2012-05-19 12:45:00
Transmitida pelo mosquito Aedes Aegypt, a dengue pode causar problemas ainda mais sérios em pessoas que sofrem do coração.
Isso acontece porque os remédios utilizados por pacientes cardiácos, como a aspirina e o clopidogrel, impedem que as plaquetas se aglomerem, evitando a trombose.
O problema é que a dengue consome as plaquetas e aumenta a possibilidade de sangramento nas pessoas que tomam esses remédios.
O cardiologista do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Stephan Lachtermacher, destaca a importância de o doente cardíaco identificar logo os sintomas da dengue.
Depois disso, o cardiologista explica o que o doente deve fazer. ”Esse paciente tem que rapidamente procurar um atendimento médico para fazer avaliação.
Uma vez que o indivíduo seja diagnosticado com a dengue, ele tem que ser classificado: é uma dengue grave, moderada, ou uma dengue leve? Então esse indivíduo pode desde ser liberado para fazer recomendações domiciliares em relação à hidratação e às medicações de uso, como também pode ser internado para vigilância e acompanhamento laboratorial.”
O cardiologista alerta que os remédios para os problemas no coração não devem ser suspensos, a não ser que haja queda de plaquetas no sangue.
“Inicialmente todo paciente deve manter a sua medicação a não ser que tenha sangramento. Esse sangramento pode ser gengival, ou seja, pela boca, pode ser na urina e nas fezes.
Uma vez que o indivíduo veja o sangramento ele deve interromper a utilização da aspirina ou clopidogrel e rapidamente procurar um serviço de pronto-atendimento para fazer uma avaliação médica.
A dengue é uma virose por classificação e ela pode evoluir com síndrome hemorrágica, ou seja, sangramento vultuoso, podendo levar até mesmo a morte.”
Lachtermacher avisa que pessoas com insuficiência renal e os hemofílicos também devem redobrar os cuidados com a dengue, pois elas também podem ter sangramentos.
Os sintomas da dengue são dores no corpo, febre, manchas vermelhas na pele e náuseas.










