2012-05-05 12:24:00
Vilson Nascimento
Com o clima, até o momento favorável, o milho safrinha pode bater recorde de produtividade em 2012. A estimativa é para o município de Amambai, mas também se estende para outros municípios produtores da região, tendo em vista que as condições climáticas foram às mesmas.
Segundo o técnico agrícola, Sérgio Costacurta, do escritório de planejamentos agropecuário Agrotec, com sede em Amambai, apesar da chuva um pouco reduzida no início do plantio, o fator clima não afetou a produtividade e quem plantou o milho até o dia 10 de março, prazo limite estipulado pelo Zoneamento Agrícola, tem de a colher safra recorde.
De acordo com o técnico, o volume de chuva que caiu em Amambai e toda a região foi o suficiente para garantir o desenvolvimento das plantas e a partir de agora, mesmo que pare de chover, a produtividade estará garantida.
Para Sérgio Costacurta, o único inimigo que pode ameaçar o produtor rural a partir de agora em relação ao milho safrinha é a geada, que se atingir a lavoura em fase de desenvolvimento dos grãos pode ocasionar perdas em grande escala.
Estimativa de produtividade
Com uma área plantada de 19 mil hectares com milho safrinha, 30 mil hectares a menos que a área destinada para a cultura da soja anualmente, Amambai espera colher em média nesta safra, 1,7 milhões de sacas de 60 quilos de milho.
Com essa produtividade, que corresponde em média a 90 sacas por hectares, o município poderá ter uma das maiores safras da história, em relação à cultura.
“Isso se deve, parte as condições climáticas favoráveis, mas principalmente por conta do investimento realizado pelo produtor rural desde o preparo do solo e do plantio até o desenvolvimento final da lavoura”, avalia Sérgio Costacurta.
Lucro com o safrinha ameniza perdas na soja
A promessa de super safra na cultura do milho safrinha vai amenizar as perdas amargadas pelos produtores de Amambai e região em relação a cultura da soja.
Em Amambai a safra 2011/2012 da soja sofreu uma perda média de 26% na produtividade em decorrência da falta de chuva, fator que acabou levando embora o lucro do produtor rural. Os prejuízos só não foram maiores por conta do preço do produto no mercado, que chegou a girar em torno de R$ 50 reais a saca.









