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sábado, 7 de março de 2026

Estamos de luto, declarou a deputada Lia Nogueira diante do  cenário de feminicídio no Estado

Relatório aponta 39 feminicídios em 2025 em Mato Grosso do Sul, com taxa de 2,7 mortes para cada 100 mil mulheres, tornando o Estado um dos mais violentos para mulheres

No mês dedicado às mulheres, a realidade em Mato Grosso do Sul tem sido marcada pelo luto  e pelo sentimento de insegurança quando se trata no combate à violência contra mulher. Em um Estado que aparece entre os mais violentos do país para mulheres, cada novo caso de feminicídio reforça a urgência de políticas públicas mais firmes de proteção.

Um dos crimes que mais chocou a sociedade recentemente foi o da enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, morta após ser brutalmente agredida a  golpes de martelo em casa, pelo próprio companheiro, um subtenente do Corpo de Bombeiros, em Ponta Porã. Mãe de três filhos, sendo que dois deles dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) .Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e teve morte cerebral.

Casos como esse refletem números alarmantes

 apontados no relatório

 “Retrato dos Feminicídios no Brasil (2021–2025)”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Mato Grosso do Sul, registrou 39 feminicídios em 2025, alcançando uma taxa de 2,7 mortes para cada 100 mil mulheres, uma das mais altas do país. Além disso, mais de 20 mil mulheres registraram ocorrências de violência doméstica no Estado, o que corresponde uma média próxima de 60 mulheres agredidas por dia, o que evidencia a dimensão do problema. No cenário nacional, os números também  chocam 1.568 mulheres foram assassinadas vítimas de feminicídio em 2025 no Brasil, demonstrando que a violência de gênero segue como um dos desafios mais urgentes de segurança pública e proteção às mulheres no país.

Diante desse cenário, o enfrentamento à violência de gênero tem sido uma das principais bandeiras da deputada estadual Lia Nogueira (PSDB). Na Assembleia Legislativa, a parlamentar tem defendido o fortalecimento da rede de proteção às vítimas, especialmente no interior do Estado.

Entre as iniciativas estão o projeto de Lei que amplia a Ronda Maria da Penha, o  incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência doméstica, garantindo autonomia financeira  e a lei que incluiu a campanha “Quebrando o Silêncio” no calendário oficial de Mato Grosso do Sul, ampliando ações de conscientização e prevenção.

A deputada também defende a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) em todas as regiões de Mato Grosso do Sul, reforçando que a presença do poder público é fundamental para salvar vidas.

“Hoje nós estamos de luto. Cada feminicídio não é apenas uma vida interrompida,mas uma família destruída. Precisamos reagir com políticas públicas fortes, ampliando a rede de proteção e garantindo que nenhuma mulher se sinta sozinha diante da violência. Essa luta é de toda a sociedade”, afirmou Lia Nogueira.

A parlamentar também fez um alerta às mulheres que vivem relacionamentos abusivos. “Mulheres, não se submetam a um relacionamento sem respeito por nenhum motivo. É melhor que seus filhos enfrentem a dor de um relacionamento interrompido do que a dor irreparável de perder uma mãe”, enfatizou.

Para a deputada, enfrentar a violência contra a mulher é uma prioridade urgente, porque cada política pública criada pode representar uma vida preservada.

“Não estamos falando apenas de punições mais duras. Estamos falando de salvar vidas. Porque não existe condenação no mundo capaz de equiparar com a dor de uma criança que perde a mãe para a violência.” declarou Lia Nogueira.

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