2009-08-18 16:16:00
Quase três meses da primeira notificação da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado foi confirmada a primeira vítima da doença em Mato Grosso do Sul. A jovem Ana Paula Elias Guinda, 28, estudante de pedagogia, moradora de Três Lagoas, região do Bolsão, na divisa com o Estado de São Paulo, é o primeiro caso confirmado. Segundo o diretor de Vigilância do Estado, Eugênio de Barrros, este é o primeiro caso de vítima da Influeza A (H1N1).
Ela teve o sintomas no dia 24 de julho e faleceu no dia 3 de agosto.
Agora, são 6 mortes que dependem do resultado das análises do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP). Através da coriza do nariz ou da garganta do paciente é possível fazer o exame através de técnica genética (RT-PCR).
No caso da jovem de Três Lagoas, o Instituto emitiu o resultado para as autoridades de Saúde e segundo consta, foi feita uma primeira coleta e na segunda, ocorreu a confirmação.
A vítima tornou-se caso suspeito através de notificação ocorrida no dia 24 e o óbito aconteceu no dia 3 de agosto. Durante todo o período de internação ela esteve no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas.
Em relação à confirmação da primeira morte no estado, o diretor de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Eugênio Barros, disse que afirma que as medidas vem sendo tomadas para que óbitos não ocorram.
Em 23 de junho aconteceu a primeira notificação de caso da doença em Mato Grosso do Sul.
Até o momento, dois óbitos suspeitos pela gripe já foram descartados (um de Campo Grande e outro de Caarapó). Ainda existem cinco à espera do resultado do instituto, sendo quatro de Campo Grande e um de Ponta Porã. Há ainda um sexta suspeita do município de Amambai, que só será confirmado por vínculo epidemiológico porque não foi coletada amostra e nem realizada necropsia.
Houve outros óbitos de idosos em alguns municípios do estado que, entre as hipóteses, considerou-se a suspeita da H1N1 2009. Contudo, foram confirmados outros diagnósticos, principalmente, de pneumonia sem qualquer vínculo com gripes, seja a sazonal ou do novo vírus, segundo a nota do governo a qual Barros endossa.
Sobre a suspeita de que os dados possam estar sendo mascarados, Barros afirmou ainda conforme a nota: “A busca por dados reais é parte das atividades dos profissionais de saúde; esta é uma questão ética constante. Portanto, não existe a menor possibilidade de que os dados não sejam apresentados conforme ocorrem”.











