2007-07-08 18:11:37
O estudante Maurício Teixeira da Costa, de 16 anos, que morreu há duas semanas, foi vítima de hantavirose. Ele morava em São Sebastião, numa casa de alvenaria ainda sem reboco, no Distrito Federal.
A doença é causada por um vírus e transmitida por ratos silvestres. Qualquer pessoa que tiver contato com as fezes ou a saliva dos ratos pode se contaminar. A evolução dos sintomas é rápida.
"Os sintomas são muito parecidos com os de uma gripe. Podem aparecer associados à febre e dor muscular, náuseas e vômitos, dor de cabeça ou dificuldade para respirar. Qualquer paciente que apresente esses sintomas e esteve em área rural nos últimos 60 dias, deve procurar assistência médica e relatar essas circunstâncias ao médico que o atender", disse o subsecretário de Vigilância da Saúde, Eduardo Guerra.
A Secretaria de Saúde considera que o tratamento da doença tem avançado desde que ela apareceu no Distrito Federal. Em 2004 foram 30 casos, sendo 15 mortes. Em 2005 foram 15 casos com quatro mortes. Em 2006, oito pessoas tiveram hantavirose e nenhuma morreu. Este ano, até agora foram sete confirmações da doença e uma morte.
Para prevenir a doença é preciso evitar a aproximação dos ratos silvestres. Por isso é importante manter a casa limpa e não deixar lixo acumulado em volta dos terrenos. "Além disso, quanto ao comportamento da pessoa em casa ou nos arredores, ela deve evitar aspirar o ar que contém o vírus, principal forma de contaminação. Ao varrer uma casa, é preciso ter cuidado para não levantar poeira", afirmou Eduardo Guerra.
Mesmo assim, em São Sebastião – um dos locais de foco da doença – muitos moradores continuam desinformados. "Eu ainda acho que ainda falta informação", disse um morador. "Quando tem um problema como esse, o pessoal cuida da limpeza, a administração entra em ação também. Mas, quando passa uns 15 dias, no máximo um mês, a cidade volta a ficar suja novamente", afirmou o agente comunitário de saúde Paulo Pires.












