2009-06-01 20:24:00
Antonio Luiz
Grande parte da população de Amambai desconhece que a cidade já tem um Museu, que conta um pouco da história, não apenas do município, mas de toda essa região fronteiriça.
O responsável pelo empreendimento é o senhor Almiro Pinto Sobrinho, muito conhecido na cidade pelo carinho e desvelo com que trata e preserva as coisas de sua terra natal.
O museu conta um pouco da história e evolução do município através de maquinário antigo, fotografias, livros e instrumentos de trabalho. Não chega a ser um acervo rico, mas é o que havia disponível e é suficiente para que se conheça um pouco melhor os velhos tempos.
Seu Almiro acaba de escrever um livro sobre a cidade, cujo título é “Amambai, História e Memórias de Nossa Gente”. A primeira edição deve ser lançada em setembro, por uma pequena editora paulista.
Amambai tem uma história rica de acontecimentos históricos. Basta dizer que a Guerra do Paraguai esteve bem próxima da região. Não houve confrontos diretos, mas a soldadesca de ambos os lados passou por aqui e a guerra terminou com a morte do general Francisco Solano Lopes, a cerca de
A literatura sobre Amambai e região é bastante precária, portanto o livro de seu Almiro adquire uma grande importância para a preservação da memória da cidade.
Nele, por exemplo, a narração começa desde os desbravadores e bandeirantes, como Aleixo Garcia, o primeiro branco a passar por aqui, a Guerra do Paraguai e a exploração de Erva-Mate.
A Erva-Mate, por sinal, foi o principal motivo para que a região fosse habitada, primeiro por paraguaios que formavam as ranchadas e a consequente utilização de mão-de-obra indígena remunerada. Isso se deu de 1883 para frente, quando Tomas Laranjeira foi procurar funcionários no sul do país, originando aí, o primeiro grande empreendimento da região e o principio da ocupação gaúcha.
Chamava-se então Vila União, possuía mais ou menos 280 casas, cerca de 1.250 pessoas na zona urbana. No entanto, na zona rural morava a maioria dos habitantes da Vila.
Em 1914, quando foi solicitado o pedido de reserva para formar o povoado pelo senhor Valencio de Brum, foi sugerido o nome de Vila União e depois, em 1938, passou a denominar-se Patrimônio União. O motivo da sugestão foi singelo e engraçado ao mesmo tempo. O morador Celito Cabral achava que os gaúchos não conseguiriam pronunciar o nome original Itapoty, em que havia um til em cima do ípsilon, o que mudava a fonética da palavra, que significa “flor de pedra”.
Em 28 de setembro de
Essas são algumas pequenas pílulas do que o visitante pode saber a respeito da cidade onde vive.
O Museu está localizado à Rua General Câmara, 527, bem atrás do Colégio Felipe de Brum. Não deixe de conhecer e, se possível, colaborar.








