25/06/2007 09:18

Valorização da arroba foi de 5,9% em MS

O preço da arroba do boi gordo acumulou valorização de 5,9% de janeiro a abril deste ano em Mato Grosso do Sul – a maior alta do período entre os dez Estados pesquisados pelo do Cepea/CNA (GO, MG, MT, MS, PA, PR, RS, RO, SP e TO), que juntos respondem por 81,38% do rebanho bovino nacional. Na média dos dez Estados, a cotação da arroba registrou valorização de 2,96% no primeiro quadrimestre deste ano.

Apesar da melhora relativa nos preços pagos aos pecuaristas do Estado, pesquisa do Cepea comprova que a evolução dos custos de produção, principalmente com mão-de-obra, tem impedido os investimentos em produtividade.

Desde março de 2003, os reajustes acumulados no salário mínimo elevaram os gastos com mão-de-obra em cerca de 90% naquelas propriedades que repassaram apenas o reajuste acompanhando o mínimo. Somente neste ano, o aumento do salário mínimo penalizou a contabilidade da fazenda, segundo o Cepea, com o reajuste de 8,57%. Desde o início desta pesquisa há 50 meses, a mão-de-obra tem sido o insumo que mais encarece, sem que os ganhos evoluam em patamares necessários para cobrir os aumentos.

Somente no mês de abril último, quando a cotação da arroba praticamente ficou estável em Mato Grosso do Sul (variando +0,02%), os custos com mão-de-obra representaram 30,4% dos custos operacionais efetivos da pecuária, na média, dos 10 Estados, configurando-se como o insumo de maior participação nos desembolsos do pecuarista.

Na avaliação do Cepe/CNA, o repasse total do mínimo para a mão-de-obra rural tem se mostrado negativo para o produtor, o que tem levado muitos a abandonar esse sistema de reajuste. Relatório da pesquisa confirma que alguns pecuaristas não indexam mais o salário rural às variações do mínimo, devido à falta de recurso para tal repasse.

Abril – No mês de abril, os custos operacionais efetivos da pecuária em Mato Grosso do Sul cresceram 2,86%, enquanto no acumulado de janeiro a abril a variação é de 4,04%. Na média de todo o País, as respectivas variações foram de 3,33% e 5,31%.

De acordo com o Cepea, além da mão-de-obra, o aumento dos custos em abril foi causado também por alta nos adubos e corretivos – reajustados desde o início do ano – e pela suplementação mineral, com mais intensidade em março e abril.

Na média dos 10 Estados, a pesquisa de abril verificou aumento de 4,3% nos custos com adubos e corretivos de um mês para outro, enquanto o aumento no mês anterior havia sido de 2,05%.

O aumento é motivado pela alta dos preços em dólar no mercado internacional puxada, segundo a Cepea, pela maior demanda por fontes nitrogenadas (milho EUA e cana no Brasil, por exemplo).

Também influencia o aumento dos custos a menor produção de fertilizantes, devido ao encarecimento do gás natural utilizado no processo fabril.

Fonte: Dourados Informa