2009-05-30 19:37:00
Vilson Nascimento
Sem que a exigência da presença da Polícia Federal fosse cumprida, os indígenas guarani-kaiowá acabaram liberando no início da noite, o corpo de um índio de 27 anos, encontrado morto na manhã desse sábado (30) às margens da rodovia MS-289, trecho que liga Amambai a Coronel Sapucaia,
Segundo os indígenas que impediam a retirada do corpo do local, Osvaldo Pereira Lopes de 27 anos, teria sido arrancado à força de dentro de sua casa na Aldeia Taquapery na noite dessa sexta-feira (29) por dois homens brancos que não souberam dizer quem era. Eles afirmam que o rapaz teria sido assassinado a mando de produtores rurais da região.
Já a Polícia Civil de Coronel Sapucaia, que não recebeu nenhum comunicado sobre o “suposto rapto” do rapaz na noite de sexta-feira, esteve no local onde o corpo foi encontrado e os levantamentos realizados no local apontam, segundo a polícia, que Osvaldo foi vítima de um atropelamento e não de homicídio como alegam os indígenas.
Uma equipe da Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) da base operacional de Amambai também esteve no local coordenando o trânsito.
Durante todo o dia uma grande quantidade de indígenas, parte deles armados com arcos, flechas e bordunas, permaneceram no local onde o corpo do rapaz se encontrava.
Eles pertencem ao “Acampamento Kurussu Amba” instalado na Aldeia Taquapery e fazem parte do mesmo grupo que por duas vezes invadiu fazendas na região do Kurussu Ambá, na divida entre os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia.
Nas duas ocupações ocorreram confrontos entre índios e produtores rurais com feridos e em um dos conflitos uma indígena acabou morrendo.
De acordo com a equipe da funerária Pax Primavera, de Coronel Sapucaia que realizou a remoção do corpo, sem que a Polícia Federal comparecesse ao local como os indígenas exigiam, o cadáver acabou sendo liberado para os procedimentos cabíveis e posteriormente ser encaminhado de volta à aldeia para ser velado e sepultado pelos familiares.









