2009-09-23 14:41:00
Em cinco dias de campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, Mato Grosso do Sul registra uma cobertura vacinal de 74,20% de imunização das crianças menores de cinco anos de idade. Este resultado significa que, das 202.609 que precisam tomar a vacina, 150.329 foram imunizadas.
Os municípios de Dois Irmãos do Buriti, Caarapó, Deodápolis, Douradina, Mundo Novo, Taquarussu, Aparecida do Taboado, Inocência, Paranhos, Corumbá, Bandeirantes, Jaraguari e Nova Alvorada do Sul já ultrapassaram a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde – de vacinar 95% do público alvo da campanha.
Em Campo Grande foram imunizadas, até o momento, 62,89% das 60.283 crianças na faixa etária da campanha. No país, da população total de 15.494.835, 83,66% o que corresponde a 12.962.594 já estão protegidas contra o vírus. A segunda etapa de vacinação contra a poliomielite traz como slogan de campanha: “Não dá pra vacilar. Mais uma vez, tem que vacinar”.
A meta é proteger cerca de 14,7 milhões de crianças – o que representa 95% das crianças menores de cinco anos – e manter o Brasil na condição de país certificado internacionalmente para a erradicação da pólio.
A poliomielite é uma infecção transmitida por meio do contato com um portador da pólio ou então com fezes humanas. Os principais sintomas são: febre, mal-estar, dor-de-cabeça e em alguns casos paralisia flácida (incapacidade de mexer os membros). Para esta doença não existe tratamento, apenas a vacina garante a imunização.
O panorama atual da doença no mundo aponta que no ano de 2008 foram registrados 1.660 casos e nos países não endêmicos houve um aumento considerável de casos em 2009 (até 20 de maio) se comparados ao mesmo período em 2008, elevando-se de 21 para 118 casos.
A vacina
A vacina é trivalente, ou seja, contém uma suspensão dos vírus da poliomielite atenuados dos tipos 1, 2 e 3 (cepas Sabin). A eficácia da vacina fica em torno de 90% a 95%, conferindo proteção contra os três tipos de poliovírus já após a primeira dose.
Atualmente ainda há risco de reintrodução dos poliovírus selvagens no Brasil devido à possibilidade de importação de casos provenientes de países endêmicos ou pela ocorrência de surtos devido à circulação do poliovírus derivado vacinal (PVDV) em áreas de baixas coberturas vacinais com a vacina oral contra a poliomielite (VOP).











