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domingo, 12 de julho de 2026

Ipês floridos encantam moradores de Sete QUedas

2009-08-25 15:19:00

Os moradores de Sete Quedas, que já se habituaram a fazer caminhadas na Avenida Internacional, que divide o município de Sete Quedas do municipio de Pindoty Porã, no país vizinho, Paraguay, já podem apreciar a beleza dos ipês amarelos, cujas flores, num verdadeiro hino à primavera, desabrocham sempre nesta época do ano.


 É praticamente impossível não parar e contemplar a floração dos ipês amarelos, que modificam o cenário urbano, enchendo-o de alegria e beleza. Em cada ponto da cidade, há pelo menos um ipê plantado, mas a maior concentração é mesmo na avenida internacional.


Para o prefeito Sérgio Roberto Mendes, a paisagem do município começa a ganhar nas árvores que comecaram a florecer. "As flores dos ipês amarelos surgem nas copas e se mostram bem resistentes à baixa umidade registrada no período. As folhas secas saem de cena e dão lugar à floração, que encanta observadores, principalmente a mim", finalizou Sérgio Mendes.


A bióloga Marinalva Barbosa explica que o ipê amarelo costuma aparecer em todos os biomas brasileiros. O florescimento acontece no inverno. É comum em agosto, mas com a mudança de temperatura, é possível ver as flores em julho e também em outros meses. Quanto mais frio e seco o clima, melhor para a floração.


Ela diz ainda que as sementes são leves e disseminadas pelo vento. O ipê amarelo não precisa de solo rico e sua flor é considerada o símbolo do Brasil. Ao todo, há sete espécies nativas do país já catalogadas até hoje. Marinalva ainda comenta que os ipês amarelos são árvores nativas da mata atlântica brasileira. "Pertencentes à família botânica Bignoniaceae, gênero Tabebuia, também compreendem espécies com flores nas cores brancas, roxa, rosa ou lilás.


Em outras regiões brasileiras, os ipês também recebem outras denominações. O nome científico Tabebuia, de origem tupi-guarani, significa pau ou madeira que flutua. É denominada pelos índios de caxeta, árvore que nasce na zona litorânea do Brasil, cuja madeira íntegra (inatacável) resiste ao apodrecimento" finaliza Marinalva.

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