2009-09-15 21:20:00
Os 14 quilos de cocaína apreendidos esta manhã em Ponta Porã, numa operação conjunta entre a Polícia Federal e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Mato Grosso do Sul pertence à organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), informou há pouco a assessoria da Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã.
A ação de combate ao tráfico de drogas ocorreu paralelamente à Operação Mascate, que está em andamento na fronteira e já prendeu seis pessoas em Amambai e uma em Ponta Porã, em flagrante por porte de entorpecente. Já o trabalho da PF e do Gaeco é direcionado ao comércio ilícito de veículos usados, ou seja, de pessoas que trazem carros de outras cidades e estados para serem trocados por drogas na fronteira.
Durante as investigações, o serviço inteligência da PF localizou na Rua Alvorada, Vila Vitória, um veículo Volkswagem/Gol, cor cinza, estacionado ao lado de uma casa onde residem policiais federais. Os agentes decidiram questionar o dono da casa sobre quem seria o proprietário do automóvel.
Este teria informado que pertenceria ao comerciante Celso Roberto Villas Boas, filho de um advogado da cidade, que possuiria uma loja de informática no Paraguai e que estaria naquele momento na Vila Áurea, do outro lado da cidade. E foi lá que o acusado foi localizado e preso.
Segundo a PF, Celso confessou que realmente o carro era dele, tanto que estava de posse das chaves e que dentro do veículo havia aproximadamente 14 kg cocaína, droga que segundo o acusado, pertenceria ao traficante Antônio Carlos Caballero, vulgo ‘Kapilo’, de Pedro Juan Caballero (Paraguai).
Ainda segundo a Federal, o rapaz confessou que havia deixado o carro na Vila Vitória no sábado de manhã, por ser uma área segura e que o entorpecente seria levado de Ponta Porã para São José do Rio Preto (SP), onde seria entregue “ao pessoal do PCC”.
Numa geral no automóvel os policiais federais encontraram 13,8 quilos de cocaína. Celso Leite foi autuado em flagrante por tráfico internacional de drogas e deve ser encaminhado à Unidade Penal ‘Ricardo Brandão’, de Ponta Porã. Não foi possível um contato com o acusado para ouvi-lo a respeito da ação policial.









