2009-07-12 09:01:00
Quem passa num concurso público vive a expectativa de ser chamado para assumir a vaga. Esse é o drama de dezenas de pessoas que foram aprovadas em todos os exames da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. O concurso foi realizado em 2007 e vence em agosto.
A espera já dura quase dois anos. Marcelo Rosário passou no concurso público da Polícia Militar, mas ainda não foi chamado. Ele está desempregado há quatro meses e ansioso para ingressar na corporação.
“A gente estuda um bom tempo para um concurso desse. A gente se prepara e fica com medo de algo não dar certo, como não ser convocado ou vencer o concurso”, conta Marcelo.
Mais de 20 mil pessoas se inscreveram no concurso público da PM. Os candidatos que passaram nas provas tiveram de fazer um curso de formação de soldado, que dura em média oito meses antes de serem efetivados na carreira militar. A grande maioria dos aprovados já ocupou as vagas.
O concurso tem validade por dois anos e pode ser prorrogado por igual período. A Secretaria de Segurança Pública sinalizou a possibilidade de aumentar o prazo para chamar os candidatos aprovados. “Nós temos uma outra questão que tem que ser resolvida antes. É uma questão jurídica. Nós temos 140 candidatos que fizeram o curso e estão na Justiça com a situação sendo decidida pela Justiça. Nós estamos aguardando essa decisão para dar o passo seguinte”, explica o secretário Vantuir Jacini.
Mesmo que todas vagas sejam preenchidas ainda vão faltar policiais nas ruas em Mato Grosso do Sul. De acordo com especialistas em segurança pública, o efetivo da Polícia Militar atualmente é 25% menor do que o previsto para a década de 90. Com o aumento da população e o crescimento das cidades, o ideal seria uma corporação com pelo menos 10 mil policiais, ou seja, o dobro do efetivo atual.
Dos quase 5.600 policiais militares do Estado, 85% trabalham nas ruas. O restante fica no setor administrativo e à disposição dos órgãos públicos.











