A China anunciou o cancelamento dos reembolsos de impostos sobre a exportação de uma série de pesticidas, medida que deve provocar impactos relevantes no mercado global de defensivos agrícolas a partir de 1º de abril de 2026. A informação foi divulgada pelo pesquisador independente Jinlong Zhang, com base em comunicado conjunto do Ministério das Finanças e da Administração Tributária do Estado da China.
De acordo com o anúncio, a decisão atinge produtos amplamente utilizados na agricultura mundial, como glufosinato e L-glufosinato, além de acefato, malathion, profenofós, etefom, fosetil-alumínio e triclorfom. Com o fim do benefício fiscal, o preço FOB desses defensivos tende a subir imediatamente cerca de 9%, elevando os custos para importadores e distribuidores.
A expectativa é de que, antes da entrada em vigor da medida, compradores estrangeiros antecipem pedidos para formação de estoques, especialmente de moléculas estratégicas como o glufosinato. Fabricantes que dispõem de estruturas de armazenagem internacional de baixo custo também podem optar por enviar volumes ao exterior com antecedência, buscando mitigar os efeitos do aumento tributário.
No curto prazo, esse movimento pode gerar distorções nas condições de oferta e demanda, exigindo maior atenção por parte de compradores que dependem desses produtos. Apesar disso, o cancelamento do reembolso não se aplica a pesticidas formulados, o que mantém a competitividade das exportações chinesas de produtos formulados e pode reforçar ainda mais a presença da China nesse segmento específico do mercado global de defensivos agrícolas.






