2007-06-11 11:01:37
A Polícia Federal desencadeou na manhã de hoje, segunda-feira, 11, a operação ZAQUEU, em alusão ao personagem bíblico “Zaqueu”, homem muito rico, coletor de impostos, mas cuja fortuna não tinha uma origem muito lícita, para repressão aos crimes de contrabando, tráfico internacional de drogas, armas e agrotóxicos, além de lavagem de dinheiro, na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, principalmente na região de Mundo Novo.
Segundo a Polícia Federal a quadrilha é liderada por “Nasser Kadri” e por seu irmão, “Abid Kadri” e possui ramificações nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Goiás.
De acordo com a PF o grupo apresenta alto poder aquisitivo, com uma frota de vários caminhões, carros e motos de alto valor e um grande giro na compra e venda de veículos leves e pesados, na maioria das transações sempre colocados em nome de “laranjas”, com o auxílio de despachantes.
A Polícia Federal informou que Nasser e Adib eram auxiliados por Isabel Batista de Souza e Ademir de Lima que é policial militar e uma espécie de “faz tudo” a serviço da dupla criminosa, o único a não ser preso de imediato na região de Mundo Novo, mas teria que comunicado à PF, através de seu advogado, que irá se entregar.
Segundo a Federal o comprador dos produtos contrabandeados, especificamente agrotóxicos, era a empresa de nome fantasia “Sementes Carolina” com sede na cidade de Rondonópolis em Mato Grosso, de propriedade de homem identificado por Eloir Marchett. Também estão envolvidos no esquema, segundo a Polícia Federa, Alessandro Ferreira, o “Boi”, morador da cidade de Poços de Caldas em Minas Gerais, Marcelo Aparecido Alves, conhecido como “Tampa”, residente na cidade de Itapira em São Paulo, Valdir Trevisam e Gustavo Trecisam, residentes em Andradas em Minas Gerais, Roseno Caetano Ferreira Filho, morador de Mogi Mirim no estado de São Paulo e André Soares Costa, morador da região metropolitana de Belo Horizonte.
Em Mundo Novo, Nasser e Adib contavam ainda com apoio e participação, segundo a Polícia Federal, de Ali Kadri (pai) e Ramza (mãe), bem como sua irmã Jamili e a sobrinha e uma sobrinha da dupla para esconder provas e no crime de lavagem de dinheiro.
A operação para desbaratar o grupo contou com a participação de 100 policiais federais para cumprir 18 mandados de prisão temporária e busca e apreensão, nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Paraná.












