O avanço dos casos de dengue e chikungunya tem acendido um sinal de alerta nos municípios do Cone Sul de Mato Grosso do Sul. Dados do Boletim Epidemiológico divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), referentes à Semana Epidemiológica 09 e publicados no dia 12 de março, mostram que as doenças já estão presentes em diversas cidades da região.
De acordo com o levantamento, o Cone Sul já soma 27 casos confirmados de dengue. O município de Caarapó lidera com 15 registros, seguido por Sete Quedas, com 4 casos. Amambai e Iguatemi aparecem com 2 casos cada, assim como Aral Moreira. Já Eldorado, Paranhos e Itaquiraí registram 1 caso cada.
No caso da chikungunya, o cenário chama ainda mais atenção. A região já contabiliza mais de 60 casos confirmados, com destaque para Sete Quedas, que concentra 56 registros. Os demais municípios apresentam números menores, porém distribuídos em diversas localidades, indicando a circulação do vírus em todo o Cone Sul.
Alerta regional
O cenário preocupa ainda mais diante da situação em Dourados, município localizado a cerca de 130 quilômetros de Amambai, onde já foram registrados três óbitos por chikungunya. A proximidade reforça o alerta para que as cidades do Cone Sul intensifiquem as medidas de prevenção.
Para conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde enviou equipes da Força Nacional do SUS ao município, reforçando as ações de controle, com visitas domiciliares, eliminação de criadouros, aplicação de inseticidas e apoio direto às comunidades, especialmente em áreas indígenas. A força-tarefa também atua na ampliação do atendimento e na capacitação de profissionais para o diagnóstico precoce da doença.
Dados podem ser maiores
Apesar de serem os dados oficiais mais recentes disponíveis, os números podem ser ainda maiores neste momento, já que o boletim considera informações até o início de março e os casos tendem a evoluir rapidamente.
Vacina contra chikungunya deve chegar ao Estado
Diante do avanço dos casos, Mato Grosso do Sul foi incluído em uma estratégia piloto do Ministério da Saúde para a aplicação da vacina contra a chikungunya. A medida foi adotada após o agravamento da situação em Dourados, especialmente em áreas indígenas.
A vacina já foi aprovada pela Anvisa e está em fase de monitoramento em condições reais de uso. Neste primeiro momento, a aplicação será feita de forma controlada, com prioridade para populações mais vulneráveis, como as comunidades indígenas.
A expectativa é que os resultados dessa etapa sirvam de base para uma futura ampliação da vacinação no Sistema Único de Saúde (SUS).
Prevenção é responsabilidade de todos
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que o combate ao mosquito Aedes aegypti depende diretamente da colaboração da população. A eliminação de água parada continua sendo a principal forma de evitar a proliferação do mosquito transmissor.
Entre os cuidados estão:
- Manter caixas d’água bem fechadas
- Limpar calhas e ralos
- Evitar recipientes que acumulem água
- Descartar corretamente o lixo
Sintomas e orientação
A recomendação é que qualquer pessoa com sintomas procure atendimento médico o mais rápido possível.
Dengue:
- Febre alta
- Dor no corpo e nas articulações
- Dor atrás dos olhos
- Mal-estar
Chikungunya:
- Febre alta
- Dores intensas nas articulações
- Inchaço nas articulações
- Cansaço extremo
Diante do cenário, autoridades reforçam que o momento é de atenção e ação coletiva. No Cone Sul, o combate ao mosquito começa dentro de casa, e a participação da população é fundamental para evitar o avanço ainda maior das doenças.
Fonte: A.N./Grupo A Gazeta, com informações da Secretaria de Estado de Saúde












