26/03/2007 13:52

Brasil quebra recorde com plantio de um bilhão de árvores

O Brasil bateu o terceiro recorde histórico no plantio de árvores comerciais em 2006. Segundo levantamento divulgado nessa semana pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, esse foi também o quarto ano consecutivo de crescimento.
     
     Os produtores plantaram um bilhão de mudas de árvores, numa área de 627 mil hectares – 13% superior aos 553 mil hectares do ano anterior. Eucalipto, pinus e teca ocupam a maior parte da área plantada no ano passado, mas o estudo da Secretaria computou também o plantio de espécies como seringueira – principalmente em São Paulo e no Espírito Santo – e da árvore nativa paricá, na região Norte.
     
     A área plantada aumentou em todas as regiões, com destaque para Centro-Oeste (26%) e Sul (36%). O menor crescimento foi no Sudeste (3%), região que mantém, ao lado do Sul, as maiores áreas de produção do país: 72% em 2006.
     
     Os estados de Minas Gerais (145 mil hectares), São Paulo (98 mil) e Rio Grande do Sul (90 mil) detêm as maiores regiões de plantio. Já Amazonas, Acre e Rondônia ultrapassaram os 500 hectares plantados no ano passado (o estudo não incluiu unidades da federação abaixo deste número). Nos últimos três anos, subiu de 14 para 21 o número de estados com áreas de plantio comercial acima de 500 hectares.
     
     O estudo também revelou que houve crescimento da participação do pequeno e médio produtor florestal na atividade. A área plantada por esses dois grupos rurais cresceu 616% em quatro anos. Em 2002, eram apenas 7,8% do espaço de plantio. No ano passado, essa área saltou para um quarto do total da produção comercial do país.
     
     "Este crescimento da participação do pequeno produtor revela uma mudança no perfil social das florestas plantadas no Brasil, que tradicionalmente se concentrava em grandes plantios de empresas", explicou Tasso Azevedo, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente.
     
     Os dados divulgados pelo ministério foram levantados a partir do cruzamento de informações de secretarias estaduais de Meio Ambiente, empresas florestais e consumidoras de madeira, produtores de sementes, viveiristas e universidades. 

Fonte: 24 horas News