A irrigação por gotejamento ocupa posição estratégica na modernização da agricultura ao combinar eficiência no uso da água, estabilidade produtiva e adaptação a diferentes realidades do campo. A tecnologia evoluiu de uma observação simples para sistemas capazes de transformar áreas antes pouco viáveis em regiões produtivas e competitivas.
No Brasil, mesmo presente em menos de 10% da área cultivada, a irrigação responde por cerca de 40% da produção agrícola nacional. Para Carlos Sanches, agrônomo e diretor de Desenvolvimento e Inovação da Netafim, a água é um fator decisivo para que as plantas expressem seu potencial, garantindo previsibilidade e segurança à atividade agrícola.
Para Carlos Sanches, agrônomo e Diretor de Desenvolvimento e Inovação da Netafim, o dado reforça uma premissa essencial: “Para a planta expressar o potencial que ela tem de produção, a água é essencial. A irrigação não é só sobre aumentar produtividade, é sobre previsibilidade, segurança e equilíbrio para toda a cadeia”.
Com o avanço tecnológico, o gotejamento deixou de ser restrito a culturas perenes e passou a atender diferentes segmentos. O desenvolvimento de gotejadores autocompensados ampliou o uso em áreas com declividade, assegurando aplicação uniforme e controlada da água. O gotejamento subterrâneo também ganhou espaço ao levar a irrigação diretamente à zona radicular, sem interferir no uso de máquinas.
A integração entre sistemas, como o uso combinado de pivôs e gotejamento, permite ampliar a área irrigada e aumentar a eficiência operacional. Além dos ganhos técnicos, a tecnologia contribui para a estabilidade financeira das propriedades e para o planejamento produtivo, com impacto direto no desenvolvimento regional.



