Na madrugada desta quarta-feira, dia 25, a Polícia Civil esclareceu uma ocorrência na qual uma adolescente de 13 anos admitiu ter inventado uma denúncia de estupro contra um familiar porque sentia raiva, confessando que criou a história após ter o celular recolhido como castigo por mau comportamento em casa e retirada de seu aparelho celular.
A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar o ato infracional análogo à Denunciação Caluniosa. A jovem passou por exames periciais no IMOL de Ponta Porã e o caso segue em acompanhamento judicial.
Vale ressaltar que imputar falsamente um crime sexual a alguém causa danos irreparáveis à honra e à vida do acusado. Além disso, denúncias falsas geram desperdício de recursos públicos, tempo de investigação e, o mais grave: prejudicam a credibilidade de casos reais que precisam urgentemente da atenção da polícia.
A Polícia Civil reitera que investiga com rigor todas as denúncias, mas também punirá com o rigor da lei aqueles que utilizam o sistema policial para vinganças pessoais.
A falsa imputação de um crime tão hediondo quanto o estupro de vulnerável carrega um potencial destrutivo devastador. Para o acusado, o dano social e psicológico muitas vezes precede o julgamento, podendo resultar em linchamentos morais ou físicos.
Do ponto de vista institucional, cada denúncia falsa representa um desperdício crítico de efetivo e tempo, desviando investigadores, peritos e viaturas de ocorrências reais. Além disso, tais episódios geram um efeito colateral perverso: o “descrédito” sistemático que pode dificultar o acolhimento de vítimas reais, que já enfrentam o estigma e o medo para denunciar. A seriedade da apuração policial neste caso demonstrou a importância do filtro técnico para evitar injustiças flagrantes.
Fonte: Assessoria Delegacia de Polícia Civil de Amambai











