2009-08-25 15:55:00
A erosão estava mudando o aspecto da terra, que fora levada pelos ventos ou pela água inúmeras vezes mais rápido do que pode ser reposta. É o que vinha acontecendo, por exemplo, na região denominada Maria Buga, com terrenos topograficamente mais acidentados e geologicamente extremamente susceptíveis à erosão.
Um caso emblemático no município é o assoreamento dos rios que fazem divisa com outros municípios, que estão completamente invadidos por sedimentos carreados sobretudo através de "canais" abertos pelos homens, que são as estradas rurais. Com a devastação florestal para o prantio de diversas lavouras, eliminou-se o anteparo natural que protege o solo e propiciava uma queda suave das gotas de água das chuvas.
Com a inexistência da floresta, a água que cai o faz com uma força muito maior, erodindo o solo, assoreando os rios e nascentes e sobretudo eliminando o reabastecimento natural dos lençóis subterrâneos. Os solos vegetados com qualquer tipo de vegetação, mal ou bem, ainda conseguem desempenhar essa função de propiciar a infiltração.
Nas estradas vicinais, não há barreiras para amenizar a velocidade das enxurradas carregadas de sedimentos, que obedecendo a força da gravidade, demandam os vales e baixadas, onde se localizam os rios.
Está sendo feito terraceamento, montando os dispositivos armazenadores de água (terraços, bigodes, bacias de preservação e lombadas) para controlar o escoamento das chuvas no subsolo, um trabalho constante da administração municipal de Tacuru nos pontos críticos e de prevenção. Também adequação das estradas rurais, visando principalmente diminuir a velocidade de rolamento e orientado a drenagem da estrada de forma a propiciar a infiltração das enxurradas.
No denominado Maria Buga, a devastação da área aos arredores influenciou grandemente a erosão, um problema que vinha há vários anos assolando aquela localidade. Para sanar o problema, o prefeito Cláudio Rocha Barcelos viu, como único modo de resolver, adquirir a área, um terreno de 3 (três) alqueires, parte da fazenda Aguapey, onde foi realizado um trabalho de vários dias no levantamento de curvas-de-nível e outros meios de conter a forte corrente de enxurrada que outrora causara grande erosão no local.
Após o trabalho de terraceamento e curvas-de-nível, a administração construiu uma estrada que dá acesso a várias fazendas e sítios do município, uma obra com 1000 (mil) metros de extensão e 8 (oito) metros de largura. Segundo chefe do Departamento de Obras, senhor Álvaro Nardoni, este foi o maior serviço de contenção à erosão no município, onde, por mais de 3 meses, todo maquinário da Prefeitura foi destinado à obra.
Para complementar o trabalho, uma equipe de servidores públicos, comandada pelo chefe do Departamento de Limpeza e Serviços Urbanos, Lidiomar Vieira (Curio), vem realizando o plantio de diversas mudas de árvores, entre elas erva-mate, eucalipto, e outras mudas nativas.










