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terça-feira, 28 de abril de 2026

Justiça investiga astronauta por comércio ilegal

2007-07-09 04:34:37

A Procuradoria da Justiça Militar em São Paulo abriu inquérito para investigar possíveis crimes de “ato de comércio” praticados pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes. O processo, requerido pela procuradora-geral da Justiça Militar, Maria Ester Henriques Tavares, pede, inclusive, a quebra de sigilo fiscal e bancário de Pontes referente ao período de 2003 a 2006.

Há suspeitas de que ele teria participação em uma escola de Bauru, no interior paulista, e em um site de venda de artigos com o seu nome na internet. O Código Militar proíbe qualquer tipo de prática comercial, o que configuraria crime por parte do astronauta enquanto ainda era ativo na Aeronáutica.

Pontes, que é tenente-coronel, pediu afastamento da ativa menos de um mês após seu retorno da Estação Espacial Internacional (ISS), em abril de 2006. A entrada na reserva foi uma surpresa para a Agência Espacial Brasileira (AEB), que esperava contar com astronauta no serviço público para representar o programa espacial. Na ocasião, surgiram acusações de que Pontes cobrava por palestras e lucrava com a venda de artigos na internet. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Por meio de sua assessoria de imprensa, Pontes, que é blogueiro do site G1, negou as acusações e afirmou que as aparentes irregularidades já foram esclarecidas há muito tempo – a escola em Bauru seria de propriedade de sua mulher e administrada por seu irmão, e ele teria cedido sua imagem ao site gratuitamente enquanto ainda era membro das Forças Armadas.



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