2009-06-24 18:29:00
O projeto do senador, Arthur Virgílio (AM), de unificação do fuso horário brasileiro divide a opinião dos deputados estaduais do Mato Grosso do Sul. Alguns vêem a idéia com restrições, outros entendem que ela é positiva.
O deputado Zé Teixeira (DEM) é um dos entusiastas da mudança. “Não vejo problema em ajustar para o horário oficial de Brasília. Acho que melhora para o empresariado sul-matogrossense”, disse ele.
Já Paulo Duarte (PT), não quer a mudança. “Não vejo nenhuma razão objetiva ou concreta para esta mudança. Não trará nenhum benefício para a maioria absoluta da população”, diz ele.
Já o líder do governador na Assembléia, deputado Youssef Domingos pede cautela. “O melhor é estudar e fazer cm que a gente não caia em um problema que foi gerado no Acre, porque o Acre mudou o horário e está passando por uma série de dificuldades e já está repensando a volta do antigo horário”, explica o deputado.
O dono
O autor do projeto, Arthur Virgílio explicitou o benefício econômico que o Norte e o Centro-Oeste poderão ter com um único horário nacional. "Meu principal argumento é econômico. Vai possibilitar maior integração entre os Estados " , disse ele na semana passada, completando em seguida que a população logo se acostumaria à mudança.
Porém esta semana ele voltou atrás no que disse. “Agora meus argumentos são mais humanos que econômicos e se as críticas continuarem posso retirar o projeto", afirmou o senador.
Se for aprovado em definitivo, o horário no Amazonas, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima seriam igualados ao horário de Brasília, bem como Fernando de Noronha que atualmente é uma hora a mais que a Capital federal.
A proposta foi aprovada na terça-feira na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e estava prevista para ser debatida ontem na Comissão de Relações Exteriores, mas foi adiada. Agora o debate do projeto pode ser adiado para depois do recesso parlamentar, em julho. Depois de aprovado na Comissão de Relações Exteriores, irá para a Câmara.
Pressão da mídia?
A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) disse que a unificação do horário pode ser um " avanço para o telespectador " , mas que o assunto não é " prioritário " para a entidade, nem se trata de um lobby das emissoras de televisão, segundo o assessor jurídico da associação, Rodolfo Moura.
Entidades do setor energético, como a Agência Nacional de Energia Elétrica e a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica ainda não têm estudos sobre um possível aumento de gastos com a alteração.
NO MS
Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, argumenta os benefícios da mudança de horário. “A mudança no horário é imprescindível assim como o alinhamento com os setores. Mato Grosso do Sul importa e exporta para estados cujo fuso é de Brasília. Esperamos que até o final do ano estabeleça um ponto final. Hoje, 17h está escuro. Temos questões como segurança, consumo de energia, qualidade de vida aos trabalhadores. No horário de Verão às 18 horas os parques estavam cheios de pessoas fazendo caminhadas”, defende.
O deputado Paulo Duarte escreveu uma carta ao Senado. “É necessário que a população seja ouvida e, mais que isso, que haja debates de boa qualidade, com informações claras e confiáveis, que possam levar o povo a uma decisão consciente e segura… Os especialistas da área da saúde alertam para os problemas decorrentes da alteração do horário e da prolongada exposição ao sol em horários inadequados”, diz o parlamentar na carta. Paulo Duarte é contra a mudança do horário, mas defende o plebiscito para que a população faça sua escolha.









