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terça-feira, 14 de julho de 2026

Paranhos perdeu R$ 1,6 milhão de receita com a crise

2009-09-21 22:16:00

Vilson Nascimento

A queda nos repasses, provocada pela crise econômica, fez o município de Paranhos, na fronteira com o Paraguai, arrecadar R$ 1,6 milhão a menos entre os meses de janeiro e agosto desse ano em relação ao mesmo período do ano passado (2008).

A informação é do prefeito Dirceu Bettoni, que por conta dessa perda de recursos, resolveu pisar no freio e diminuir os gastos para manter o município estabilizado financeiramente.

Segundo o prefeito com a crise econômica mundial, as exportações diminuíram e conseqüentemente a União e os estados tiveram redução de receita, com isso o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e o bolo do ICMS (Imposto sobre Mercadorias e Serviços) foram reduzidos, causando diminuição no repasse de recursos aos municípios.

“Esse não é um problema só de Paranhos, todos dos municípios do Estado e do País estão passando pelo mesmo problema, porém os municípios menores é quem acaba sofrendo mais”, disse Bettoni que na semana passada esteve na sede da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) em Brasília, onde foi informado sobre a generalização do problema.

“Para se ter uma idéia da gravidade da situação, nossa previsão orçamentária era para arrecadar entre janeiro e dezembro deste ano aqui em Paranhos, R$ 3,2 milhões a mais que no ano passado, mas com a crise aconteceu o contrário. Faltando apenas 4 meses para encerrar o ano, nossa arrecadação está R$ 1,6 milhão abaixo do que havíamos arrecadado em 2008”, lamentou o prefeito ao informar que devido a perda de receita, pelo menos 12 municípios de Mato Grosso do Sul, a maioria na região norte do Estado, já estão com suas finanças comprometidas e terão dificuldades até para pagar salários e o 13º dos servidores.

Medidas de contenção

De acordo com o prefeito Dirceu Bettoni, visando conter gastos e garantir o andamento das ações governamentais, a administração adotou algumas medidas preventivas, entre elas a adoção do meio expediente.

“A partir de 1 de outubro a Prefeitura e todas as repartições públicas municipais, salvo as de extrema necessidade como saúde, educação e serviços básicos, passarão a trabalhar em meio expediente até o final do ano”, disse Dirceu Bettoni ao ressaltar que a medida, que já foi adotada por vários municípios do Estado em Mato Grosso do Sul, visa diminuir gastos com energia, telefone, água e material de expediente, entre outras economias.

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