2007-07-08 11:31:37
A mudança ou não de local de implantação da Escola Agrícola Federal
Essa foi a conclusão à qual chegaram as autoridades e assentados na audiência pública realizada na noite de sexta-feira no plenário da Câmara de Ponta Porã, pela Comissão de Educação, Saúde, Assistência Social e Ecologia do Poder Legislativo. O encontro foi marcado por manifestações e por discursos inflamados, que começaram às 19h30min e só terminaram por volta de 23h.
Centenas de moradores dos assentamentos da fronteira foram mobilizados pelo vereador Francisco Gimenez (PSB), autor do pedido da escola para o município. Na primeira reunião, realizada à tarde no Assentamento Itamarati houve muita reclamação pró e contra o local de instalação da escola. O próprio Gimenez conduziu a audiência.
Entre as autoridades presentes estavam, além de Chico Gimenez, o deputado federal Antônio Biffi, os secretários municipais de Governo e Comunicação, Eduardo Esgaib Campos (que representou o prefeito Flávio Kayatt) e de Educação, professora Maria Leny Antunes Klais, o presidente da Câmara Municipal de Coronel Sapucaia, Segundo Rocha (PT), os vereadores Osmar de Mattos e Dulce Manosso (PSDB), entre outros.
Como o deputado Biffi havia alertado, o movimento pela implantação da Escola Agrícola Federal no Assentamento Itamarati, ao invés de sua instalação no Assentamento Dorcelina Folador pode ter empecilhos por causa do prazo dado pelo Governo Federal à Prefeitura de Ponta Porã para envio do projeto, o que acabou forçando seu encaminhamento na versão original para não perder a obra.
Outra reunião vai tentar um acordo para manter ou mudar o local, atendendo reivindicação dos assentados da Itamarati. O secretário Eduardo Campos disse que primeiro o Executivo vai ouvir as reivindicações “e depois vamos ver se dá prá fazer; não queremos criar nenhum clima de confronto e muito menos armar palanque para políticos”, afirmou.
Grande parte da audiência foi ocupada por discursos de reclamações contra a Enersul, a prefeitura e o governo. De tudo um pouco, os assentados aproveitaram para protestar contra o monopólio na exploração das linhas de ônibus no assentamento e contra o corte de cestas básicas dos movimentos. A data da reunião de conciliação não ficou definida.











