2009-09-04 12:49:00
Cerca de 80 indígenas ainda ocupam uma fazenda, em Rio Brilhante, mesmo depois da decisão da Justiça que deu a reintegração de posse ao proprietário. Eles alegam que não vão deixar a propriedade antes de uma reunião com a Funai e o Ministério Público.
A tribo reza para pedir proteção. Os índios estão apreensivos com a decisão judicial de reintegração de posse de uma fazenda, em Rio Brilhante. A propriedade tem 430 hectares e foi invadida em fevereiro do ano passado.
Já foram várias discussões na Justiça desde as primeiras famílias que chegaram no local. A determinação é que os indígenas deveriam ter saído na última segunda-feira (31).
Os indígenas aguardam uma reunião entre o MPF e a Funai para decidir como ficam as famílias que estão acampadas. Eles alegam que não vão sair da propriedade antes disso.
“A Funai marcou a audiência para conversarmos junto com o fazendeiro, para entrarmos em acordo e fazer uma negociação”, disse o líder Kaiwá, José Barbosa Almeira.
A fazenda de José Raul das Neves rural faz divisa com o local invadido pelos índios. O produtor rural mostra documentos de 1.842. Segundo ele, as certidões de posse da terra comprovam que as propriedades da região não eram indígenas.
A preocupação do produtor é que, enquanto a situação na fazenda vizinha não é resolvida, os guarani-kaiwá acampados precisam passar por dentro da área do agricultor. Isso porque a travessia e o acesso mais fácil à rodovia.
“Os índios passam pela minha propriedade para entrarem na terra invadida. O problema é muito sério e se arrasta na Justiça há mais de um ano. As ordens de reintegração de posse vem uma atrás da outra, mas são sempre anuladas pela Funai. Estamos novamente com a esperança de que eles sejam despejados”, afirma Raul.
Está prevista uma audiência na Justiça Federal, nesta sexta-feira (3), para tentar uma conciliação entre as partes.










