2009-08-21 00:31:00
Estudantes, professores e amigos da professora e artista plástica Gicela Maria Van Gyssel Müller Brusamarello fazem passeata em protesto contra a violência pelas ruas de Ponta Porã na tarde dessa quinta-feira (20).
A professora foi assassinada a facadas na semana passada e até agora a Polícia ainda não apontou os culpados.
A manifestação é organizada por alunos do 3º Ano do Ensino Médio da Escola Estadual Joaquim Murtinho (onde Gicela lecionava), Escola Estadual Adê Marques, Escola e Faculdades Magsul, com apoio da União Pontaporanense de Estudantes e participação de acadêmicos de faculdades de Pedro Juan Caballero.
A concentração dos participantes começou às 13h30 em frente à Escola Joaquim Murtinho, na Rua General Osório. De lá o grupo seguiu à Câmara Municipal, para participar da sessão ordinária. Um representante fará uso da palavra e além de pedir mais ação dos políticos por segurança, também vai entregar um abaixo-assinado contendo reivindicações.
“Não é de hoje que sofremos com a violência moral, cultural e a mais dolorosa que é a sentimental quando perdemos nossos amigos, filhos e esposos para violência, como a que vivemos na ultima semana com a perda de Gicela Van Gyssel a mãe, amiga, colega, professora, artista onde as mãos doadas por Deus para fazer o bem e o belo foi tirada dessa vida terrena de forma brutal e covarde”, assinala a nota que os estudantes vão entregar na Câmara.
O abaixo-assinado exige empenho e acompanhamento nas reivindicações, “para que o crime bárbaro seja elucidado mais rapidamente” e também "efetivo policiamento em frente às escolas; instalação de câmeras de segurança em pontos estratégicos da cidade, principalmente na linha de fronteira; uniformes que identifiquem as escolas; iluminação pública; maior contingente de policiais nas ruas e aumento do número de viaturas; policiamento nos bairros e a criação de uma polícia unificada de fronteira".
Além do caso de Gicela, no documento, são apontados outros crimes bárbaros que segundo a Uper ainda não foram solucionados claramente, como o do colunista social Antônio Gil e o da menor Estefany de Oliveira Pereira, estudante da Escola Calvoso, morta a facadas dentro de casa, dentre outros aos quais as autoridades policiais “não deram uma solução para a sociedade”.








