27/03/2007 06:30

Caso Juliana:Psicóloga contesta avaliação de médico

Vilson Nascimento

Segundo a psicóloga que atendeu Juliana Medina Botto momentos antes de sua morte, Verônica Berzuini, as manifestações comportamentais apresentados pela paciente não estavam relacionados a um possível problema mental como havia avaliado o médico Macedônio Meira no dia anterior, 15 de março, quando teria despachado encaminhamento afirmando que a paciente necessitava de avaliação psiquiátrica, mas sim por causa do seu quadro clínico.

“As alucinações que a paciente vinham apresentando desde o dia anterior, quando foi conduzida ao hospital não podem ser classificadas como desvio mental, mas sim reflexo das dores e do mal estar provocado pela doença”, disse a psicóloga.

Segundo Verônica ao manter contato com a paciente na manhã de sexta-feira, horas antes de sua morte, Juliana alternava momentos de lucidez e descontrole por conta das fortes dores que sentia.

“Solicitei apoio de uma enfermeira que me acompanhou durante a visita, onde foi constatado que Juliana estava com os pés e a cabeça gelada e o resto do corpo apresentava 38,5 graus de febre, por conta disso não tivemos dúvida em encaminhar a paciente de volta ao hospital, mas infelizmente foi tarde demais”, disse a psicóloga.

Fonte: A Gazeta News