26/09/2007 08:30

Demorando acontecer as coisas no Governo, diz Londres

Vilson Nascimento

Após visitar vários municípios da região de fronteira e ouvir diversas reclamações de prefeitos, vereadores e de aliados políticos, que não cobram diretamente ao governo por temerem represálias, já que André Puccinelli tem fama de vingativo na região, o deputado estadual Londres Machado fez um desabafo e relatou em público que o Governo Estado tem que trabalhar começar a trabalhar e “fazer as coisas acontecerem em Mato Grosso do Sul”.

O discurso do deputado aconteceu no último sábado (22) durante um encontro do PR (Partido da República) em Caarapó com a presença de empresários e lideranças políticas e comunitárias do município.

“Temos a promessa que tudo funcione da forma que tem que funcionar no ano que vem, mas já está na hora do Governador André começar a cumprir as promessas que fez ao povo sul-matogrossense durante a campanha”, disse Londres Machado ao ressaltar que acredita no governo e espera uma brilhante administração.

Somente ações negativas- Até o momento, após quase dez meses no poder, tirando a realização de três obras emergências, que foi a recuperação de uma ponte e um aterro na rodovia MS 160 ligando os municípios de Tacuru e Sete Quedas e a reconstrução de outro aterro na rodovia MS 295 ligando Paranhos a rodovia MS 156, o governo de André Puccinelli só acumulou pontos negativos na região de fronteira no sul do Estado.

Foram cortes em programas sociais desenvolvidos pelo Governo e corte da “Bolsa Universitária” que acabou tirando de vários jovens pobres o sonho de cursar o ensino superior que tiveram de deixar a faculdade por não poderem arcar com as mensalidades.

A rodovia guaira-porã, que liga Ponta Porã a Eldorado e único meio de escoamento da produção agrícola da região só está em condições de rodagem graças aos prefeitos da região que tiraram recursos do próprio município para investir em manutenção que é de responsabilidade do Estado e inclusive tem imposto próprio para esses fins, que é o “Fundersul” que permanece sendo cobrado normalmente da classe produtora de Mato Grosso do Sul.

Essa falta de ação do Governo do Estado é bastante debatida em reuniões, transformando vereadores, prefeitos e lideranças políticas que apoiaram André Puccinelli em alvos de freqüentes cobranças, mas por medo de represálias, os aliados políticos muitas vezes absolvem as críticas e não levam ao conhecimento do Governo do Estado.

Fonte: A Gazeta News