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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Pesquisa para Senado Federal

Todos os Estados vão escolher, cada um deles, dois novos Senadores para um mandato de 8 anos. São 27 unidades federativas x 2 senadores cada, igual a 54 novos Senadores.

Pois bem, Mato Grosso do Sul, dentre as 27, vai eleger dois deles e a disputa é um verdadeiro jogo de xadrez, onde as peças precisam ser cautelosamente movidas, e o período pré registro das candidaturas, talvez seja mais importante do que a própria campanha em si, diferente das demais vagas proporcionais e majoritárias.

Por que dessa importância tão grande da definição das candidaturas? Acontece que:

1) Serão dois votos casados – o eleitor vai votar no primeiro nome, que será o da sua preferência, e em seguida vai votar num segundo nome, que será o de sua segunda preferência, ou o de menor rejeição, ou ainda, em quem o primeiro nome de sua preferência indicar. Entendeu? É meio complicado, mas será assim.

2) A chapa de dois candidatos ao Senado será forte se estiver alinhada a um candidato ao Governo do Estado forte, e a um nome forte para presidente da República. O eleitor costuma casar esse alinhamento.

3) O time da campanha vai mandar muito. Quem tiver mais candidatos a deputado federal e a estadual ajudando na campanha, e consequentemente mais prefeitos e mais vereadores fazendo campanhas nos municípios, terá maior notoriedade.

4) Na cabeça do eleitor o voto para Senador, ou Senadora, não é assim tão importante (o que é um erro, porque no Senado muita decisão importante para o país é tomada).

Dito isso, as pesquisas para Senador deveriam levar em conta uma particularidade: o correto seria perguntar ao eleitor: “Quem é seu candidato preferido ao Senado?” E em seguida lançar outra pergunta: “E o segundo Senador, em quem você votaria?”.

Do jeito que está sendo feito pesquisa para auferir a preferência para o Senado, o resultado não reflete a realidade, porque as vezes algum ou outro nome que esteja mais abaixo dos atuais melhores apontados nas pesquisas, esteja na preferência entre a segunda opção do eleitor. Entendeu? É mesmo meio complicado. Mas é assim.

Portanto, os dados de algumas pesquisas hoje apontam um certo equilíbrio entre Reinaldo Azambuja (PL), Renan Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD) na dianteira dos demais postulantes, mas não dá para desprezar nenhum dos nomes que estão atrás nos apontamentos, já que tem essa dinâmica do primeiro voto e do segundo voto, além dos elementos elencados acima que serão cruciais para robustez na campanha. Numa pergunta espontânea para Senado o número de indecisos e não sei deve passar atualmente de 70%.

Eleição para Senado não é para amador, e é uma das que exige maior articulação pra garantir uma boa arrancada já na largada da campanha. E na cabeça do eleitor, o voto para Senador é um dos últimos a ser definido.

Por Clesio Damasceno Ribeiro, diretor do Jornal A Gazeta

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