03/02/2019 18:29

Reunião discute impacto da estiagem no agronegócio em Amambai

Convocada pelo Sindicato Rural, reunião prevista para às 18h30 desta segunda-feira (4) reunirá produtores rurais, Defesa Civil e representantes da Câmara Municipal e da prefeitura.

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O presidente do Sindicato Rural, Rodrigo Lorenzetti. Reunião tem por objetivo discutir medidas para amenizar o impacto provocado pela longa estiagem nas lavouras e no agronegócio em geral, em Amambai.

Vilson Nascimento

O Sindicato Rural de Amambai (SRA) promove no final da tarde desta segunda-feira, dia 4 de fevereiro, uma reunião para discutir ações mediante o impacto provocado pela falta de chuva no agronegócio no município.

A reunião prevista para acontecer a partir das 18h30 no salão de eventos anexo a sede do SRA, no centro da cidade, vai reunir representantes do setor produtivo, da Defesa Civil e do Poder Público, prefeitura e Câmara Municipal de Amambai.

Segundo o presidente do Sindicato Rural, em Amambai, Rodrigo Ângelo Lorenzetti, o objetivo da reunião é discutir com os segmentos públicos citados acima, ações e medidas administrativas, como um possível decreto de emergência, por exemplo, para tentar amenizar os danos provocados no agronegócio, sobretudo na lavoura, devido a longa estiagem registrada no município.

De acordo com Rodrigo Lorenzetti ainda não tem um levantamento detalhado tendo em vista a safra estar em andamento, mas só na cultura da soja estima-se uma perda média de 40% da produtividade em virtude da longa estiagem.

Segundo o técnico agropecuário Sérgio Costa Curta, do escritório de planejamento agrícola Agrotec, números oficiais indicam que já existe uma perda confirmada e irreversível de 33% na produção de soja em Amambai e esse número se altera para mais a cada dia sem chuva.

Em primeiro momento o impacto da falta de chuva é notório na agricultura, sobretudo na soja, cultura que ocupa praticamente 90% da área plantada na safra de verão, em Amambai, mas a falta de chuvas nesta época, que é conhecida como “período das águas” na região, também afeta o desenvolvimento das pastagens, vindo a impactar na pecuária lá na frente, no período de inverno, quando o capim não cresce em virtude das condições climáticas e o gado fica sem massa (capim seco) para se alimentar.

Matéria atualizada às 20h40 para acréscimo de informação.

Fonte: A Gazeta News