2009-09-25 13:17:00
“Mais um Idiota Latino-Americano”
A Política Externa do governo Lula é um desastre. Não consegue acertar uma. Apoia um bando de quadrilheiros travestidos de presidentes de seus respectivos feudos. Apesar de toda a malandragem que os brasileiros atribuem a si mesmos, no fundo são uns otários. Os argentinos vivem aprontando nessa esbórnia que é o MERCOSUL, o Evo Morales manda fechar empresas brasileiras e nem reclamamos. Fernando Lugo, quando não está fazendo filhos, aporrinha o Brasil pedindo aumento da participação paraguaia na usina de Itaipu, onde eles não botaram um tostão sequer. Chávez, o palhaço da trupe, faz e desfaz e Lula continua a ser seu melhor amiguinho.
Agora mesmo, acabamos de perpetrar outra cretinice própria de “nosotros”.
Vejam só a enrascada: o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, retornou na última segunda-feira ao país. Ele está refugiado na embaixada do Brasil
Na sede da representação brasileira, Zelaya disse a jornalistas que retornou a Honduras para dialogar e desenhar um caminho de retorno à paz e à tranquilidade.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez – sempre ele!-, também confirmou o retorno de Zelaya. “Informo que o presidente Zelaya, viajando durante dois dias por terra, cruzando montanhas, rios, arriscando sua vida, com apenas quatro companheiros, conseguiu chegar à capital de Honduras e está em Tegucigalpa”, afirmou.
“Exigimos aos golpistas que respeitam a vida do presidente, que entreguem o poder pacificamente”, acrescentou o líder venezuelano, que vai entrar imediatamente em contato com outros governos da América Latina e de outras partes do mundo para ativar as iniciativas previstas para o retorno de Honduras à ordem constitucional e democrática.
O presidente de Honduras, Roberto Micheletti, pediu ao Brasil para entregar o deposto Manuel Zelaya, que voltou secretamente para Honduras para ser levado à justiça.
Por outro lado, oficialmente o Ministério hondurenho de Relações Exteriores enviou uma nota de protesto à embaixada brasileira por albergar o deposto presidente, Manuel Zelaya, em sua embaixada em Tegucigalpa, responsabilizando o Brasil “pelos atos violentos que possam acontecer adiante, dentro e fora da representação diplomática brasileira”.
Na verdade, o governo hondurenho está protestando pelo fato de Zelaya estar usando a embaixada brasileira como base revolucionária.
A nota lembra que “o senhor José Manuel Zelaya Rosales é fugitivo da Justiça hondurenha”, e que entrou de forma irregular no país.
Por convenção internacional, o governo hondurenho não pode invadir a embaixada brasileira para prender Zelaya, pois o edifício da representação diplomática é território brasileiro e o presidente deposto está protegido como uma espécie de refugiado. Mas também não é permitido que de dentro da embaixada o refugiado faça discursos políticos, muito menos tentando sublevar a ordem pública.
Manuel Zelaya espera desfrutar das garantias que lhe dão o direito internacional, mas se sente dispensado de cumprir a sua parte. Por enquanto, o governo brasileiro está sendo conivente com o comportamento irregular do seu hóspede.
Há um risco altíssimo de um desfecho trágico, como muitas mortes, e o Brasil está envolvido nisso até o pescoço.
A favor de Zelaya é preciso esclarecer que ele foi eleito legitimamente pelos hondurenhos. O problema é que seguindo seu mentor, Hugo Chávez, ele pretendia mudar uma cláusula pétrea da Constituição Hondurenha que proíbe a reeleição. O povo e os Poderes não gostaram e depuseram Zelaya. Não é preciso ter o dom da profecia para saber que essa situação em Honduras está pondo em sério risco a vida de dezenas, senão centenas de pessoas inocentes, postas a serviço de interesses escusos de controversos líderes políticos, capazes de levar os seus seguidores à morte, pela sede de poder. Na verdade já houve mortos.
Mesmo assim, praticamente todas as nações do mundo apoiam a aventura irresponsável do presidente deposto Manuel Zelaya e seu mentor e patrocinador, Hugo Chávez, em nome de uma democracia, que corre tanto risco nas mãos dos atuais mandatários, quanto sob a tutela do hóspede incômodo da embaixada brasileira em Tegucigalpa.
Ressalte-se que todo esse sacrifício, de vidas inclusive, é para que o sr. Zelaya, que tentou desmoralizar os outros poderes da República quando exercia o poder no país, possa retomar à presidência, por pouco mais de três meses, já que seu mandato acaba no dia 27 de janeiro do próximo ano.
Há de se perguntar: Zelaya está disposto a morrer e deixar morrer seus seguidores, por tão pouco tempo de poder?












