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terça-feira, 5 de maio de 2026

Programa Precoce MS é destaque no Confinar 2026 em Campo Grande

O programa Precoce-MS que incentiva a produção na pecuária, destinando mais de R$ 150 milhões  por ano aos produtores, foi um dos destaques hoje (05) do 13º Confinar 2026, realizado no Bosque dos Ipês, em Campo Grande. O evento que contou com a presença do governador do Estado, Eduardo Riedel, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette e o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, reforçou a importância estratégica do evento para o fortalecimento da pecuária de corte em Mato Grosso do Sul, com destaque para o avanço do programa Precoce-MS.

Segundo o secretário, o Confinar se consolida como um dos principais fóruns técnicos e institucionais do setor, reunindo produtores, especialistas e lideranças em torno de temas fundamentais para a evolução da cadeia produtiva.

Programa Precoce MS é destaque no Confinar 2026 em Campo Grande
Secretário da Semadesc Artur Falcette participou da abertura do maior evento de confinadores do Estado

“Acho que, além de ser um evento técnico muito importante, o Confinar 2026 é um grande ponto de encontro da pecuária. A pecuária de corte é uma das principais atividades do nosso Estado, uma atividade tradicional. O confinamento é um elemento fundamental no sistema de produção e aqui temos a oportunidade de nos atualizar em relação à tecnologia, aos temas de nutrição e sanidade, além de discutir sucessão familiar, gestão da propriedade e fortalecer parcerias que fazem essa pecuária ser tão forte em Mato Grosso do Sul”, afirmou Falcette.

O secretário também destacou o papel determinante das políticas públicas conduzidas pela Semadesc, especialmente o Precoce-MS, considerado uma das principais ferramentas de indução à qualidade na pecuária estadual.

“O Estado apoia muito a atividade. Temos o programa Novilho Precoce, gerido pela Semadesc, com mais de R$ 150 milhões por ano em incentivos. Esse apoio atua diretamente na estrutura produtiva e ajudou, ao longo do tempo, o Estado a reduzir o tempo de abate, aumentar a capacidade produtiva, mesmo com a redução do rebanho”, destacou.

Os números mais recentes do programa reforçam sua relevância. Em 2025, o Precoce-MS registrou 1.249 estabelecimentos aprovados e 576 responsáveis técnicos habilitados, com o abate de 1.494.490 animais, dos quais 1.222.456 foram classificados, alcançando um índice de 81,8%. No período, foram destinados R$ 183,5 milhões em incentivos, com valores médios que chegaram a R$ 171,18 no nível avançado, R$ 129,84 no intermediário, R$ 94,52 no básico e R$ 80,42 no obrigatório, além de contar com 26 frigoríficos credenciados.

Já em 2026, até o momento, o programa contabiliza 1.128 estabelecimentos aprovados e 493 responsáveis técnicos habilitados. Foram abatidos 364.949 animais, sendo 294.636 classificados (80,7%), com R$ 51,06 milhões em incentivos concedidos. Os valores médios pagos seguem elevados: R$ 169,40 no nível avançado, R$ 131,99 no intermediário, R$ 93,61 no básico e R$ 78,21 no obrigatório, mantendo também 26 frigoríficos credenciados.

Os dados evidenciam não apenas o volume de recursos investidos, mas a eficiência do programa em induzir qualidade e padronização da produção, além de estimular boas práticas produtivas, sustentabilidade e rastreabilidade.

Avanços

Programa Precoce MS é destaque no Confinar 2026 em Campo Grande


O avanço do Precoce-MS também contribuiu para uma transformação estrutural no uso do solo no Estado. Conforme destacou o governador Eduardo Riedel, Mato Grosso do Sul tem registrado ganhos expressivos de produtividade na pecuária, mesmo com a redução de áreas de pastagem.

“O Governo do Estado aporta cerca de R$ 150 milhões por ano no programa Novilho Precoce para induzir, como política pública, a formação de um produto de excelência que traz uma série de consequências positivas, como a redução da idade de abate, melhoria no acabamento e na qualidade da carne”, afirmou o governador.
Riedel ressaltou ainda que, nos últimos 10 a 12 anos, o Estado incorporou aproximadamente 5 milhões de hectares de sistemas agrícolas em áreas anteriormente ocupadas por pastagens, além de expandir em cerca de 2 milhões de hectares as florestas plantadas e mais de 2,5 milhões de hectares de agricultura.

“A pecuária cedeu espaço, mas ganhou em produtividade e eficiência”, completou.
Dentro dessa estratégia, o Governo do Estado também já discute novos avanços, incluindo o papel do confinamento como instrumento complementar ao Precoce-MS, fortalecendo ainda mais a intensificação sustentável da produção.

Para Falcette, o momento é de evolução contínua. “Todos os temas debatidos aqui contribuem para o crescimento e fortalecimento da pecuária no Estado. O desafio agora é avançar ainda mais em tecnologia, gestão e sustentabilidade, consolidando Mato Grosso do Sul como referência nacional em produção de carne de qualidade”, concluiu.

Fonte: Rosana Siqueira, da Semadesc

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