26/09/2007 12:49

Amambai: Reforma traz melhorias para Hospital Regional

Suzana Cabral Machado

                Com mais de três décadas de existência, o Hospital Regional de Amambai, fundado em 1974, passa por uma reforma que trará melhorias no atendimento à população.

                O pré-projeto encaminhado em 2004 ao Ministério da Saúde previa de início, um orçamento de R$465 mil para benfeitorias no hospital. No entanto o projeto foi aprovado com um orçamento de R$ 280 mil – vindos do Ministério da Saúde – com uma contrapartida de R$28 mil por parte do município.

                De acordo com Meire Dutra Flores, diretor administrativo do hospital, o valor total de R$308 mil fez com que o projeto passasse várias vezes por uma adequação orçamentária.

                Com a redução da verba, a administração teve que estabelecer prioridades. Além da reforma, havia a necessidade de uma ampliação na estrutura.

                Por receber maior fluxo de pacientes, o Pronto Socorro foi a área escolhida para que se realizasse a reforma na estrutura física, bem como criação de sala de gesso, inalação e curativo.

                Para a ampliação, estão sendo construídos ala de recepção, sala de espera, três consultórios e quatro banheiros.

                “Na prática, serão utilizados apenas R$112 mil para a reforma do hospital, por isso a necessidade de priorizar áreas onde o fluxo de pacientes é maior, a fim de proporcionar melhorias nos atendimentos”, explica Meire.

                O terreno e o prédio do hospital eram de posse do Estado. Para a realização do projeto de reforma, Amambai teve que entrar com um pedido de doação na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para que o terreno fosse doado ao município, já que os repasses da verba são efetuados através da Prefeitura Municipal ao Hospital. Diante da necessidade, o Estado cedeu o terreno e o prédio ao município. A parceria entre prefeitura e hospital vem desde 1998.

O hospital - O Hospital Regional, ao contrário do que muitos pensam, não é uma instituição pública. A entidade é administrada pela Sociedade Amigos de Amambai, desde a década de 80. “O que existe são convênios com a prefeitura, de serviços prestados”, diz Meire.  Segundo ele, na época o hospital passava por uma desordem administrativa e ninguém queria assumir a sua administração.

                O administrador também acrescenta que a Sociedade Amigos de Amambai não realiza eventos em prol do hospital. “A população já está escaldada com relação a eventos dessa natureza. Outra coisa é o risco de levar prejuízo nessas promoções. Na prática, a contribuição disso é pouca”.

                Meire acrescenta ainda que manter a instituição é dever do Estado e não da população. “Não é a população que tem que financiar os gastos.”

                Ao todo, nove médicos atendem no hospital. De acordo com Meire, um dos itens a serem melhorados deve ser a eficiência na remuneração dos profissionais. “A tabela do SUS (Sistema Único de Saúde) está sem ser corrigida desde 1994. O médico recebe R$2,04 por consulta. Esse valor se eleva para R$2,87 a R$4,00 quando o atendimento é a nível de urgência ou emergência.”

                No hospital, a maior dificuldade é com relação ao fato de que a entidade tem que custear tudo com seus recursos e não sobra para investir em infra-estrutura.

                O Regional atende cerca de 1.500 pessoas por mês. O orçamento mensal de R$150 mil acaba sendo suficiente somente para os atendimentos, pagamentos dos funcionários e manutenção (alimentação, materiais de limpeza, etc). “Temos a necessidade de adquirir leitos novos. Os que estão aqui não atendem mais às normas com relação ao atendimento humanizado, com relação à acomodação do paciente. Não sobram recursos para a compra de equipamentos e nem para investir na área de hotelaria. Nós teríamos que ter aqui, há muito tempo, um sistema canalizado de ar e oxigênio, que facilitaria no atendimento. Hoje nós trabalhamos ainda com o cilindro de ar”, ressalta Meire.

                O hospital não possui parcerias com outros municípios. “O que é feito são as Programações Pactuadas Integradas (PPI’s) a nível de município, o que um pode oferecer ao outro de acordo com suas necessidades”, afirma Meire.

                A ampliação do espaço no Regional está prevista para terminar até o final do ano; depois se inicia a reforma do hospital, que deve durar cerca de três meses. A previsão para o término geral das obras é para março de 2008.

                O PNH – Plano Nacional de Humanização do Atendimento Hospitalar – prioriza o trabalho preventivo na saúde, com intuito de diminuir o número de internações. São metas quantitativas e qualitativas que incentivam o melhor atendimento aos pacientes.

                Uma dessas metas inclui a diminuição no número de pacientes internados. Atualmente, o Hospital Regional tem uma cota de 200 internações mensais. A forma encontrada pelo plano para que essa meta seja cumprida é o corte de determinada quantia na verba mensal da instituição.

                “Por isso o plano prioriza atenção ao atendimento básico e preventivo, para que não se ultrapasse a cota limite de 200 internações por mês”, afirma Meire.

Fonte: A Gazeta News