29/09/2007 11:50

MS 289:Falta de sinalização em rodovia deixa 5 feridos

Vilson Nascimento

A falta de sinalização em quebra-molas na rodovia MS 289 entre Amambai e Coronel Sapucaia no trecho que corta a Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia, acabou deixando pelo menos cinco universitários feridos na manhã desse sábado.

As vítimas, todas acadêmicas de educação física,da Faculdade Magsul de Ponta Porã, se deslocavam em um ônibus articulado em direção a Coronel Sapucaia para participar de uma manhã de lazer promovida pelos próprios acadêmicos e ao passarem pelo interior da aldeia indígena, por conta da pista molhada e a falta de sinalização vertical e horizontal, o motorista não percebeu a existência do quebra-molas, vindo a saltar por sobre o obstáculo.

Pelo menos cinco universitários foram parar no hospital com ferimentos. Dos feridos o estado mais grave foi o da acadêmica no 8º semestre de educação física Michele Levendosck de 21 anos. Segundo o professor João Barbosa a jovem, que é residente em Ponta Porã, estava bem, mas reclamava de dores pelo corpo e apresentava suspeita de luxação na coluna.

Ela foi retirada do ônibus de maca, encaminhada por uma ambulância da Prefeitura de Coronel Sapucaia para o hospital municipal local onde recebeu o atendimento de emergência e segundo o educador, seria removida, também de ambulância para um hospital em sua cidade de origem, Ponta Porã.

Problema antigo- O problema de falta de sinalização no trecho da rodovia MS 289 que corta a Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia é antigo e já provocou vários acidentes.

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) órgão do Governo do Estado responsável pela manutenção das rodovias estaduais em Mato Grosso do Sul, culpa os indígenas que retiram as placas de sinalização vertical para utilizar a madeira como lenha e a placa de ferro como “chapa” para fogões de lenha, porém não toma providências em buscar suprir o problema com permanentes manutenções e intensificação da sinalização horizontal que é praticamente inexististe, colocando em riscos motoristas e passageiros que passam pelo local, principalmente em períodos noturnos ou em dias chuvosos quando os três quebra-molas existentes no trecho de aproximadamente 3 quilômetros que corta a aldeia, que são bastante altos, ficam praticamente invisíveis.

Fonte: A Gazeta News