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domingo, 19 de abril de 2026

Homem é velado e sepultado no Paraguai após família não conseguir atestar o óbito em Coronel Sapucaia

Derliz Martinez de 42 anos foi encontrado morto dentro de casa, na Vila Nova e médico teria pedido para encaminhar o copo ao IML após detectar supostos hematomas no corpo. Polícia diz não ter encontrado indícios de crime, diz ocorrência policial.

Vilson Nascimento

Um homem de 42 anos foi velado e sepultado em Capitan Bado, no Paraguai, após a família não conseguir atestar o óbito em um hospital em Coronel Sapucaia, lado brasileiro da fronteira.

Derliz Gama Martinez, que segundo relatou a família à polícia fazia uso de medicação para hipertensão arterial e era portadora de asma, foi encontrado sem vida no final da tarde da sexta-feira, dia 17 de abril, dentro da casa que residia, na região da Vila Nova, em Coronel Sapucaia.

A Polícia Civil foi acionada e, segundo a ocorrência policial, teria constatado que a casa não havia sido arrombada e que o corpo de Derliz não apresentava nenhum ferimento ou sinal que indicasse que ele teria sofrido alguma agressão ou que caracterizasse suspeita de homicídio, motivo pelo qual corpo foi liberado para os familiares.

Segundo o boletim de ocorrência ao ser levado ao hospital local, o médico plantonista na unidade de saúde não teria atestado o óbito.

Consta na ocorrência que o profissional de saúde, que não é legista, teria relatado que não poderia atestar o óbito pelo fato de o corpo apresentar marcas arroxeadas nas costas.

Informações levantadas pela reportagem do grupo A Gazeta dão conta que, diante da situação, o médico teria pedido para que o corpo fosse levado para o Instituto Médico Legal para passar por exame necroscópico e então o IML ou o SVO (Serviço de Verificação de Óbito) elaborar laudo e atestar a causa a morte.

Também a norma, segundo apurou nossa reportagem, que impede legalmente que médico não legista ateste óbito não ocorrido dentro do ambiente hospitalar.

A Polícia Civil relatou na ocorrência policial, no entanto, que tais marcas são compatíveis com fenômeno cadavérico conhecido como livor mortis, decorrente da ausência de circulação sanguínea e da ação da gravidade, que provoca o acúmulo de sangue nas partes mais baixas do corpo.

Sem conseguir atestar o óbito por um profissional médico, fator necessário para a elaboração do Atestado de Óbito, documento formal exigido pela legislação, do lado brasileiro, a família teria optado por trasladar o corpo de Derliz Gama Martinez para a cidade paraguaia de Capitan Bado, onde foi velado e sepultado.

Na Delegacia de Polícia Civil, em Coronel Sapucaia o caso foi registrado como morte por causa indeterminada, sem indício de crime.

Matéria atualizada às 18h33 para acréscimo de informações

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