2009-06-12 00:40:00
Após a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciar a lista de inscritas para o Mundial-2010 da F-1, a Ferrari demonstrou insatisfação pelo fato de ser colocada como uma participante incondicional do campeonato e voltou a dizer que vai abandonar a categoria se suas exigências não forem aceitas.
A Ferrari lidera o grupo de oito das dez equipes atuais da F-1 que integram a Fota (associação de equipes) e tentam barrar o teto orçamentário de 40 milhões de libras (R$ 127 milhões) previsto para o próximo ano. Elas negociam um acordo com Max Mosley, presidente da FIA, para alterar o regulamento.
Nesta sexta-feira, no entanto, a FIA divulgou a lista das inscritas e indicou McLaren, BMW Sauber, Renault, Toyota e Brawn com um asterisco, sugerindo a essas equipes que se inscrevam de forma incondicional em 2010 até a próxima sexta-feira (19). Ferrari, Red Bull e Toro Rosso, também descontentes com as regras, não foram citadas.
Apesar disso, a escuderia italiana voltou a ameaçar sua saída. "A Ferrari fez sua inscrição para 2010 baseada em algumas condições, que ainda não foram atendidas. No entanto, e apesar de a Ferrari ter avisado a FIA para não fazer isso, a FIA incluiu a Ferrari como uma participante incondicional no próximo campeonato", diz o comunicado da equipe.
"Para evitar dúvidas, a Ferrari reafirma que não participará do Mundial de 2010 com os regulamentos adotados pela FIA que violam os direitos da Ferrari previstos em um acordo escrito com a FIA", finaliza o time italiano.
A Red Bull, por sua vez, esclareceu que suas duas equipes (Red Bull e Toro Rosso) compartilham da posição da Fota e que suas participações no Mundial também estão condicionadas às mudanças no regulamento.
Novas equipes
Além das oito escuderias da Fota, Williams, Force India e três equipes novas (Campos, US F1 e Manor) foram inscritas como as participantes de 2010.
Segundo o site oficial da F-1, as três novas escuderias vão correr adotando o teto orçamentário e utilizarão motores Cosworth. Toro Rosso e Brawn ainda não confirmaram seus fornecedores de motor, enquanto as outras escuderias irão manter os propulsores utilizados em 2009.
Entre as novas escuderias, a norte-americana US F1 já planejava sua entrada na F-1 antes da proposta do teto orçamentário, e tem como chefes Peter Windsor, ex-integrante da Williams, e o engenheiro Ken Anderson, que trabalhou nas antigas equipes de F-1 Ligier e Onyx.
A Campos, por sua vez, é comandada pelo ex-piloto espanhol Adrián Campos e chegou a correr na GP2. Atualmente, disputa a F-3 espanhola.
Já a Manor, que não tinha seu nome ligado como pretendente às novas vagas, corre na F-3 europeia e deve contar com seu chefe de equipe nessa categoria, John Booth, além de Nick Wirth, ex-chefe da equipe Simtek na F-1, segundo a revista "Autosport".











