2009-05-28 12:28:00
Presos do regime semiaberto soltos e sem vigilância como se não estivessem cumprindo pena. Assim ficaram 22 internos, após a interdição do espaço que era destinado para eles ficarem detidos entre 18 de um dia e 6h do dia posterior, sendo liberados para ir às ruas e/ou trabalhar durante o dia, conforme prevê o benefício da progressão do regime.
O assassinato de Claudemir Ribeiro da Silva, 26 anos, na noite (20h) de terça-feira (na proximidade da esquina da avenida Amambai com a rua Aimorés, no Jardim Educaliptos) foi o segundo em menos de 30 dias, exatamente durante o período de noite e madrugada, quando ambos deveriam estar recolhidos e guardados nas celas do antigo prédio da Delegacia de Polícia Civil.
O outro presidiário assassinado foi Cleberson Jair de Melo, 23 anos, morto com três tiros na cabeça e no peito em Naviraí, na começo da madrugada (oh20) do dia 10 de maio, um domingo. A (Polícia Militar) foi acionada via telefonema anônimo. Cleberson foi morto por volta da 0h20 de hoje, em frente de uma danceteria, localizada na rua Emilia Zerbeth Napolitano, no centro da cidade.
A interdição da Cadeia Pública de Naviraí foi muitas vezes pedia pelo promotor Amílcar Carneiro Júnior, antes da desativação do prédio e transferência de 83 presos para a Penitenciária de Naviraí (Penav). Os internos do semi-aberto continuaram no espaço, e na época não havia interdição, ocorrida apenas recentemente, por ordem do juiz Eduardo Magrinelli Júnior.
O juiz Eduardo Magrinelli não foi localizado para comentar o assunto. A promotora de Justiça – Letícia Ferreira declarou que várias vezes o juiz oficiou à Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e Agência Penitenciária (Agepen), eu segundo ela, deveria ter assumido a cstódia dos presidiários em regime de progressão de pena.
Enquanto presidiários do regime semi-aberto dormem em locais em que o poder público não tem conhecimento e alguns deles perambulam pela cidade até sem ter o que comer (e se tornam pedintes), e enquanto expostos a serem executados ou tem a possibilidade de praticar delitos no período em que deveriam estar detidos, a promotora de Justiça, Letícia Rossana Ferreira municia a Ação Civil Pública, que segundo ela será apresentada ao juiz Eduardo Magrinelli Júnior, na próxima segunda-feira ou terça-feira, contra o Estado, a Sejusp e a Agepen.












