiu regras para solicitação, avaliação, concessão e revogação da autorização para abate e processamento de animais para açougue, de acordo com preceitos religiosos.

Para receber a autorização de funcionamento, esses estabelecimentos terão que fazer uma solicitação ao serviço de inspeção federal, por meio do sistema eletrônico do Mapa, com declaração da autoridade religiosa correspondente e especificação de regras que conflitem com normas brasileiras.

Para a autorização, é necessário que os procedimentos estejam de acordo com as leis que tratam do bem-estar dos animais de abate e também o atendimento dos requisitos sanitários no Brasil e do país de destino dos produtos.

Os procedimentos foram detalhados em uma portaria publicada no Diário Oficial da União, que entrará em vigor a partir do dia 2 de maio.

Governador destaca parceria e papel do Exército no desenvolvimento do Brasil

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Fotos: Saul Schramm

O governador Eduardo Riedel participou nesta sexta-feira (19) da celebração do “Dia do Exército”, que ocorreu na sede do CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande. Ele foi um dos homenageados do evento, ao receber a Medalha Exército Brasileiro, concedida a personalidades com ações de destaque em prol do interesse da instituição.

“Muito honrado em receber esta homenagem do Exército Brasileiro, é uma instituição que orgulha todos nós e para o Mato Grosso do Sul é fundamental em um estado que tem fronteira com dois países, faz divisa com mais outros cinco estados da federação, e ainda tem a sede do CMO”, afirmou o governador.

Riedel destacou a importância do Exército para a história do Brasil e a boa parceria da instituição com o Governo do Estado. “Uma parceria muito efetiva em diversas áreas, como social, infraestrutura e segurança pública. Temos sempre que reforçar o papel do Exército em nosso país. Hoje é um dia para se celebrar, comemorar e parabenizar esta instituição”, completou.

Governador destaca parceria e papel do Exército no desenvolvimento do Brasil
Governador recebeu medalha e foi um dos homenageados da cerimônia

Anfitrião do evento, o comandante do CMO,  general Luiz Fernando Estorrilho Baganha destacou que o papel do Exército Brasileiro é garantir os poderes constituídos, fazer a defesa da pátria e sobretudo colaborar para o desenvolvimento nacional, estando junto da sociedade neste processo.

“São 376 anos de uma história de dedicação à pátria, ao nosso povo e ao Brasil. Trabalhando dentro dos nossos princípios de hierarquia, disciplina, ética, irmanados com a sociedade, que nós fazemos parte e a ela devemos toda satisfação. Este empenho tem como objetivo tornar o Brasil cada vez maior”, descreveu o comandante.

A cerimônia teve a participação de autoridades civis e militares. Foram entregues 42 medalhas, com as honrarias da Ordem do Mérito Militar, Medalha Exército Brasileiro, Medalha do Pacificador, Medalha Mérito Blindado e Medalha Corpo de Tropa.

Governador destaca parceria e papel do Exército no desenvolvimento do Brasil
Governador acompanhou cerimônia na sede do CMO

Outras personalidades que fazem parte do Governo do Estado também foram homenageadas no evento, entre eles o secretário estadual de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, assim como o comandante da Polícia Militar, Renato dos Anjos Garnes e o comandante do Corpo de Bombeiros, Frederico Reis Pouso.

O Dia do Exército é celebrado em memória à Batalha dos Guararapes, que ocorreu no dia 19 de abril de 1968, na capitania de Pernambuco. Neste dia os brasileiros e portugueses se uniram para combater a invasão holandesa. Desta força-tarefa para proteger o território surgiu o Exército Brasileiro.

Dia dos Povos Originários: Fernando é o 1º promotor de Justiça sul-mato-grossense de origem indígena

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Por trás de um termo de posse, um sorriso nos lábios e a sensação de um sonho realizado, está uma trajetória de persistência e superação do jovem indígena Fernando da Silva Souza Júnior, de 27 anos, da etnia Terena, natural da RID (Reserva Indígena de Dourados). Ele agora percorre novos caminhos como o 1º promotor de Justiça de origem indígena sul-mato-grossense, no estado do Pará.

Para conquistar o seu espaço, Fernando – que iniciou seus estudos na escola municipal Tengatui Marangatu, na RID, e depois como os demais jovens moradores da reserva foi para a cidade estudar – passou por muitas adversidades, mas que de acordo com ele, foram elas que o motivaram a seguir firme em seu sonho.

“O período de estudos na cidade, foi de muita dificuldade, das mais diversas, mas ressalto o preconceito racial como a principal delas. Foram inúmeros episódios, em que vivi situações de racismo explícito, que influenciaram, e muito, no desenvolvimento de minha personalidade. Porém, nunca permiti que fosse barreira aos meus sonhos e projetos no âmbito educacional”, detalha.

Dia dos Povos Originários: Fernando é o 1º promotor de Justiça sul-mato-grossense de origem indígena
Promotor de Justiça Fernando da Silva Souza Júnior

Hoje o jovem promotor ocupa um cargo de poder, o que é fundamental para garantir a representatividade e a inclusão do povo indígena, proporcionando a voz própria e legítima para defender os interesses e direitos, contribuindo para a promoção da igualdade, da justiça social e do respeito à diversidade cultural.

“Eu sempre soube o que eu queria desde criança, sempre sonhei me formar e trabalhar na área do direito. Após minha faculdade, percebi que o direito possui inúmeras vertentes, todas com sua importância para a sociedade. O trabalho exercido pelo Ministério Público, quando desempenhando com dedicação e visão ampliada, é um trabalho incrível. O promotor de justiça, como o próprio nome diz, possui a função de promover à justiça na sociedade como um guardião da Lei, na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”, ressalta.

A conquista representou orgulho para a população indígena sul-mato-grossense, uma vez que o Estado possui a 3ª maior população indígena do país com o total de 116,3 mil pessoas (4,22%) dos habitantes do Estado, distribuídos em 8 etnias e 32 territórios.

“A preparação para concurso público é extremamente difícil. São inúmeras renúncias que é necessário fazer. Tive que abrir mão de muita coisa: lazer, tempo com a família, tempo com amigos. Foram anos de muito estudo e dedicação, finais de semana trancado num quarto estudando, noites e noites na biblioteca de minha antiga faculdade estudando, após um dia todo de trabalho. Desgaste emocional, físico e material, porém, não me arrependo de nada, faria tudo de novo. E eu gostaria de dizer aos jovens indígenas de Mato Grosso do Sul, que lutem por seus sonhos”.

Fernando agora tem a missão de levar suas perspectivas e experiências para dentro do sistema judiciário, em Santa Luzia do Pará, região do nordeste do Pará, a 200 quilômetros da capital Belém.

“Divido essa responsabilidade com um colega e amigo, Dereck Luan Vasconcelos, indígena do Estado do Pará, que ingressou no Ministério Público juntamente comigo. E é uma responsabilidade grande, porque devemos ser agentes multiplicadores em meio ao nosso povo indígena. Trago comigo uma representatividade em que quero muito que seja motivo de orgulho para meu povo, e quero muito, ser propulsor para a construção de muitos outros sonhos dentro de nossas comunidades indígenas, em especial às do ‘meu Mato Grosso do Sul’. E, certamente estarei de alguma forma encontrando caminhos e mecanismos para conseguir ser esse agente multiplicador”.

A presença de jovens indígenas em cargos na justiça também vem como um exemplo inspirador para outras pessoas de suas comunidades, incentivando a busca por mais representatividade e protagonismo em diferentes esferas da sociedade. A diversidade de vozes e experiências enriquece o debate e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

“Jamais admitam limitações, pois nós podemos chegar onde quisermos. É claro, com muito empenho e dedicação. E eu sei que temos inúmeros talentos e jovens empenhados dentro das comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul. Sonhem, busquem, lutem e realizem”, finaliza Fernando.

Novos caminhos para as políticas públicas

O Governo do Estado vem a cada ação valorizando e reconhecendo a identidade cultural dos povos indígenas, impulsionado a realidade destas comunidades para novas possibilidades voltadas à realidade local, com foco nessa transformação social.

Para a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, as políticas públicas para os povos indígenas são importantes em vários aspectos.

“Em destaque para o desenvolvimento sustentável que as políticas públicas são cruciais para garantir a proteção dos direitos, o bem-estar e a preservação cultural das comunidades indígenas. Ao priorizar políticas inclusivas e respeitosas, podemos fortalecer essas comunidades, promovendo sua autodeterminação, dignidade e prosperidade. Sendo essencial o que estamos fazendo, que é trabalhar em parceria com os povos indígenas para criar e implementar ações que atendam às suas necessidades e aspirações, promovendo assim uma sociedade mais justa, equitativa e culturalmente rica para todos. Para que mais jovens possam trilhar novos caminhos, seguindo seus sonhos como o Fernando”, explica a secretária.

Jaqueline Hahn Tente, SEC

Fotos: Arquivo pessoal

Renda dos 10% mais ricos é 14,4 vezes superior à dos 40% mais pobres

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Em 2023, os 10% da população brasileira com maiores rendimentos domiciliares per capita tiveram renda 14,4 vezes superior à dos 40% da população com menores rendimentos. Essa diferença é a menor já registrada no Brasil. Os dados fazem parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que os 10% da população com maior rendimento domiciliar por pessoa tiveram, no ano passado, renda mensal média de R$ 7.580. Já os 40% dos brasileiros com menor rendimento obtiveram R$ 527. Ambos os valores são os maiores registrados para cada faixa de renda.

Em comparação mais extrema, o 1% da população com maior rendimento tinha renda mensal (R$ 20.664) que chegava a 39,2 vezes à dos 40% de menor renda. Em 2019, a diferença era de 48,9 vezes – a maior já registrada.

Redução da diferença

A diferença de 14,4 vezes entre os 10% das maiores faixas de renda e os 40% das menores é a mesma de 2022. Em 2019, antes da pandemia de covid-19, a relação estava em 16,9 vezes. O ponto mais desigual – 17 vezes – foi atingido em 2021, auge da pandemia.

A série histórica do IBGE teve início em 2012, quando a relação era de 16,3 vezes. Desde então, os menores rendimentos cresceram em proporções superiores aos do topo da pirâmide. Por exemplo, os 5% menores rendimentos tiveram evolução de 46,5%, e os localizados entre 5% e 10% menores subiram 29,5%. Na outra ponta, a faixa dos 10% maiores cresceu 8,9%.

Em janela de tempo mais curta, também é possível encontrar um estreitamento da diferença. Em 2019, os 40% da população com menores rendas tiveram evolução nos rendimentos de 19,2%. Já os 10% com maiores rendimentos aumentaram registraram aumento de 1,51%.

Entre 2022 e 2023, enquanto o rendimento médio domiciliar por pessoa cresceu 11,5%, o segmento dos 5% mais pobres teve elevação de 38,5%.

Fatores

Para o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto, três fatores podem explicar o crescimento mais intenso da renda dos grupos mais pobres da população. Um deles está relacionado aos programas sociais, em especial o Bolsa Família, que chegou a R$ 600, com inclusão de R$ 150 por criança de até 6 anos e o adicional de R$ 50 por criança ou adolescente (de 7 a 18 anos) e por gestante.

Outra explicação é a expansão do mercado de trabalho, com a entrada de 4 milhões de pessoas no número de ocupados. “Pessoas que não recebiam o rendimento de trabalho passaram a receber”.

O pesquisador cita ainda o aumento do salário mínimo acima da inflação. “O que afeta não apenas o rendimento do trabalho, mas também o rendimento de aposentadorias e pensões e outros programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC – um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade).

Em 2023 o salário mínimo teve dois reajustes e, em maio, passou a valer R$ 1.320

A pesquisa do IBGE classifica como rendimento todo o dinheiro obtido por meio de trabalho (considerando pessoas com 14 anos ou mais de idade), aposentadoria, pensão, aluguel e arrendamento, pensão alimentícia, doação e mesada de quem não é morador do domicílio, e a categoria outros, que inclui rentabilidades de aplicações financeiras, bolsas de estudos e programas sociais do governo – como Bolsa Família/Auxílio Brasil, seguro-desemprego e BPC.

Massa de rendimento

Brasília (DF) 19/04/2024 - Matérias IBGE PnadRendimentos.Arte EBC

IBGE Pnad/Rendimentos – Arte EBC

Outra forma de observar a desigualdade no país é ao analisar a distribuição da massa de rendimentos a cada segmento da população. Em 2023, essa massa foi a maior já estimada para o país, alcançando R$ 398,3 bilhões, um crescimento de 12,2% a mais que o de 2022, quando foi de R$ 355 bilhões.

A parcela da população brasileira com os 10% dos menores rendimentos respondia por apenas 1,1% dessa massa. Ou seja, de cada R$ 100 de rendimento do país, R$ 1,1 era recebido por 10% da população com menor renda.

Já os 10% dos brasileiros no topo da pirâmide recebiam 41% da massa de rendimentos. Isto é, de cada R$ 100, R$ 41 foram recebidos pelos 10% de maior renda. Para se ter uma ideia do tamanho da concentração, os 80% dos brasileiros com menores renda detinham 43,3% da massa nacional.

Entre 2022 e 2023, a desigualdade entre topo e base da pirâmide piorou um pouco. A participação dos mais ricos passou de 40,7% para 41% da massa. Para os mais pobres houve acréscimo de 1 para 1,1%. Comparando antes e depois da pandemia, houve redução da desigualdade. A participação dos mais ricos caiu de 42,8% (recuo de 1,8 ponto percentual); e a dos mais pobres subiu de 0,8% (elevação de 0,3 ponto percentual).

Índice de Gini

A pesquisa do IBGE mostra o comportamento do Índice de Gini, uma ferramenta que mede a concentração de renda da população. O indicador varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade.

O indicador de 2023 ficou em 0,518, o mesmo de 2022 e o menor já registrado pela série histórica iniciada em 2012. O ponto mais desigual foi em 2018, quando alcançou 0,545. 

O analista Gustavo Geaquinto explica que se a análise fosse apenas com o rendimento proveniente do trabalho, haveria pequena variação positiva do Índice de Gini, ou seja, aumento da desigualdade. Mas o movimento foi compensado por efeitos de programas sociais.

“Esse efeito, sobretudo do Bolsa Família, contrabalançou isso, beneficiando principalmente os domicílios de menor renda, de forma a manter a estabilidade desse indicador”, diz.

Com ações habitacionais e de saneamento básico em expansão, Governo de MS e Caixa definem projetos

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Com projetos em desenvolvimento nas áreas de habitação e saneamento básico, Mato Grosso do Sul se prepara para expandir a execução de ações que vão melhorar a vida da população.

O governador, Eduardo Riedel, recebeu o presidente da Caixa Econômica Federal, Antônio Carlos Vieira, na manhã desta sexta-feira (19), em uma reunião técnica para discutir os futuros investimentos do Estado e as parcerias com o apoio da instituição.

No encontro o Governo do Estado apresentou alguns dos projetos já em execução e sinalizou as próximas ações que devem receber financiamento da Caixa.

“Foi conversado sobre as oportunidades na área de habitação e de saneamento. A Caixa apresentou o que pode oferecer. Foi uma reunião mais técnica nesse sentido, do Governo reforçar as operações, as parcerias que já existem”, explicou a diretora-presidente da Agehab (Agência de Habitação Popular), Maria do Carmo Avesani Lopez.

Com ações habitacionais e de saneamento básico em expansão, Governo de MS e Caixa definem projetos
Com ações habitacionais e de saneamento básico em expansão, Governo de MS e Caixa definem projetos

O Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado do Brasil a ser contemplado com a nova edição o programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal. Em fevereiro, o Governo do Estado firmou parceria com o Ministério das Cidades para construção de 194 moradias em Ivinhema (134) e Campo Grande (60), como parte da retomada do programa habitacional no país.

“A Caixa veio fazer um reforço, para dizer que é sempre parceira nas operações e se comprometeu em dar agilidade nas operações que estão em fase de negociação, análise para a finalização. Eu destaco o subsídio para que as famílias do Estado, que queiram adquirir um financiamento, podem obter a entrada, no caso de imóvel financiado”, explicou Maria do Carmo.

Outra frente de trabalho do Estado – com financiamento da Caixa em alguns projetos – é na área do saneamento básico. “São novos investimentos em água, que tem cobertura universal nos municípios que atendemos, e não pode faltar. Temos um compromisso com a manutenção da excelência dos serviços oferecidos. Os investimentos são para melhorar a captação, reservação e distribuição”, disse o diretor-presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Renato Marcílio.

Com ações habitacionais e de saneamento básico em expansão, Governo de MS e Caixa definem projetos
Com ações habitacionais e de saneamento básico em expansão, Governo de MS e Caixa definem projetos
Com ações habitacionais e de saneamento básico em expansão, Governo de MS e Caixa definem projetos

Este ano o Governo do Estado deve investir aproximadamente R$ 130 milhões rem recursos próprios e vai receber mais R$ 77 milhões em financiamento da Caixa para atender nove municípios.

O secretário Hélio Peluffo (Seilog) também participou da reunião juntamente com outros executivos da CaiXa, Augusto Vilhalba (superintendente de Rede), Márcio Fonseca (superintendente de Governos), Thiago Barros (superintende de Habitação) e Carlos Fábio (gerente de Governo).

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

Prefeitura de Juti retifica edital de Concurso Público com remunerações de até R$ 11,9 mil

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Foto: Divulgação

No estado de Mato Grosso do Sul, a Prefeitura de Juti anunciou uma nova retificação do Concurso Público, com o objetivo de preencher 36 vagas, além de formar cadastro reserva, para profissionais de níveis fundamental, médio/técnico e superior.

O documento (retificação III) determina a prorrogação da suspensão temporária do certame e anuncia que as inscrições estarão reabertas no período de 29 de abril de 2024 a 31 de maio de 2024. Os interessados poderão se inscrever pelo site do Instituto Unique, com taxas de R$ 50,00 a R$ 150,00. A publicação esclarece ainda que um edital retificador será publicado posteriormente com um novo calendário e adequações necessárias.

De acordo com o edital, as oportunidades são para os seguintes cargos: Agente de Apoio Administrativo; Eletricista; Auxiliar de Serviços Diversos; Cozinheiro; Motorista I; Motorista II; Operador de Máquinas Pesadas; Operador de Máquinas Leves; Pedreiro; Fiscal Tributário (1); Monitor de Ensino (4); Técnico Em Enfermagem (17); Técnico em Enfermagem (1); Técnico em Segurança do Trabalho (3); Agente Administrativo; Auxiliar de Saúde Bucal; Técnico em Radiologia; Contador (1); Professor de Educação Infantil (2); Professor de Ensino Fundamental – 1º, 2º e 3º Ano (2); Professor de Ensino Fundamental – 4º e 5º Ano (2); Professor de Educação Especial (1); Professor de Educação Física (1); Professor de Artes (1); Analista de Recursos Humanos; Assistente Social; Enfermeiro; Farmacêutico – Bioquímico; Biomédico; Nutricionista; Fisioterapeuta; Farmacêutico; Médico; Médico Veterinário; Psicólogo.

Para concorrer a uma das vagas é necessário que o candidato comprove o nível de escolaridade exigido para a função em que deseja atuar, tenha idade mínima de 18 anos, dentre outros requisitos.

Ao serem admitidos, os profissionais deverão cumprir jornadas de 20 a 40 horas semanais e contarão com remuneração mensal de R$ 1.320,00 a R$ 11.940,25.

Classificação

A classificação dos candidatos será feita por meio de prova objetiva, além de prova de títulos para os cargos de nível superior e prova prática para os cargos de nível fundamental.

O conteúdo programático consistirá em questões de língua portuguesa, matemática, legislação, conhecimentos gerais e conhecimentos específicos.

Vigência

O prazo de validade do Concurso Público será de dois anos, a contar da data de homologação do certame, podendo ser prorrogado por igual período.

Câmara Municipal de Caarapó realizará sessão ordinária da segunda-feira (22) às 8h

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câmara de caarapó

Devido agenda em Campo Grande nesta segunda-feira (22), na assinatura de convênio com todos aos parlamentares – o presidente da Câmara Municipal, Gilberto Segóvia (PSDB) adiantará a sessão ordinária para as 8h da manhã.

De acordo com o presidente, o plenário estará aberto para quem quiser acompanhar a sessão que também será transmitida pela TV Câmara.

Caarapó mantém a tradição e vai realizar a 20ª Corrida do Trabalhador no dia 1º de maio

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Reunião entre representantes do Departamento de Esportes e parceiros, realizada na manhã desta sexta-feira, discutiu detalhes da corrida - Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Cultura (Semeec), por meio do Departamento de Esportes e Lazer, acaba de confirmar a realização da tradicional Corrida do Trabalhador, cuja 20ª edição ocorrerá no dia 1º de maio, com largada às 8h, defronte à guarita de segurança da prefeitura. A exemplo de anos anteriores, é aguardado um grande número de atletas locais e do Estado para o evento esportivo.

O Departamento de Esportes e Lazer divulgou que a iniciativa é uma forma de fomentar a prática do esporte no município, considerando que a prática esportiva ajuda na redução dos riscos de doenças, configurando-se como uma forma de integração social e de auxílio na manutenção de uma qualidade de vida saudável. Além disso, a iniciativa visa difundir a prática da corrida e estimular os iniciantes, através da aproximação familiar ao esporte, desenvolver um evento esportivo primando pela organização e segurança, aumentando a sua atratividade e potencializar as parcerias com instituições interessadas e os meios de comunicação de massa para envolver o maior número de participantes.

De acordo com o regulamento divulgado pela coordenação do evento, as inscrições poderão ser feitas até o dia 22 de abril, de modo online, no endereço eletrônico kmaisclub.com.br, limitadas a 300 participantes, devendo o interessado, em contrapartida, doar um quilo de alimentos não perecíveis, que serão doados para entidades filantrópicas. Até a manhã desta sexta-feira, restavam apenas 10 vagas.

A corrida será disputada em seis categorias no gênero feminino e sete masculinas, sendo: 12 a 16 Anos Feminino Ano Base (2012 a 2008); 17 a 30 Anos Feminino Ano Base (2007 a 1994); 31 a 40 Anos Feminino Ano Base (1993 a 1984); 41 a 50 Anos Feminino Ano Base (1983 a 1974) e acima de 51 Anos Feminino Ano Base (1973). 12 a 16 Anos Masculino Ano Base (2012 a 2008); 17 a 30 Anos Masculino Ano Base (2007a 1994); 31 a 40 Anos Masculino Ano Base (1993 a 1984); 41 a 50 Anos Masculino Ano Base (1983 a 1974); 51 a 60 Anos Masculino Ano Base (1973 a 1964); acima de 61 Anos Masculino Ano Base (1963). VISITANTE FEMININO: Ano Base (2012 Acima) e VISITANTE MASCULINO: Ano Base (2012 Acima).

A premiação da prova será constituída de medalhas, troféus, aparelhos de telefonia celular, bicicletas, camisetas personalizadas e tênis, conforme a categoria e a classificação do atleta.

A retirada do kit do atleta (camiseta e chip) deverá ser feita pelos inscritos nos dias 26 e 29 de abril, entre 8h e 12h, no Departamento de Esportes – Avenida Duque de Caxias, antiga Escola Narciso Meneses, mediante a apresentação do documento de identidade.

A realização da 20ª Corrida do Trabalhador é da Prefeitura Municipal (Secretaria de Educação, Esportes e Cultura /Departamento de Esportes e Lazer), com apoio do Corpo de bombeiros, Polícia Militar, Secretarias Municipais, SEMEEC, FETAC, Câmara Municipal Caarapó, Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), SETESCC (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), e Associação de Atletismo Caarapó AAC Runners.

Vereador Negão pede utilização e Drones no combate da dengue em Caarapó

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Foto: Assessoria

O vereador Wenderson Willian o “Negão” (PP) encaminhou indicação ao prefeito André Nezzi (PSDB) com cópia à Coordenadoria Municipal de Controles de Vetores e à Secretário Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, solicitando a utilização de Drones agrícolas na aplicação de bioenseticida no combate e controle da Dengue.

A iniciativa do vereador visa alcançar lugares que o fumacê não alcança, dentre eles, terrenos fechados e áreas de difícil acesso. “Eu acredito que seria uma forma mais eficiente e abrangente de combater a proliferação do mosquito da dengue”, argumenta o vereador.

O parlamentar afirmou que vai alinhar conversa com os setores competentes no sentido de viabilizar esse essa aplicação de bioinseticida de forma rápida e eficaz.

Alerta Ambiental: Lia Nogueira reivindica reparo do alambrado na APA do Lajeado

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Fotos: Assessoria

Preocupada com a preservação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lajeado, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) solicitou o empenho da Prefeitura de Campo Grande para que seja realizada a restauração do alambrado de proteção da área, ao longo de todo o trecho situado no complexo residencial Maria Aparecida Pedrossian, composto por cerca de 10 bairros.

Conforme apontado pela deputada, sua proteção tem sido negligenciada devido à falta de manutenção do alambrado que circunda a área, sendo frequentemente danificado por vândalos ou deteriorado pela ação do tempo.

“Em vários pontos, especialmente na região do bairro Maria Aparecida Pedrossian, a vegetação invadiu o alambrado ou árvores caíram sobre ele, derrubando-o. Além disso, há relatos da população sobre indivíduos que romperam o alambrado para utilizar a mata como esconderijo para práticas ilícitas, consumo de drogas e até mesmo para o descarte de lixo, incluindo móveis, resíduos de construção e animais mortos. Essas atividades comprometem não apenas a biodiversidade, mas também a segurança dos moradores”, explica a deputada, destacando que a reserva abriga uma variedade de espécies, como macacos, quatis, cutias e antas, e tem sua preservação ameaçada devido ao fácil acesso à área urbana.

Lia Nogueira pontua ainda que, nos últimos tempos, moradores têm observado antas atravessando o prolongamento da Avenida Marinês Souza Gomes, o que representa um risco para os motoristas, especialmente à noite, devido à visibilidade reduzida. “Esta situação nos preocupa ainda sobre a questão da segurança viária e destaca a necessidade de medidas para proteger tanto os animais quanto os usuários da via”, ressalta a parlamentar.

A APA do Lajeado é uma reserva significativa, com uma área de aproximadamente 3.560 hectares, localizado no sudoeste da cidade, e uma fonte crucial de abastecimento de água para o município, pois o Córrego Lajeado é o segundo maior sistema produtor de água (13%), ficando atrás apenas do Córrego Guariroba (40%).

DOF apreende carreta bitrem carregada com carga milionária de cigarros contrabandeados em Mundo Novo

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Foto: Assessoria/DOF

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam nesta quinta-feira (18), na BR-163 em Mundo Novo, uma carreta Iveco Stralis, acoplada a dois semirreboques, carregadas com cigarros contrabandeados do Paraguai. Na ação um homem de 42 anos foi preso em flagrante.

Os militares faziam policiamento pela rodovia, zona rural do município, quando abordaram o condutor da carreta. Durante entrevista, o motorista apresentou uma nota fiscal falsa, informando que estaria carregado com soja.

Ao ser solicitado que retirasse a lona dos semirreboques, o homem afirmou aos policiais que estava carregado com cigarros contrabandeados do Paraguai. Segundo o autor, ele havia pego a carreta na cidade de Japorã e levaria até o estado de Santa Catarina.

Ao todo, foram apreendidos 46.500 pacotes, avaliados em aproximadamente R$ 2,9 milhões. A carreta, com os materiais contrabandeados, foi encaminhada à Receita Federal de Mundo Novo e o condutor foi entregue à Delegacia da Polícia Federal de Naviraí.

Veículo roubado no Paraná é recuperado pelo DOF em Itaquiraí

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Foto: Assessoria/DOF

Policiais Militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) recuperaram na madrugada desta sexta-feira (19), um veículo Honda Civic de cor preta, que havia sido roubado no dia 4 de abril do corrente ano na cidade paranaense de Assis Chateaubriand.

Os militares realizavam um patrulhamento ostensivo e preventivo pela rodovia BR-487, área rural do município, quando visualizaram dois indivíduos empurrando o Civic. Durante a abordagem e checagem dos agregados do carro localizou-se o registro criminal de veículo roubado no Estado do Paraná.

O homem (19) e o adolescente (17) disseram que foram contratados para pegar o Honda nas proximidades do Assentamento São João e levá-lo até a cidade de Itaquiraí. A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Civil em Itaquiraí, onde ambos os detidos foram entregues, juntamente com o veículo. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 72 mil.

Delegação da Melhor Idade de Iguatemi retorna após encerramento dos Jogos Estaduais

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Foto: Divulgação

A primeira etapa dos Jogos Estaduais da Melhor Idade de Mato Grosso do Sul teve seu encerramento nesta quinta-feira, dia 18. A delegação iguatemiense participou das provas individuais e de duplas, que tiveram início na terça-feira, dia 16, na capital Campo Grande. A competição contou com a participação de 35 municípios nas seguintes modalidades: Atletismo em duas categorias (60+ e 70+), Damas, Dança de Salão nas duas categorias (60+ e 70+), Dominó, Malha, Sinuca, Tênis de Mesa, Truco (ponto acima) e Xadrez.

De acordo com a Secretária Municipal de Assistência Social, Cecília Welter Ledesma, que acompanhou a delegação, o mais importante é que os jogos buscam sensibilizar a sociedade para novas formas de participação da pessoa idosa, proporcionando a integração e o convívio social. E isso é fundamental para a troca de experiências com as demais gerações, contribuindo para aumentar a autoestima e, consequentemente, a qualidade de vida dos idosos.

O grupo iguatemiense ficou em 3º lugar geral no atletismo e conquistou o tricampeonato na prova dos 100 metros Rasos Feminino Categoria 70+. Nas outras modalidades, foram eliminados nas quartas de finais.

Riedel demonstra força e confirma mais da metade dos prefeitos de MS em evento

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O governador Eduardo Riedel reunirá os prefeitos de MS na Capital - Foto: Arquivo / Correio do Estado

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), promoverá na próxima segunda-feira (22), o evento mais abrangente de sua administração, desde que ela teve início, em janeiro de 2023.

Até ontem à tarde, 75 dos 79 prefeitos do Estado já haviam confirmado presença no evento, que será realizado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

O evento em questão é o lançamento do programa MS Ativo Municipalismo.

O evento que será liderado por Eduardo Riedel resulta de centenas de reuniões e encontros que o governador de Mato Grosso do Sul teve com prefeitos, vereadores e outras lideranças comunitárias, para alinhar as diretrizes do programa.

O Municipalismo Ativo começou a ser construído por Eduardo Riedel quando o deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) comandava a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) no ano passado, e foi concluído neste ano, já sob a liderança do atual secretário Rodrigo Perez.

Ao contrário dos outros programas que usavam o termo municipalismo, lançados na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB), antecessor de Eduardo Riedel, a versão atual do programa chega repaginada.

Ela não tem o foco ajustado apenas para a realização de obras, mas para investimentos em áreas diversificadas.

No programa que será lançado na próxima segunda-feira, Riedel espera espalhar para os municípios o conceito que vem aplicando em sua administração e que virou um mantra entre os servidores e secretários: o da transversalidade.

O Municipalismo Ativo contemplará investimentos em educação, saúde, em áreas sociais, além da própria infraestrutura.

A ajuda do governo também não é de graça, é preciso uma contrapartida, que não é financeira: os prefeitos devem se comprometer a melhorar os indicadores de seus municípios, e a fiscalização da melhoria dos indicadores e do acompanhamento dos processos é feita pelo próprio governo, tendo como líder neste processo a Controladoria Geral do Estado.

Mas o evento, claro, vai muito além da técnica. Riedel tem tudo para reunir quase todos os prefeitos de Mato Grosso do Sul na próxima segunda-feira no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, a partir das 16h30.

Nos bastidores, se comenta que para um gestor que é criticado por setores do próprio partido que ainda tem dificuldades na questão política, não é nada mal.

A data do evento, no fim do mês de abril, também é simbólica.

Muitos destes prefeitos estão em busca da reeleição ou de fazer seus sucessores, e a aproximação com o governo de Mato Grosso do Sul é importante para os dois lados na troca de apoio político

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo

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Uma pequena comunidade em número, mas gigante no talento de contar a história de um povo através da pintura e do bordado das folhagens e animais presentes no território Ofayé.

Na aldeia localizada a pouco menos de 10 quilômetros de Brasilândia, câmeras e microfones disputavam espaço para registrar o feito inédito que acontecia ali. Em 2.475 hectares, as 126 pessoas das últimas 32 famílias Ofayé do mundo, ganharam a atenção do País pelo que move a comunidade.

Ramona Coimbra Pereira tem 40 anos, é uma das lideranças da aldeia, vice-cacique, está à frente do grupo de artesãs, e quem em ofayé se chama “Fokoi Fwara”. “Significa pé de tamanduá, que é igualzinho ao pé de um bebê. Meu avô, assim que me viu, viu meu pé e que era igual, ficou Fokoi Fwara”, conta. 

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
“Fokoi Fwara”, que em ofayé quer dizer “Pé de tamanduá”, Ramonaé vice-cacique da comunidade Ofayé. (Foto: Bruno Rezende)

Embora seja da etnia Ofayé, Ramona nasceu longe do território, no período em que seu povo foi expulso da terra e viveu entre os Kadiwéu, próximo a Bodoquena. “Lá tem uma extensão muito grande, e acharam que o Ofayé ia se adaptar lá, mas não se adaptou porque a realidade de lá é totalmente diferente daqui. Os Ofayé sempre viveu aqui, a vida toda, desde sempre, à beira do rio, desde Taquarussu, Ivinhema, essa região todinha subindo e descendo sempre foi a região dos Ofayé”, contextualiza. 

O artesanato ressurgiu na comunidade em meados da década de 2010, através de cursos que ensinaram as mulheres a transpor o desenho da memória para o tecido. Até então, a história da etnia vinha sendo passada para a arte apenas através do arco e flecha. “As outras coisas não tínhamos mais, se perderam. Quando veio esse projeto para a aldeia, foi de alguma forma para revitalizar a história do povo”, lembra a vice-cacique.

O trabalho feito junto às mulheres “tirou” o desenho delas, para que se tornassem pinturas e bordados. “Não é que ensinaram a copiar, mas ensinou a tirar o desenho dela. Tipo: imagina um tatu, eu vou desenhar um tatu. Não vai ser igual. Você vê que os desenhos são todos diferenciados, é quase parecido, mas não é. É a imaginação delas”, explica Ramona.

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Entre máquinas de costura, tecidos, bordados e pinturas, a história do povo vem sendo passada adiante. (Foto: Bruno Rezende)
Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Na parede do ateliê, uma “colinha” com o nome e os pontos a serem bordados, de forma a “padronizar” o trabalho artesanal das mulheres ofayés. (Foto: Bruno Rezende)

Por trás do artesanato, o tema escolhido reflete a história, o pertencimento e também o medo de um povo que já disse adeus ao território. “Quando foram embora para outra terra, os animais ficaram tudo para trás, e isso daqui veio para trazer. Um dia, uma delas me falou que era importante desenhar os animais, ‘porque vai que um dia a gente perde de novo’?” reproduz a vice-cacique. 

Ao falar elas e delas, a vice-cacique se refere a 16 mulheres artesãs da região que passaram pelo 1º Empretec Indígena, realizado no início do mês de abril, no município de Brasilândia, em Mato Grosso do Sul, entre elas, a anciã Neuza da Silva, de 64 anos. 

“Nasci aqui na aldeia, nesse município mesmo, de pai e mãe Ofayé”, se apresenta. É dela a famosa toalha que despertou ainda mais o orgulho da cultura do povo ao aparecer em uma novela das 9, no ano passado. 

“Eu que fiz aquela toalha, quando eu vi, falei ‘ué, pra onde minha toalha foi parar?’ Eu nem acreditei né, Foi alguém que levou lá, que comprou, aí todo mundo ficou, veio em casa falar. Nem acreditei”, recorda.

A toalha tinha folhagens e animais, e desde então, dona Neuza segue recebendo pedidos para costurar mais. O bordado, a costura e a pintura foram aprendidos ali, na comunidade, e hoje são as atividades que ela mais gosta de fazer. “Gosto de tudo, costurar, bordar, pintar, tudo”. 

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Anciã, dona Neuza viu toalha feita na comunidade sair em novela das 9. (Foto: Bruno Rezende)

Uma das particularidades do trabalho do povo Ofayé é imprimir nas estampas também sua escrita, já que falantes, mesmo, da língua materna dá para se contar nos dedos. “Eu gosto de falar, mas eu não tenho mais ninguém para conversar comigo. Tem só minha prima, mas ela mora longe, e quando a gente se encontra, conversa em ofayé”.

Dona Neuza até tenta nos ensinar como cumprimentar alguém ao chegar no ambiente, mas passar a sonoridade para a escrita é tão desafiador quanto tecer a memória de um povo. 

“Pra quem não sabe é difícil, as letras mesmo eu não sei escrever nada”, diz a anciã que sonha em ver a continuidade da língua, da cultura e do artesanato nas próximas gerações da família. “Meu sonho é ver meus filhos, meus netos, aprender também, né? É uma oportunidade. A gente não tinha nada, ninguém conhecia nós, nada. Agora vem bastante gente aqui passear, comprar, que a gente faz”, narra orgulhosa.

Artesanato que conta uma história

Cacique da comunidade Ofayé Anodhi, única aldeia da etnia no País, Marcelo da Silva Lins, escreve e explica que ‘Anodhi’, significa “nossa terra”, território hoje ocupado por 32 famílias e que contabiliza os 126 últimos Ofayés do mundo.

Aos 40 anos, ele vem de uma família de Ofayés, filho da anciã Neuza, e que sabe de cor a história de seu povo. Para chegar ao bordado e às pinturas de hoje, o cacique avisa que é preciso costurar presente e passado. “Tem que começar a contar um pouco da história da nossa população indígena Ofayé. Na década de 40 a 60, o nosso povo era estimado em 2.200 e poucos em número de população. Durante todas essas décadas, nós fomos massacrados, e perdemos muitas vidas”, ensina.

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Hoje cacique, Marcelo relembra infância ao falar da luta dos ofayés pelo território de origem. (Foto: Bruno Rezende)

Retirados do território tradicional em meados dos anos de 1960, e levados até a região de Bodoquena, a população não se adaptou, e tentou voltar sozinha para a “nossa terra”.

“Muitos morreram e muitos seguiram para outros lugares perdidos, sem saber a direção de voltar. Aqueles que voltaram e chegaram aqui nessa época da década de 60, 70, e não tinha mais nada. Foi assim que começou uma andança nas beiras de rodovia, fazendo acampamento até que se resolvesse a nossa questão fundiária. Nessa época, os nossos líderes, que hoje não estão mais aqui entre nós, travaram uma batalha por anos e anos. Me lembro que eu era criança nessa época, e aí eu ficava olhando as lideranças falando, falando, batendo naquela tecla”, narra Marcelo.

Até que a responsabilidade chegou em Marcelo, que conta ter estudado para aprender sobre o movimento indígena, de diferentes etnias, dentro e fora do Estado de Mato Grosso do Sul, e se tornar cacique. Mais adiante, ele também seria testemunha da resistência dos Ofaié através da linha. 

“Em 2011, nós juntávamos um grupo de 20 mulheres, encabeçado por minha mãe, dona Neuza, que é anciã, e aí começava a fazer e a pensar que hoje, no mundo que nós vivemos, o massacre que nós vivemos, perdemos a vida e perdemos a natureza, nós não temos mais os apreparos de fazer o arco e flecha, de fazer os nossos colares. E aí nós viemos adaptando aquilo que nós temos hoje, conseguimos realizar os nossos artesanatos, a passo lento de início, mas que ao longo do tempo, foi ganhando espaço. Começou a sair para a cidade do município, depois foi para outra cidade, depois foi para o estado, depois cruzou a fronteira do nosso Brasil, chegou a ir para a Espanha, Canadá, o nosso artesanato”, relata.

Empretec Indígena

Assim como as mulheres ofayé costuram bichos e folhas, a história entre o artesanato e o Empretec Indígena foi sendo tecida, a partir de conversas entre lideranças indígenas da etnia e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Na busca por ter o trabalho da comunidade mais valorizado e reconhecido, Marcelo Silva relembra que a primeira porta que se abriu para a ideia do Empretec Indígena foi através da Cidadania. “Conversando com a Secretária de Cidadania, ela pediu para mim contar um pouco da história do povo e eu falava. Ali nasceu a ideia de trazer o Empretec para a população indígena, e ela fez esse compromisso de fazer o primeiro dentro de um território indígena. Eu falava: ‘mas como, se nós somos tão pequenininhos em vista de outras grandes populações que temos em nosso Estado?”, recorda.

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Empretec Indígena floresceu em solo ofayé para valorizar ainda mais o trabalho das mulheres da comunidade. (Foto: Bruno Rezende)

Em números, Mato Grosso do Sul, segundo o IBGE é o terceiro estado com maior população indígena do País. São 116 mil habitantes indígenas, que estão presentes em todos os 79 municípios, e pertencem a oito etnias, a menor delas é a dos Ofayé.

“Pra mim, como liderança, como cacique, eu me sinto muito honrado, porque hoje a nossa população é uma das mais pequenas, mas a gente vê que também existe. E se está acontecendo aqui esse seminário é pela visão que tivemos dentro desse território, da vontade das mulheres em progredir, em crescer. Nós temos potencial de crescimento, isso foi provado nesses dias de aula, queremos e vamos conquistar os nossos espaços. Queremos buscar a nossa autonomia, a sustentabilidade do nosso povo sem deixar de ser indígena”.

Na prática

Facilitador do Empretec há 31 anos, o consultor do Sebrae/MS Francisco Júnior já levou formação para empreendedores, grandes produtores rurais, e agricultores de pequenas comunidades, mas faltava no currículo chegar até as comunidades indígenas. 

“Comecei a pensar num modelo de trabalho que poderia ser oferecido para eles, e aí esse modelo de trabalho que veio ao encontro exatamente com aquilo que a Secretaria da Cidadania quer, que é o empreendedorismo e sustentabilidade”, contextualiza Francisco. 

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Facilitador do Empretec, o analista do Sebrae/MS Francisco Júnior explica que metodologia foi adaptada para a realidade indígena da região. (Foto: Bruno Rezende)

O Empretec não é uma novidade em Brasilândia. O Sebrae MS encontrou junto à Prefeitura um grande parceiro para o desenvolvimento dos trabalhos, que deu o suporte para que as pesquisas começassem na comunidade, cerca de quatro meses atrás.

“A partir desse momento eu vim para cá, para a comunidade, entender, conversar, fazer entrevistas com as mulheres, com os homens, aquela coisa toda, e onde o Sebrae definiu que seríamos a primeira turma, e que seria feita com as mulheres”, completa o facilitador.

Francisco Júnior explica que a metodologia do Empretec se manteve íntegra, e apenas a “musculatura” se adequou à realidade indígena, também à medida em que a convivência entre eles se estreitava. “O que eu espero que vá mudar aqui? Já está mudado, as mulheres já estão querendo produzir o tempo inteiro, estão com a cabeça cheia de ideias. No seminário do Empretec, a gente substitui todos os conceitos técnicos de empreendedorismo por experiências reais. Eu mostro pra eles como é que se faz hoje para definir um objetivo, mostro como é que podemos melhorar a eficiência dentro de qualquer processo, como fazem e agora é com elas”, resume.

Primeiro Empretec Indígena do País floresce em solo Ofayé, entre pinturas e bordados que contam a história de um povo
Ao fundo, de branco, secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, junto com vice-governador José Carlos Barbosa e do ministr em exercício, Eloy Terena, em dança ofayé. (Foto: Bruno Rezende)

Para a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, o Governo do Estadod e Mato Grosso do Sul é instrumento para empoderar grupos indígenas, em especial, mulheres. 

“Autonomia, desenvolvimento sustentável, e para além disto, é pensar no empoderamento e para que também mude uma chave não para as populações indígenas, mas para a sociedade não indígena, de ver toda a potencialidade que as comunidades indígenas têm e que a diversidade cultural sul-mato-grossense passa pelas comunidades indígenas”, enfatiza.

Antropóloga, Viviane Luiza também pontua que o Empretec Indígena adaptou a metodologia para que realmente seja respeitada a cultura, as tradições e os saberes ancestrais. 

“O resultado é este, é uma prática que o Sebrae quer levar para todos os estados, os municípios que têm comunidades indígenas. Não tenho dúvidas de que, a partir de agora, a cultura indígena criou a capilaridade e vai para o Brasil afora, para o mundo com o primeiro Empretec Indígena”.

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania