27/03/2007 10:23

Editorial "Dengue"

Clesio Ribeiro


            E até repititivo voltarmos a falar desse assunto: a Dengue. Na semana passada a Secretaria Municipal de Saúde de Amambai, informou 17 casos positivos em 78 notificações no município. O que já é bastante, sem contar alguns casos que não são registrados pela Secretaria, e as suspeitas que não se confirmam. A Dengue em Mato Grosso do Sul lembra a aftosa que nos prejudicou há dois anos. É preciso maior mobilização, mais divulgação e maior participação da comunidade. É preciso soar o alarme!

            Em Dourados, conforme informação da Secretaria Municipal de Saúde daquele município, existem 1.020 casos de Dengue, em 2.489 notificações. Nos municípios vizinhos de Amambai, não sabemos exatamente o índice de infestação, mas em todos, é possível que existam muitos casos, até sem diagnósticos confirmados.

            Com a aproximação do inverno a tendência é que a mobilização se afrouxe.  Daí é que mora o maior perigo, alertam os técnicos da Vigilância Sanitária. O ovo do mosquito Aedes Aegypti, resiste por 450 dias no seco, podendo ser transportado de um lugar para outro sob qualquer recipiente, e o mosquito dura até 45 dias. É uma praga muito resistente. Então se não houver um combate mais agressivo à doença agora, no próximo verão, o problema poderá ficar ainda maior nesse mesmo período de chuvas intensas.

            A maior arma contra a Dengue é a prevenção, porque combater o mosquito, praticamente invisível, que pode atacar principalmente as crianças é uma luta difícil. Além dos moradores que devem manter rigorosamente limpos os seus terrenos e  imóveis, calhas, evitar locais e objetos onde possam haver acúmulo de água, inclusive nos terrenos baldios, a cidade deve ser mantida limpa, até para que possa servir de exemplo aos seus moradores.

            Independente dos números oficiais da Dengue, que já são alarmantes, temos visto o comentário desse ou daquele indivíduo que está acamado com a doença, causando prejuízo até econômicos, já que além dos gastos com remédios, o paciente precisa ficar em repouso por vários dias. A guerra precisa ser intensificada para combater o mosquito. Por enquanto temos visto somente o avanço da doença em todo o Estado. É preciso reverter esse resultado.

Fonte: A Gazeta News