2009-05-27 13:21:00
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou ontem, por unanimidade, recurso da defesa do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. O criminoso é acusado de ser o responsável pela morte de João Morel, assassinado a golpes de faca artesanal no dia 21 de janeiro de 2001, dentro do Presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande.
Os advogados de defesa alegavam que não havia indícios suficientes na denúncia que comprovassem a versão de que Beira-Mar seria o mandante do crime. O assassinato teria ocorrido por causa da disputa do comando do tráfico de drogas na região de fronteira entre MS e o Paraguai.
Com o recurso negado, Beira-Mar irá a júri popular por homicídio qualificado – por motivo torpe, com emprego de meio cruel e sem chance de defesa.
– Tudo é baseado em apenas uma testemunha – disse o advogado de defesa Wellington Costa Junior à TV Morena, afiliada da TV Globo em MS.
A audiência de Beira-Mar deve ocorrer somente em 2010.
Morel foi assassinado com seis golpes de chuço (faca artesanal), dentro da cela 38 do Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande. Morel estava preso no presídio de Campo Grande por tráfico de drogas. De acordo com informações do Ministério Público daquele estado, Beira-Mar ordenou, por celular, a morte de Morel.










