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quinta-feira, 9 de julho de 2026

MS tem 12 espécies aquáticas ameaçadas de extinção

2009-07-12 10:05:00

Mato Grosso do Sul tem cinco espécies de peixes e sete de invertebrados aquáticos ameaçados de extinção. Isso é o que aponta o mapa da “Fauna Ameaçada de Extinção: Invertebrados Aquáticos e Peixes – 2009) lançado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O mapa do IBGE mostra como estão distribuidos no território nacional as 238 espécies de peixes e invertebrados que correm o risco de desaparecer, segundo a Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que foi publicada em 2004.

Entre as cinco espécies de peixes que correm o risco de desaparecer no Estado, três estão enquadradas na categoria que o IBGE definiu como ‘vulneráveis a extinção’, são o cascudo (Ancistrus formoso), na região Sudoeste, além do pacu prata (Myleus tiete) e do campos da paz (Sternarchorynchus britskii), na bacia do Rio Paraná.

Também na bacia do Paraná estão as duas espécies de peixe que correm o maior risco em Mato Grosso do Sul, sendo enquadradas como ‘em perigo de extinção’, a joaninha (Crenicichla jupiaiensis) e a piracanjuba (Bryncon orbignyanus).

Além dos peixes, também estão ameaçadas de desaparecimento no Estado sete espécies de invertebrados aquáticos bivalvos, todos da região do Pantanal. Entre eles, seis estão vulneráveis a extinção: marisco pantaneiro (Anodontities elongates), estilete (Anodontities ensiformis), prato (Anodontities trapesialis), ostra-de-rio (Bartlettia stefanensis), cofrinho (Mongcondylaea paraguayana) e faquinha truncada (Mycetopoda  siliquosa) e um está em perigo de extinção, a fóssula (Fossula fossiculifera).

Segundo o IBGE, os invertebrados aquáticos são pouco conhecidos e estudados; muitos deles vivem no fundo dos rios e do mar e não se locomovem, por isso são difíceis de serem vistos no dia-a-dia, e alguns não possuem sequer um nome popular. Já os peixes são mais conhecidos e estudados e se encontram em número maior. A destruição dos habitats naturais é um dos principais fatores que aceleram o processo de extinção desses animais, ao lado de outros, como a poluição das águas, a sobrepesca, a pesca esportiva, o comércio de peixes ornamentais etc.

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