O mercado de biodefensivos agrícolas segue em trajetória de expansão no país, impulsionado pela adoção crescente de soluções biológicas no manejo de pragas. Na safra 2024-25, o segmento registrou crescimento de 18%, alcançando R$ 4,35 bilhões, conforme levantamento da consultoria Kynetec. O avanço reflete a consolidação desses produtos em grandes culturas e o interesse por tecnologias com maior eficiência agronômica.
Dentro desse cenário, a área de biolagarticidas à base de baculovírus apresentou desempenho relevante, com manutenção da liderança de uma companhia nas culturas de soja, milho e algodão. Esse resultado esteve fortemente associado ao desempenho de um bioinseticida específico, que apresentou índices médios de mortalidade de lagartas superiores a 80%, patamar quatro vezes acima da média observada entre produtos concorrentes.
Análises conduzidas por diversas instituições de pesquisa no país indicaram eficácia de 81% para esse bioinseticida, enquanto a média das quatro principais marcas de baculovírus comercializadas no mercado ficou em 18%. Os dados reforçam a diferença de desempenho técnico observada em condições controladas de avaliação.
Em áreas comerciais, o produto também foi avaliado em estudos realizados em mais de 45 localidades. Nesses ensaios, a mortalidade de lagartas alcançou 85%, frente a uma média de 24% registrada por outros cinco bioinsumos à base de vírus analisados nas mesmas condições. A consistência dos resultados, com pequenas variações estatísticas entre diferentes lavouras, foi apontada como indicativo da qualidade e da estabilidade do desempenho do produto em distintas regiões e culturas agrícolas.



