2009-05-26 15:15:00
O prefeito de Amambai, Dirceu Lanzarini, se reuniu com produtores rurais e técnicos ligados à agricultura para definir o “Estado de Emergência” no município por conta das perdas na agricultura. Além de Amambai, outros municípios da região devem adotar o mesmo decreto. A estiagem ocorrida neste início de ano prejudicou muito a produção do milho safrinha e castigou as pastagens. As perdas na lavoura em Amambai são estimadas em 60% e o gado também sofre perda de peso. O Estado de Emergência é um recurso que facilita as negociações por parte dos produtores com fornecedores e credores.
A região sul do Estado tem sua economia baseada essencialmente na agricultura e pecuária. Com as perdas nesse setor, o comércio sente o impacto direto. Consequentemente, giram menos recursos na praça, negócios ficam emperrados e muitos produtores ficam descapitalizados para se prepararem para a próxima safra – o que leva a um efeito cascata. A iniciativa da Prefeitura e dos produtores em decretar o Estado de Emergência é muito positiva e extremamente necessária.
Além desse impacto direto no movimento financeiro do município, as perdas provocadas pela estiagem podem influenciar no índice de arrecadação de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias) para o ano de 2011, já que o índice de um ano é base de cálculo para dois anos seguintes.
Com o decreto de emergência, os agricultores e pecuaristas atingidos pela estiagem poderão renegociar suas dívidas com bancos, cooperativas e fornecedores de forma mais facilitada, com prazos estendidos, e linhas de créditos poderão ser abertas para a safra futura.
As perdas na safra, não só em Amambai, mas em praticamente todos os municípios da região, são visíveis. As perdas em algumas lavouras chegaram a 100 por cento. A agricultura é uma atividade de alto risco e, portanto, precisa, sim, de mais apoio do Governo. O decreto de emergência ameniza a difícil situação dos produtores.










