O uso de Drones agrícolas avança no campo brasileiro e consolida uma nova etapa de eficiência nas aplicações. A tecnologia vem ganhando espaço em diferentes culturas, com ganhos operacionais, redução de perdas e maior precisão em áreas onde máquinas terrestres encontram limitações.
Com maior capacidade de carga, velocidade e sistemas de atomização mais modernos, os equipamentos já são utilizados em lavouras anuais, sistemas perenes e áreas de difícil acesso. Segundo Alexandre Gazoni, engenheiro agrônomo e diretor comercial da Sell Agro, os drones evoluíram e hoje atendem desde soja, milho e algodão até café, oliveira e noz-pecã.
Entre os principais benefícios está a possibilidade de operar em terrenos alagados, encostas e locais onde o tráfego de máquinas pode atrasar o manejo. Nessas situações, a rapidez da aplicação ajuda a reduzir riscos de perdas causadas por pragas e doenças. Na soja, a substituição de máquinas terrestres por drones ou aeronaves também pode evitar o amassamento de plantas, especialmente em fases críticas da lavoura.
A expansão do uso, porém, aumenta a necessidade de atenção técnica. Os adjuvantes ganham importância por ajudarem a preservar as gotas, reduzir evaporação e deriva e melhorar a absorção dos ativos pelas plantas. Em condições de calor, vento e radiação, esses produtos contribuem para manter a calda viável por mais tempo e elevar a eficiência da pulverização.
Apesar do avanço, ainda há desafios. A regulagem do tamanho de gotas, a velocidade de operação, a escolha correta de adjuvantes e o manejo climático são fatores decisivos para aproximar a qualidade das aplicações com drones dos sistemas motorizados tradicionais. A expectativa é de crescimento acelerado da tecnologia, com novas soluções voltadas à ultrabaixa vazão e à estabilização das misturas.










