2009-05-08 10:50:00
Antonio Luiz
Em reunião antecipadamente marcada pelo Sindicato Rural com a Superintendência Regional do Banco do Brasil para dirimir dúvidas, o presidente do SRA, Christiano Bortolotto, abriu os trabalhos fazendo um resumo de todos os percalços que o agronegócio vem enfrentando, sobretudo na nossa região, que sofre sérias ameaças em questões ambientais e fundiárias.
Pelo Banco do Brasil, o gerente de Mercado de Agronegócio, Loureno Budk, fez uma detalhada explanação para cerca de 100 pessoas sobre Política Agrícola e Crédito Rural.
Com um audiovisual embasado em informações oficiais, o palestrante explicou didaticamente os procedimentos regulamentares da Instituição em relação a essas operações.
Foi muito ilustrativo ao explicar a questão de prorrogações muitas vezes efetuadas indevidamente ou desnecessárias em alguns casos pontuais.
Essas prorrogações são em última análise um mal para o cliente, pois dificultam a obtenção de créditos futuros. Mesmo quando a prorrogação é necessária por falta de alternativa, o problema do crédito futuro continua para esses clientes.
Porém, para aqueles que estão com problemas de frustrações na safra passada, o Banco do Brasil possui mecanismo para analisar eventuais prorrogações caso a caso, de acordo com o manual de Crédito Rural do Banco Central
O gerente da agência do Banco do Brasil em Amambai, Marcos Sozza, tomou a palavra e foi direto ao ponto crucial da questão local, que é o grande endividamento dos produtores, ocasionado por frustrações sucessivas, o que acaba influindo na análise de novos pedidos de crédito.
Para se ter uma ideia da situação, o gerente de Amambai citou o exemplo do custeio da safra 2008/2009, em que cerca de 20 por cento dos tomadores do empréstimo não apareceram na agência para quitar o débito ou sequer dar alguma justificativa para o fato.










